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Correr.... Eu preciso!

É impressionante a nossa capacidade de adaptação às adversidades. O que antes era tortura, hoje é conforto. O que antes me ofegava, hoje me dá energia. O que antes era dor, hoje é prazer.


Quem corre sabe que a corrida nunca termina na linha de chegada... É impressionante como esse mantra tem me perseguido ultimamente. O ano de 2017 ainda nem terminou e, de longe, já é o ano em que eu mais corri. Pelos meus cálculos, utilizando a gíria dos corredores, devo fechar o ano “com mais 2.000 km na conta”

Para quem até bem pouco atrás era um “sedentário profissional”, esse número é bastante expressivo. Só para ter uma ideia, essa é a distância que separa as cidades de Cuiabá e Florianópolis. Este ano também foi o ano de superar barreiras, pois foi o ano da minha primeira maratona.

De certo modo, me sinto um afortunado, pois foi somente após os trinta anos de idade que me conscientizei da necessidade de praticar alguma atividade física. E isso mudou a minha vida.

E é por esse motivo que eu gosto de compartilhar as minhas pequenas conquistas ao longo dos anos. É engraçado, mas muitas pessoas ainda acham estranho uma pessoa participar de várias provas, nunca “chegar em primeiro lugar” e chamar isso de conquista.

Alguns até me olham meio estranho quando eu falo todo sorridente que cheguei em 300º. lugar numa prova qualquer com 1.500 participantes, por exemplo. Tentam disfarçar, é claro, mas noto nitidamente que eles não entendem o motivo do meu sorriso de “campeão” estampado no rosto.

Mas o fato é que a cada dia que passa, eu me sinto mais forte para encarar desafios ainda maiores. Quando comecei a correr, chegar bem nos 10 km era meu sonho de consumo. Depois disso, fiquei um bom tempo patinando até encarar a primeira Meia Maratona (21km). Me encantei pela distância e pelo desafio.

Mas a partir daí os 42km passaram a ser meu novo objetivo. E esse foi um divisor de águas para mim, pois tive que adaptar meu corpo e minha mente à “sofrência”. O interessante nisso tudo é que esse “sofrimento” não é mais um sofrimento. É impressionante a nossa capacidade de adaptação às adversidades. O que antes era tortura, hoje é conforto. O que antes me ofegava, hoje me dá energia. O que antes era dor, hoje é prazer.

E essa percepção ficou ainda mais evidente após a rígida rotina de treinos para a minha primeira maratona. Parece que agora tudo ficou mais leve. Até mesmo com os desafios do dia a dia, do trabalho e da vida pessoal ficou mais fácil de lidar.

Correr liberta, correr desperta.... Correr, eu preciso!

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