Downsizing: as políticas públicas que enxugam gelo

A guerra às drogas está enriquecendo os traficantes, penalizando e aterrorizando os não-viciados, especialmente nas zonas centrais das grandes cidades. Mas esta guerra é uma cruzada; o que está por trás dela não é a lógica, mas o abuso. Parar esta guerra, não importa como ela beneficia, seria imoral

Qualquer leitor, segundo Peter F. Drucker, que tenha chegado até este tema irá exclamar: “Impossível. Certamente, nenhum grupo de pessoa chegará a um acordo sobre o que deve ficar no topo da lista ou ir para o seu final”. Mas supreendentemente, em todos os lugares em que foi feito o repensamento do tamanho ideal do Estado, tem havido um acordo substancial a respeito da lista, independente dos antecedentes ou das crenças das pessoas envolvidas. Raramente há desacordo sobre o que deve ser mandido, fortalicido ou abandonado. Normalmente, ele ocorre a respeito de um programa ser eliminado imediatamente ou colocado em experiência por dois ou três anos. Os programas aos quais as pessoas não chegam a m acordo são aqueles ligados não a resultados, mas a imperativos morais.


O melhor exemplo americano é a Guerra às Drogas. Depois de muitos anos, ela teve pouco efeito sobre o abuso e o vício e grande parte deste foi pernicioso, contribuindo para a destruição das cidades; os viciados estãos e prostituindo, roubando ou matando para ganhar o suficiente para pagar por aquilo que a Guerra às Drogas tornou proibitivamente caro. Tudo o que a Guerra às Drogas está fazendo é enriquecer os traficantes e penalizar e aterrorizar os não-viciados, especialmente nas zonas centrais das grandes cidades. Mas esta guerra é uma cruzada; o que está por trás dela não é a lógica, mas o abuso. Parar esta guerra, não importa como ela beneficia, seria imoral. O certo é excluir tais cruzadas da análise racional envolvida no repensamento do tamanho ideal do Estado. Felizmente, elas não são muitas. Quanto ao restante – mais de noventa por cento de todos os programas e atividades – é muito provável que o repensamento do tamanho ideal do Estado produza uma concordância substancial.

Seguramente irão argumentar que mesmo um consenso total entre pessoas altamente respeitadas será inútil, porque o Congresso não aceitará nada disso, nem a burocracia. E os lobistas e interesses especiais do todos os gêneros unir-se-ão contra algo considerado por Drucker, tão subversivo. Outras informações sobre o tema podem ser obtidas no livro Administrando em tempos de grandes mundanças de autoria de Peter F. Drucker.

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Tags: drogas drucker enxugar gama gelo guerra narcotráfico políticas públicas tráfico

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