Educação financeira, o que não é dito nas escolas

Este artigo tem o intuito de alertar ao leitor que não administra seu dinheiro de forma correta, um tema pouco ou nunca falado na casa de cada pessoa, nas escolas ou no trabalho, e que deve ter mais atenção no cotidiano de cada cidadão

A população brasileira é acostumada a gastar mais do que tem e acabam se enrolando em dívidas.

O intuito desse artigo é alertar o máximo de leitores possíveis em como administrar melhor o seu dinheiro, e não ficar preso e viver especificamente por ele “escravos do dinheiro”.

Infelizmente a mentalidade de boa parte dos brasileiros é gastar mais do que se pode pagar. Em si, não é culpa dele próprio, e sim do seu ensinamento desde jovens tanto em casa com seus pais e familiares, quanto nas escolas. Desde pequeno ouvimos que devemos estudar para futuramente ter uma boa profissão e que terá estabilidade em sua vida. Porém, é totalmente ao contrário, a criança cresce e vira um jovem recém formado no ensino médio com a mente formada na área que deseja seguir, consegue um emprego e se atola em dívidas que muitas das vezes não consegue arcar, a ponto de ficar com nome negativado no SPC.

De acordo com levantamento da Agência Brasil, 58% da população não tem nenhum investimento para o futuro, estão totalmente dependentes ao emprego ou do Governo. Outro levantamento é que desses 42% que investe 40% deles estão alocados na poupança, e outros 2% em demais investimentos. Através desses dados pode-se dizer que metade da população não tem se quer uma reservar de emergência e não tem outra fonte de renda em caso de perder seu trabalho. Tenha em mente que nenhum emprego é garantia de vida hoje em dia, para uma empresa colocar outro funcionário mais preparado em seu lugar é muito fácil.

Dos 40% que estão na poupança tem baixa rentabilidade. Então, por que continuam na poupança? Porque a poupança é um investimento que a maiorias dos pais aconselham a seus filhos e também o mais indicado pelos bancos, dizendo que o dinheiro parado ali irá render uma gorda quantia com o tempo, e não é exatamente assim. No cenário atual, a taxa de juros da poupança é de 70% do valor da Selic, sendo de 4,55% ao ano. Ou seja, independente do valor na poupança, o seu rendimento é somente de 4,55% anualmente. A poupança não oferece rendimento diário atualmente. Isso significa que os ganhos são baseados nas taxas mensais e anuais. Então, se você retirar o dinheiro antes da data de aniversário da poupança, poderá perder a rentabilidade. Além disso a taxa da inflação está nos 3,87%, então, o real retorno anual da poupança fica em torno dos 0,68% ao ano. Muito pouco não é mesmo? Pois é, infelizmente o banco não fala dessa forma para as pessoas, você não aprende sobre todas as taxas em casa e não é dito nas escolas.

Depois disso, vá ao banco e pergunte ao seu gerente outros investimentos que tenha melhores rentabilidades, mostre que sabe sobre o assunto e descarta qualquer previdência privada ou títulos de capitalização, procure por investimentos que realmente vai se tornar uma boa quantia com os anos, se o banco não atender suas expectativas, retire seu dinheiro e direcione ele para uma instituição que venha te trazer um leque de aplicações favoráveis a você.Com isso você estará saindo desses 40% que se encontram com baixa rentabilidade na poupança, e vai para o mundo dos 2%, onde aplicam seu dinheiro de forma consciente e adequada, preparando um futuro melhor para sua família e deixar o dinheiro trabalhar por você.

Espero que esse alerta venha impactar esses 40% que o seu dinheiro não está rendendo e que existem outras aplicações mais vantajosas para seu futuro, poderia citar alguns como o Tesouro Selic, CDB e outros.

Agora, quanto aos 58% que não tem nenhuma plano de emergência para o futuro, comece a corrigir seu pensamento. Não gaste mais do que recebe e crie uma conta na no banco ou na corretora uma reserva de emergência para em casos extremos poder contar com dinheiro quando precisar. Porém, não crie a reserva em base da poupança, ok? Vá ao banco ou através da internet alguma corretora legalizada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e que possua o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e busque por investimentos que tenham melhores taxas e rentabilidades. Uma dica que lhes dou é: manter de acordo com sua fonte de renda: 50% em dívidas, 20% investidos para o seu futuro ou de seus filhos e família, 10% para o fundo de emergência e 20% para gastar em seus desejos. Claro, se você investir mais será melhor. Não é necessário seguir a dica a risca, mas comece a se policiar quanto ao seus gastos e ensinar a seus filhos, parentes e amigos como ter uma situação financeira estável.

Não seja totalmente dependentes de uma única fonte de renda, em situação como vive o país e o crescimento da tecnologia no mundo, o emprego não é uma garantia de estabilidade, como prova disso o número altíssimo de desempregados no país.

Espero ter ajudado com minhas palavras e que cada leitor possa divulgar e falar mais sobre o assunto. Comece a ensinar seu parentes sobre o tema para que não fique na situação como muitos vivem hoje. Mostre que administrar o dinheiro de forma correta evitará passar por momentos desagradáveis e que é muito melhor viver com a saúde financeira bem administrada. Não se torne escravo do dinheiro, deixe-o trabalhar por você em perfeita harmonia.

As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.

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