Gestor X versus Executor Y: confronto inevitável?

Essa geração Y que está chegando ao mercado de trabalho leva para o trabalho o comportamento a que está acostumada na casa dos pais, nas escolas, na vida social. Já presenciei situações onde parecia o diálogo entre falantes de idiomas diferentes tentando se entender: era nítida a impressão de que se falava sozinho, tal a incompreensão entre as pessoas

Cada vez mais comum nas empresas as diferenças entre gestores da geração X (nascidos entre 1965 a 1977) ou anterior e os executores que estão entrando ou entraram recentemente no mercado de trabalho que são da geração Y (nascidos entre 1977 e 2000).

Para alguém que está com cerca de vinte anos é quase impossível imaginar a vida sem internet, smartphones, tablets, redes sociais e outras tecnologias, e as novas formas de comunicação que surgiram no século XXI. Além do fato de conviverem com tecnologia desde cedo, o vocabulário é outro, as reações, enfim, é uma forma de ver o mundo toda nova e diferente de quem tem mais que cerca de trinta e cinco anos.

Essa geração que está chegando ao mercado de trabalho leva para o trabalho o comportamento a que está acostumada na casa dos pais, nas escolas, na vida social. Mas, as empresas precisam desses jovens, ao mesmo tempo eles são inovadores, rápidos e “antenados” com o que está acontecendo no mundo online, e hoje as empresas precisam cada vez mais dessa atualização, para se manter competitivas no mercado.

Os problemas de comunicação são aparentes e, quanto maior for a diferença etária, maior a possibilidade de choque entre as realidades, valores e até princípios. Já presenciei situações onde parecia o diálogo entre falantes de idiomas diferentes tentando se entender: era nítida a impressão de que se falava sozinho, tal a incompreensão entre as pessoas.

Uma solução é a mediação entre as partes conflitantes, e a exposição para cada um sobre a maneira de comunicar-se com o outro. O atual “cada um no seu quadrado” deve dar lugar ao, também atual, “sair fora da caixa”. A boa e velha empatia (colocar-se no lugar do outro) funciona bem nesses casos. O Importante é que sejam identificados, por um profissional, os pontos de conflito e desenvolvidas atividades individuais e em grupo.

Através do autoconhecimento e de conhecer como as outras pessoas agem, como são os comportamentos de acordo com as caraterísticas de cada um, fica mais fácil a comunicação e a convivência na empresa ou em casa. Isso mesmo em casa. Ou você acha que esses mesmos conflitos não acontecem entre pais (ou avós, tios...) e filhos (ou netos, sobrinhos...).

A melhor forma é sempre o diálogo, certo? Sim! Mas como pode haver diálogo quando um não compreende o que o outro está dizendo? A comunicação é historicamente um dos problemas mais comuns, independente do segmento ou do tamanho da empresa. O impacto é percebido nos resultados, nos custos, na quantidade de reclamações dos clientes externos ou internos, e na imagem da empresa.

Como está a comunicação no seu trabalho? E em casa?

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Tags: Geração X. Geração Y Problemas de comunicação

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