Mudança: uma necessidade humana

O que não vai mais ser aceito é a inércia, a estagnação diante das revoluções, a adaptação de cada organismo deve ser um mix do que ele deseja com o que o mundo oferece

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1. E.vo.lu.ção

A revolução começou já tem um tempo, mas tem gente que ainda não se deu conta das mudanças que começaram e as que estão por vir.

Desde que o mundo é mundo, mudanças fazem parte do dia a dia das pessoas, a diferença é que alguns percebem essas mudanças e outros não. A mesma coisa acontece com as organizações, algumas percebem a mudança e mudam, outras não, essas geralmente sucumbem.

Em pouco mais de 100 anos os modelos de trabalho se moldam décadas após décadas, o que Taylor e Fayol antes falavam eram as regras e ninguém poderia contestá-las, hoje já não se encaixam em muitos modelos de negócios, eu diria a maioria.

Modelos de negócios piramidais e hierarquizados, antes eram tidos como os certos, hoje modelos flexíveis e horizontais fazem a diferença na produtividade dos negócios. Onde antes sobrava burocracias e dificuldades, hoje sobra criatividade e um sentido de coletividades para soluções de problemas.

2. Trans.for.ma.ção

Empresas estão moldando os seu negócios para atender um mercado mutantes e também para atender colaboradores mutantes. O sentimento de “estabilidade”, “garantia”, “carreira” e todas as outras coisas que os baby boomers buscavam já não fazem parte do apetite e sede da geração x ou dos millennials.

Hoje a busca é por inovação, propósito e autonomia. O mundo não é mais um lugar para zona de conforto, não tem mais espaço para o conformismo, pessoas com esse mindset são substituídas por chatbots ou qualquer outras A.I (inteligência artificial).

Do mesmo jeito que as pessoas estão mudando e se tornando famintos por novas formas de pensar e agir, as empresas também precisam entender e participar dessa mudança. Vários gerentes, vários diretores, vários supervisores, tomadas de decisões engessadas e lentas são um câncer terminal.

Autonomia, empreendedorismo corporativo, sentimento de “dono” são as armas que farão sua empresa se destacar ou não. Novas ferramentas, ferramentas compatíveis que façam sentido para a produtividade das empresas, sejam elas tecnológicas ou não.

Trello, Slack, Evernote, são exemplos de ferramentas operacionais que podem melhorar o desempenho individual e coletivo. Design Thinking, criatividade, reuniões de foco e brainstorm são ferramentas de capital humano que nada mais são do que modelos mentais e podem fazer uma diferença gritante no dia-a-dia.

3. A.dap.ta.ção

A procura por melhoramento ou performance deve ser de cada um, tanto do sujeito que tem o CPF quanto o que tem o CNPJ, de fato as mudanças estão chegando mas isso não significa que seja necessário aderir a toda nova onda de transformação, as mudanças tem que ser compatíveis com o seu propósito e fazer sentido com a sua estratégia.

O que não vai mais ser aceito é a inércia, a estagnação diante das revoluções, a adaptação de cada organismo deve ser um mix do que ele deseja com o que o mundo oferece.

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Tags: inovação mudança negócios pessoas

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