Mais comentada

New Right?

Estamos em 2017 e, contando os meses para chegar as eleições presidenciais. Pela Direita, temos dois candidatos: Jair Messias Bolsonaro e Ronaldo Caiado. Pelo centro ou esquerda: Marina Silva, Ciro Gomes, “Lula”, Alckmin ou Dória.

Com a condenação de Lula, o quadro eleitoral para 2018 ficará equalizado, porém, com Bolsonaro um pouco à frente de seus oponentes. Uma coisa é certa: o Bolsonaro é de Direita.

Em 2018 teremos uma disputa no campo do ativismo social e digital. Há décadas, a esquerda tinha o monopólio dos movimentos sociais (Central Única dos Trabalhadores, União Nacional dos Estudantes, Movimento sem Terra, Movimentos dos Trabalhadores sem Teto etc.). Hoje, temos: o Movimento Brasil Livre, o Vem pra Rua dentre outros. O cenário estará polarizado. Direita e esquerda em lados opostos. Extremos de cada lado. Coisa que nunca antes na história desse país, se viu.

Pelo lado da Direita, há uma grande discussão. Não há unanimidade. Uns votam em Bolsonaro, outros em Dória ou Caiado. Uns são liberais outros conservadores. Bom, mas o que me interessa inicialmente é que temos uma Nova Direta ou, um termo mais chique uma “New Right”. Em inúmeros vídeos no Youtube, o filósofo Olavo de Carvalho argumenta que para o nascimento de uma elite política é necessário o surgimento inicial de uma elite intelectual.

Isso é fato. Nas manifestações populares para a saída da presidenta Dilma Rousseff, o que se viu foi um grande conchavo da elite política com as jovens lideranças de Direita. Esse erro resultou na continuidade da elite política no poder e, a permanência do estado de coisas: ministros do presidente Temer sendo investigados, o próprio presidente ‘pego’ num áudio revelador, a influência de grandes empresários no governo etc. Ou seja, trocar a Dilma pelo Temer foi trocar seis por meia dúzia. A corrupção continua...

Caso não houvesse conchavo, as lideranças de Direita poderiam fazer a grande transformação social ao retirar do poder às elites do Executivo, Legislativo e Judiciário. A ausência de uma elite intelectual para diagnosticar a situação política e oferecer as decisões a serem tomadas permitiram que os “jovens liberais” à tomassem no calor da emoção e da inexperiência política, e daí os problemas (que imaginávamos que ia acabar) políticos continuaram. Olavo estava certo.

Com a saída do antigo governo notou-se o crescimento e a popularização da New Right. Ela não está mais tímida. Saiu do armário. Entretanto, necessita "ocupar espaços" nas universidades, na mídia, no mercado editorial etc.

Atualmente, é possível ler algumas obras brasileiras de caráter liberal-conservador. Além, de Olavo de Carvalho, Luiz Felipe Pondé e Rodrigo Constantino (figuras carimbadas do pensamento de Direita), surgiram autores e obras, com destaque para: Bruno Garschagen, Luiz Philipe de Orleans e Bragança, Flávio Gordon, Fausto Zamboni etc.

Ainda no campo bibliográfico vários universitários e curiosos estão lendo as obras de autores “desconhecidos” ou, que não fazem parte do establishment intelectual brasileiro, por exemplo: Roger Scruton, Thomas Sowell, Eric Voegelin, Russell Kirk, Edmund Burke, Theodore Dalrymple, Michael Oakeshott, Ludwig von Mises dentre outros.

No Facebook e no Youtube é possível encontrar várias páginas de Direita, além de youtubers que possuem uma produção de conteúdo nesse viés.

A New Right brasileira está crescendo e, causando “medo”. Tudo que é desconhecido assusta, gera tensão e expectativa. Atenho-me a analisar o fenômeno por uma perspectiva de oposição política. Coisa que não se tinha no Brasil.

Se o crescimento dessa New Right vai gerar bons frutos... só o tempo vai nos dizer...

Avalie este artigo:
(1)
As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
Tags: Conservadorismo Esquerda Liberal New Right Nova Direita Olavo de Carvalho Universidade

Fique informado

Receba gratuitamente notícias sobre Administração