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O conhecimento é um caminho longo. Ora! Então as leituras também devem ser

A pressa na leitura poderá fazer com que sua experiência seja prejudicada, e em certos momentos, até invalida.

A muito venho pensando sobre se realmente deveria voltar a escrever, me aventurando nas incertezas da exposição de cada artigo. Como você esta lendo isso, aceite que sim, acreditando que as palavras de alguém que não é escritor e entende de pouquíssimas coisas da vida podem ser interessantes a você.

Escrevo este artigo apreciando uma dose de Uísque à cowboy, afinal, a originalidade e a leveza dos sabores são exploradas ao máximo na degustação de cada gole, em ritmo hausto, que faz elevar a experiência do antigo Drink. Mas existe uma grande primordialidade na tal dose para que se possa aproveitá-la: A paciência, afinal, ninguém consegue aproveitar o máximo do liquido o ingerindo em apenas um grande gargalo.

Bem como ninguém consegue desfrutar ao máximo de uma boa leitura, criando atalhos dentro de cada texto. E acreditem que vos escrevo isso após constatar que eu mesmo, a pouco fazia parte de tal estatística. A estatística que coloca no tempo a culpa pela falta de interesse em flutuar nas sentenças mais longas que, por vezes, envolvem temas que são totalmente relevantes ao nosso intelecto; ou a estatística que prioriza o mínimo de caracteres para se expressar, uma vez que, o serumano não possui mais “tempo” para se aventurar nos horizontes de uma boa e extensa leitura (e neste caso, não me refiro a qualidade de minhas palavras, afinal como diria um colega de escola, “quem sou eu na fila do pão?”).

A presença do conhecimento, dito por muitos como o único bem que se mantém pra sempre em nossa posse desde que seja utilizado e compartilhado, esta diretamente ligada a manutenção dos conteúdos que o faz realmente ser chamado de conhecimento, afinal, se não se tem base sustentando tuas experiências, não se conhece; e só se conhece algo quando se busca a informação por inteira, e não apenas em suas partes. Eis aqui o ciclo do conhecimento resumido de forma simples, na visão de alguém que, novamente enfatiza, pouco saber sobre a vida.

Inclusive, em uma de minhas leituras diárias, publicada pelo Felipe Miranda e sua equipe na Empiricus, cita categoricamente Donald Rumsfeld, dizendo que “há coisas que sabemos que sabemos. Há coisas que não sabemos que sabemos. Há coisas que sabemos que não sabemos. E há coisas que não sabemos que não sabemos.”. Para nós talvez seja interessante enfatizar a primeira sentença, já que, termos o conhecimento e não realizarmos sua manutenção certamente resultará em sua degradação até que caia em seu total esquecimento, regredindo a ignorância do estado anterior a ele.

Termino este artigo citando o real motivo pelo qual decidi retornar as publicações. A disseminação do conteúdo é uma das cortesias mais importantes que o homem pode dar, pois como dito por Mário Cortella em uma das palestras disponíveis no Youtube (e tem bastante conteúdo de qualidade lá, acredita?), “nossas palavras e o que fazemos em vida é o que poderá nos tornar eternos” independentemente da temática a qual tuas palavras envolverá.

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Tags: conhecimento leitura