O filme IT – A Coisa e o Medo

Sobre lidarmos com a nossa mente e superarmos medos e crenças limitantes.

Do you wanna a baloon? They float…

Esta é uma das frases clássicas e marcantes do palhaço Pennywise, que me trás medo e sustos desde a primeira edição do filme e agora disponível em remake igualmente apavorante nos cinemas.

O que é a coisa? Pode ser traduzida em medo na figura de um palhaço, que faz crianças desaparecer pela rede de esgoto de uma pequena cidade nos Estados Unidos e elas nunca mais retornam.

Escolhi este filme do Stephen King porque marcou minha pré-adolescência e agora tive a oportunidade de rever, com uma visão mais madura e analítica. E também porque entra no tema que quero abordar: medo.

O palhaço se utiliza dos maiores medos de cada criança para torná-las vulneráveis. O maior inimigo e adversário é o próprio medo dentro de cada um que a “coisa” manipula e brinca para enfraquecer e neutralizar.

O medo pode bloquear, paralisar, aumentar ou inventar coisas e situações em proporções muito distintas da realidade. Pode até proteger e nos resguardar se tivermos coragem para enfrentá-lo e superá-lo, de forma que não nos impeça de agir e seguir adiante. Seja em busca de novidades, desafios, sonhos ou conquistas.

A sensação de vencer um medo, quebrar barreiras e superar a si mesmo é mágica. Dá vontade de pular, gritar e comemorar. Quem concorda e compartilha a sua história de sucesso? Quem nunca?

“Se está com medo, vai com medo mesmo”.

E, muitas vezes, vem em forma de crenças limitantes que crescem conosco transmitidas por pais, colegas ou simplesmente porque nós alimentamos anos a fio, até se tornarem maiores do que conseguíamos controlar. Monstros poderosos, alimentados pela nossa mente criativa e criadora.

Pode dar gagueira, suor frio, tremedeira, enjoo, gastrite, mas, tudo isso passa quando quebramos o nosso muro mental e colocamos em prática. Quase sempre é mental e maior dentro da cabeça do que na realidade. Quanto mais demoramos a agir, mais a “coisa” cresce e se fortalece.

Ao invés de dar poder a barata, aos palhaços, a lugares fechados, ao medo da morte, ao avião, dê poder a você. Já temos, só precisamos aceitar e incorporar este poder pessoal. Vencer um medo ou crença limitante é libertador e transformador. Podemos o que quisermos, acreditarmos e batalharmos.

O final do filme quem viu já sabe e quem não viu pode ficar tranquilo que eu não vou contar aqui. Mas, a maior fraqueza também é a força. Quando as crianças perdem o medo e enfrentam, elas passam finalmente a ter alguma chance na batalha contra a “coisa”, que na verdade é contra elas mesmas.

Continuo não gostando muito de palhaços, mas adoro balões que flutuam.

E você, qual medo vai superar hoje?

Luzes, câmera, ação!

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