O que é o autoconhecimento e por que ele é tão importante para o nosso crescimento

Você realmente se conhece? Sabe aonde quer chegar? Essas questões são fundamentais para alguém se desenvolver e alcançar seus objetivos, pois um homem que não se conhece andará em círculos a vida inteira e jamais sairá do lugar

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Às vezes no silêncio do meu quarto eu busco esvaziar minha mente e estabelecer uma conexão entre meus hábitos e princípios, buscando identificar se existe um elo de bronze, prata ou ouro entre eles. Sob uma outra ótica o que procuro fazer é identificar (medir) se minhas atitudes são condizentes com meus valores intrínsecos.

Eu pratico essa ação porque preciso me conhecer, intimamente (autoconhecimento). Tenho observado que muitas pessoas sabem muito sobre os outros e nada sobre elas mesmas, isso é uma tremenda beligerância, pois a primeira busca do homem deve ser a de moldar seu próprio caráter e criar suas singulares convicções, fazendo com que suas ações sejam pautadas naquilo que ele acredita que seja justo e bom para o universo.

Autoconhecimento é conhecer a própria essência, ou seja, é ter pleno domínio de si mesmo: em pensamentos, desejos, esperanças, frustrações e crenças. Esse conceito nos permite traçar um mapa pessoal que faz com que tenhamos oportunidade de interpretar melhor quem somos e, principalmente, onde queremos chegar. Assim, teremos um foco maior e também uma certeza do real motivo de estarmos aqui.

Reflita comigo: você realmente se conhece? Tem controle sobre as próprias emoções? Sabe o que lhe causa inveja e ódio? Infere os estímulos que lhe causam prazer e contentamento? Deduz as coisas que são benéficas para sua alma e maléficas para seu espírito? Percebe as variáveis que influenciam negativamente sua força física e sua energia existencial?

Certamente essas respostas somente podem ser conhecidas após uma autoanálise minuciosa de nossa inerente particularidade pessoal, de modo que quando voltamos nossos olhares para nossa casa, podemos facilmente captar toda a obra que edificamos: afinal de contas, eu sou uma criatura cordial ou hostil? Sensível ou racional? Amorosa ou fria? Triste ou alegre? Resistente ou frágil? Inteligente ou ignorante? Virtuosa ou estulta? Sábia ou insensata? Avarenta ou pura? Autêntica ou bajuladora?

Precisamos registrar que essas questões machucam nossa vaidade e faz com que sejamos seres menos preocupados com superficialidades e tabuleiros genéricos. Certamente, essa nossa nova atitude fará com que as heresias propagadas pelos falsos mestres sejam rapidamente apagadas de nossas vidas, porque quando destruímos nosso egocentrismo passamos a ter humildade, que é a chave suprema para abrir todas as portas. Em outras palavras, admitir nossa insapiência é o primeiro passo para sermos grandes e para encontrarmos a excelência, fazendo com que o caminho da verdade seja aberto para podermos andar em estradas erigidas na rocha e não em pontes alçadas em cordéis delgados.

Logo, devemos entender que tudo depende apenas de como lidamos com nosso espelho pessoal, obviamente, não com o intuito fétido de reparar uma imperfeição na face, mas buscando compreender aquilo que não está visível. É como costumava dizer Charles Chaplin: “Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.”

Você sabe consultar seu âmago e usar isso para crescer?

Paulo Francis disse: “A ignorância é a maior multinacional do mundo.” Certamente, o que o pensador quis defender é que o ser humano é atrasado não no sentido de não saber realizar uma coisa, mas sim de não saber identificar suas limitações em determinadas ocasiões. Em outras palavras, o problema não é ter um amontoado de defeitos e sim ter medo de olhar para dentro de si e descobri-los.

Desta forma, o homem possui aversão à dúvida e não admite criticar a si mesmo, pois tem pavor e total angústia em identificar possíveis falhas morais e éticas em seu caráter, fazendo com que sua evolução seja estagnada e criando universos negativos simplesmente pelo receio de tentar ser melhor.

E é exatamente nessa esfera que se encontra a resposta para todas as perguntas existentes, porquanto a essência da felicidade de uma pessoa está em trabalhar suas falhas e em contemplar seu progresso, paulatinamente, de forma que um homem com autoestima alta é aquele que tem certeza absoluta que reuniu todas as suas forças em busca de uma evolução e que desde então, sua barra de ascensão nunca deixou de subir.

Precisamos mencionar também a importância da DOR para que esse desenvolvimento possa se perpetuar, sem que haja contratempos. Acredite, se machucar de vez em quando é uma coisa valiosíssima, tendo em conta que é nesse momento adverso que sua mente cria novos atributos para se defender de tais complexidades, gerando em você, forças poderosas que em circunstâncias normais jamais teriam sido geradas e tampouco utilizadas. Sendo assim, comece a confrontar seus obstáculos e não se feche para eles, haja vista que somente covardes e fracos agem dessa forma.

Além disso, o que diferencia um ser comum de um extraordinário é exatamente a capacidade que cada um tem de não perder seu foco diante das calamidades alicerçadas. Deste modo, em primeiro lugar defina seus desejos: comece respondendo as perguntas óbvias: qual seu objetivo profissional? É ser gerente de uma grande corporação? É ser um empreendedor de sucesso? É ser um Coach, para desenvolver e capacitar pessoas? É ser um renomado palestrante? O que realmente te move? O que te faz ter brilho nos olhos? Você precisa definir com clareza e objetividade esses conceitos para que posteriormente você possa elaborar meios que possam fazer você atingir essas realizações.

Após isso, estabeleça um plano para sua carreira e trace metas para serem atingidas cronologicamente. Posteriormente, trabalhe reunindo as ferramentas necessárias para atingi-las. Isso o ajudará a montar um planejamento estruturado, cuidar da organização do mesmo e fazer com que a visão inicial não seja transmudada (como já mencionado no parágrafo anterior).

Nesse contexto, é fundamental externar que é impreterível ter metas de curto, médio e longo prazo. Para compreender melhor isto, pense em um jogador de futebol amador que busca crescer em sua profissão e alcançar o topo. Usando o bom senso, sua meta de curto prazo seria se tornar um jogador profissional de futebol e atuar em um clube modesto do país (reconhecimento regional), já sua meta de médio prazo, seria de atuar em um grande clube do futebol brasileiro, vestindo uma camisa mais “pesada”(reconhecimento nacional), e por fim, a de longo prazo seria jogar na Europa e posteriormente vestir a camisa da seleção brasileira (reconhecimento mundial).

Certamente uma pessoa que planeja suas passagens tem totais chances de vencer seus medos e alcançar seus sonhos, elaborando uma gama variada de pontos fortes e gerando uma força maior para seus projetos e alvos. Logo, como vimos nos parágrafos acima, essas três questões o ajudarão a guia-lo em sua entusiasmante e motivadora caminhada: admitir sua ignorância (pontos fracos), otimizar sua capacidade de tolerância as adversidades (visão futurista e estratégica) e elaboração de metas (foco).

Como se adaptar a um mercado dinâmico e imprevisível

Hoje os ciclos de mudança são muito curtos, o que nos obriga a sermos cada vez mais voláteis, ágeis e adaptativos, de modo que possamos nos adequar mais rapidamente às variáveis imprevistas que chegam ao nosso ambiente e para que saibamos responder com mais eficácia a essas atmosferas tempestuosas. Para tanto, é necessário aprendermos sempre, em um curso perpétuo onde a busca pela informação, seguida de sua correta interpretação é algo impreterível para a nossa sobrevivência. Além disso, precisamos potencializar nosso pensamento inovador, gerando hábitos criativos para que tudo se transforme em soluções lucrativas e em respostas inteligentes.

Aprendi com Peter Drucker que não devemos esperar as coisas acontecerem e sim fazer com que elas aconteçam. Obviamente, quando voltamos nossos hábitos e pensamentos para a inovação, estamos caminhando para um desenvolvimento constante que tornará nossa organização uma instituição de qualidade total e excelência incomparável, fazendo com que a equipe seja geradora de conhecimentos ímpares e ideias fabulosas.

Precisamos mencionar também, que apesar do marketing pessoal estar em evidência no mercado, não devemos procurar respostas apenas no lado de fora, porque o grande tesouro se encontra dentro de nossos corações, como vimos ao longo do texto: nosso entusiasmo, autoconfiança e talento são grandes trunfos para que tudo possa fluir ascendentemente em nossa trajetória, portanto, não permita que nada destrua essa inexorável e fatídica realidade. Mas lembre-se: as pessoas sempre irão criticar aquelas que são melhores do que elas em qualquer tipo de atividade, principalmente, se tal tarefa conceder algum tipo de destaque para o ator em questão, ou seja, esses estultos tentarão ridicularizá-lo e coloca-lo para baixo, tentando convencer as outras pessoas de sua “loucura” e de sua total falta de coerência nas ações executadas. Por esse motivo, ser considerado lunático (surtado) no cenário empresarial é uma grande qualidade, porque as pessoas não tem coragem de realizar algumas coisas e rapidamente criticam (por inveja) aquelas que tiveram, fazendo com que ninguém possa prosperar intelectualmente diante delas e criando uma esfera negra de imbecilidade total. Por isso Oscar Wilde sabiamente disse: “Ser grande significa ser incompreendido.”

Assim, seja livre e não queira ser modelo para ninguém: adaptando sua vida a conceitos padronizados e a efeitos ultrapassados, pelo contrário, seja um ser moderno, intrépido e ousado para que o universo possa lhe proporcionar a potência singular de transformá-lo e de germinar novas concepções dentro dele.

Concluindo, seja inconvencional, incorruptível e imparável, para que a sociedade o tenha como alguém que a nada teme e a nada se sujeita. Certamente, quem agir dessa forma herdará automaticamente muitas glórias, porquanto perdeu o medo e o pânico alienador de ser vítima da culpa e da rejeição humana, criando um núcleo com uma barreira impenetrável e efetuando uma capacidade sempar de transmitir e entregar novas observações e deduções para o planeta.

 

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