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Quem é o melhor candidato à presidência da República?

Seja qual for o(a) eleito(a), não trabalha sozinho e ainda que possa decidir algo por sua conta e risco, nada tem a ver com acabar ou criar projetos mirabolantes sem a participação ou intervenção do Congresso, por exemplo.

Esquerda, direita, centro, liberal, conservador, etc. Quantos rótulos um candidato, seja para qualquer tipo de função, pode receber com base no que defende?

De fato, o cargo à presidência do Brasil sempre gera muita discussão ou debates, o que infelizmente acaba por separar e rotular também os eleitores que segundo o TSE, em 2018, são 147,3 milhões aptos a votar nas Eleições, número que cresceu cerca de 3% em relação a 2014. Obviamente, os níveis de interesse sobre política não são lineares a todos a ponto de dividir uma nação, mas a época contagia e engaja uma maior parcela da população sobretudo com a influência das tecnologias de comunicação e seus produtos com destaque para as redes sociais, as quais, cabe mencionar também dão origem às fake news (notícias falsas).

 

Como saber quem é o melhor candidato

 

Mas, afinal, como saber quem é o melhor candidato à presidência da república? A versão online da revista Época listou 6 passos simples para decidir em quem votar. São eles:

  1. Descobrir qual é a função de cada cargo;
  2. Conhecer as ideologias dos partidos (e coligações) e identificar com os seus valores;
  3. Conhecer o candidato;
  4. Saber quem o financia;
  5. Conhecer suas propostas;
  6. Acompanhar o trabalho depois de eleito.

 

Poderia acrescentar as reações do mercado ante às pesquisas de intenção de voto, afinal as tendências ou posicionamentos para as políticas econômicas de cada candidato são acompanhadas pelo ambiente.

E mais, como aponta uma matéria no site UOL, “não é apenas o mercado financeiro que sente o impacto das pesquisas eleitorais. Grandes empresas nacionais e estrangeiras também são prejudicadas pelo sobe-e-desce dos gráficos de preferência de voto”. A matéria traz uma entrevista com o economista da PUC-SP, professor Antonio Corrêa de Lacerda, que aponta “que, se uma empresa pretende realizar um grande investimento no país, como a construção ou ampliação de uma fábrica, certamente vai esperar a definição do cenário eleitoral e uma indicação de como será a política econômica do próximo presidente antes de tomar a decisão”.

 

Não existe exército de um homem só

 

O que podemos chamar à atenção é que, seja qual for o(a) eleito(a), não trabalha sozinho e ainda que possa decidir algo por sua conta e risco, nada tem a ver com acabar ou criar projetos mirabolantes sem a participação ou intervenção do Congresso, por exemplo.

Eis que se chega a um ponto interessante: você eleitor tem ideia de qual é o candidato que melhor lhe representará no mais alto nível do Poder Executivo? Da mesma forma consegue apontar suas intenções de voto para os representantes no Congresso e Senado?

Pois bem, são essas pessoas que fazem, debatem e aprovam leis baseadas nos interesses do povo. A exemplo, votar pela aprovação ou não de outras ações de interesse público como um impeachment. Os candidatos ao Congresso e ao Senado, se não mais importantes para a nação, merecem ao menos a mesma atenção que os presidenciáveis, pois além do que os eleitos deveriam fazer que é o que rege seu título, muito repercute e prejudica o país suas ações fruto do abuso de sua “patente política”, como envolvimento em escândalos de corrupção, dar sequência ou boicotar projetos que não lhe geram benefícios ou vantagens no meio.

 

Diga com quem tú andas

 

Além do exposto, um elemento que se deve observar é a chamada base aliada. O portal do Guia do Estudante tem em seu portfólio um guia muito interessante com 10 passos para entender o “toma lá, dá cá” na política brasileira. Destaque para esses 3:

  • No jogo institucional entre o Poder Executivo e o Congresso Nacional, fala-se de alianças e composições entre o partido do governo e outras siglas para formar uma base aliada.

 

  • Na prática, porém, as alianças políticas se formam sem uma base clara de programa. São muitas as eleições nas quais inimigos se unem por conveniência, em acordos visivelmente sem princípios. É o chamado fisiologismo, usado por governos com o intuito de obter maioria no Legislativo e poder aprovar as leis de que necessitam para governar. Em outras palavras, o Executivo faz uma barganha: oferece cargos na administração pública a partidos e em troca recebe apoio para as propostas do governo.

 

  • Mas como a maioria dos deputados e senadores que compõem o Congresso se beneficia do atual sistema, não há interesse concreto em aprovar uma reforma política que rompa com seus privilégios. E, dessa forma, o fisiologismo se perpetua na política brasileira.


Clima de eleições

 

Fica claro que gastar energia apenas com discussões tentando provar, ou até impor, qual é o melhor destino para o cargo do representante máximo do Executivo é perda de tempo. O que vemos é que temos que incentivar a pesquisa e monitoramento dos candidatos, seja para presidência, seja para o Congresso e Senado. A exemplo, a Super Interessante também apresenta em seu portfólio online um artigo sobre como escolher o melhor candidato. Um “Guia do voto” que traz o que eles (Presidente, Governador, Deputado Federal, Senador e Deputado Estadual) podem e não podem fazer, além dos erros mais comuns do eleitor e onde se informar para expandir seu conhecimento.

Por fim, as eleições estão chegando. Por mais clichê que seja, o resultado é fruto da ação de cada um de nós. A missão mais difícil, mas necessária é falar de política tentando encontrar uma maneira que se entenda que independente de quem vencer, é preciso fiscalizar, cobrar e se for o caso, se mobilizar para que o Brasil possa sofrer menos com o sistema. Compreender que não há candidato perfeito à presidência (ou o contrário) e mesmo que haja algum, ele não trabalha sozinho.

 

As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.

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