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Sala de reunião, não, sala de Operações.

O texto fala sobre o calor que devemos ter no momento das reuniões em que tudo decidimos no planejamento de vendas, ou mesmo, planejamento de guerra.

              Ao receber as informações do campo o gerente de vendas, precisa saber exatamente o que precisa atingir no seu plano estratégico, que lhe consumiu tempo para montar, para discutir incansavelmente com a diretoria e aprovar todos os números. O supervisor de vendas precisa conhecer o plano tático, como irá atingir os clientes, quais números necessita para cumprir sua missão, onde irá tirar os maiores pedidos. O vendedor por sua vez necessita juntamente com o estoque, faturamento, expedição e entrega conhecer todos os passos para atingir o que foi traçado. Não há espaço para falhas, para fracos, para objeções de clientes, etc.

                 A Sala de operações é justamente a antiga e fria sala de reuniões, não dá para ficar mais nesta sala com uma mesa enorme, com pessoas que entravam uma vez por semana para discutir reuniões que nada adiantavam para colocar em prática a missão, visão e valores da empresa, mas que infelizmente não colocavam. Estes três pilares precisam servir para nortear qualquer ação da empresa e que qualquer um possa cumprir sem pestanejar. A sala de operações mudou, agora é uma sala onde os gráficos precisam ser vistos, as analises de vendas, faturamento, devoluções, pedidos errados, etc., precisam estar à vista. Os acertos começam a aparecer, pois as vendas passam a ser vistas, gerando uma competição boa.

                   A gestão à vista, na sala de operações faz com que a mesma seja uma sala quente, onde as discussões são violentas, onde os vendedores se estressam, no momento das acaloradas discussões acontecem as tempestades de idéias de onde saem as melhores táticas de atendimento e que são convertidas em vendas. A gestão a vista, nos faz enxergar quem vende mais, quem atende melhor, quem da mais rentabilidade, quem trabalha os produtos da curva A, B e C, de onde parte a melhor margem de contribuição, etc., na sala de operações o ataque as inimigos (concorrentes) sai do papel para o combate real.

                 O plano estratégico, tático e operacional, norteia a empresa por meio de seus pilares que precisam ficar claro na cabeça de todos, desde o presidente ao serviços gerais, para que todos saibam exatamente sua posição no campo de batalha e que não haja baixas desnecessárias por não saber onde deveria estar para proteger seu companheiro de combate. A filosofia que precisa ser difundida na sala de operações é justamente que a gestão a vista não está ai para desmoralizar ninguém, mas sim para melhorar o que é bom; que as acaloradas discussões servem para espremer o que for de excelente e estiver guardado; para traçar os melhores planos de guerra.

                A sala de operações é onde o comandante da equipe pensa e transcreve para o papel, de lá ele precisa sair para executar a primeira ação. Não pode haver erros, o plano de execução deve ser preciso. Ou seja, ao executar o plano, a condição comercial deve ser alinhada com o mercado, os produtos semelhantes e melhores e o profissional pronto para trazer o pedido.

              Quer saber mais me contrate, terá um excelente comandante para sua equipe de vendas. Um brilhante estrategista e um excelente executor.

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