Se quiser resultados diferentes, faça algo diferente

Somos todos diferentes, feitos de nossas escolhas, com nosso livre arbítrio, guiados por nossa mente, espirito e coração.. Tudo que quisermos ser e batalharmos para realizar é possível aprender, desenvolver, aprimorar

O seu jeito é o jeito certo. Pode ser que sim. E então o meu jeito também é certo? Suponho que sim. Isso é respeito? Respeito é uma possibilidade. Tem a ver com meu entendimento e leitura do outro? Também cabe.

Mas, exatamente do que estamos falando? De pessoas, do ser humano em sua essência, como se pudéssemos ver pelado no sentido de enxergar a alma e suas conexões. É passado, presente e futuro. São camadas mais profundas que o time de futebol, a tatuagem, escolha religiosa, preferência política, cor preferida, o signo e seu ascendente.

Somos todos diferentes, feitos de nossas escolhas, com nosso livre arbítrio, guiados por nossa mente, espirito e coração. Ou ás vezes, por outro alguém. Criadores e perseguidores de sonhos. Os nossos e o dos outros. Somos alquimistas e mágicos. Somos cantores, mesmo que de chuveiro. Somos cozinheiros, mesmo que de arroz empapado.

Tudo que quisermos ser e batalharmos para realizar é possível aprender, desenvolver, aprimorar. Claro que tem caminhos mais fáceis de perseguir e outros mais tortuosos. Uns tem mais facilidade para humanas e outros para exatas, o que não significa que não poderão em algum momento trocar de área. Mas, tende a ser bem menos natural e provável de se atingir a excelência. Nem todo mundo é bom em tudo. Muitas vezes queremos melhorar nossos pontos fracos, mas, dependendo do ponto, mesmo com grande empenho e perda de tempo e energia talvez cheguemos a ser no máximo medíocres em determinada atividade. Enquanto poderíamos escolher trabalhar nossos pontos fortes e destacar ainda mais estas capacidades.

Um processo de autoconhecimento que de preferência chegue a níveis mais profundos pode nos ajudar bastante a escolher que direção seguir e que aspectos desenvolver.

Vamos pensar em um alpinista que quer chegar ao topo do Everest. Como isso ocorre? Primeiro ele precisa pensar no ambiente. Onde ele estará? Que ambiente ele está deixando para trás, mesmo que temporariamente para atingir este objetivo? Sua casa, seu trabalho, seu clube. E que ambiente ele vai encontrar? O acampamento base, a montanha.

Como os comportamentos deste atleta afetam os meios em que ele está inserido? A decisão de se expor ao risco e escalar impacta de que forma a sua família? E o seu trabalho? Por outro lado, a forma com que ele se comporta desde o acampamento até o inicio da jornada também interfere. Se ele for agressivo e arrogante com seus colegas, como isso pode afetar esta expedição? E se ele for gentil e cordial?

E que capacidades ele desenvolveu para chegar a esta decisão e aventura? Provavelmente aprendeu a escalar, sabe manusear diferentes equipamentos, um básico de primeiros socorros, fortalecimento físico e quem sabe mental.

E quais valores e crenças estão por trás das capacidades e comportamentos? Exemplos possíveis: Eu só me considero bom o suficiente quando eu me arrisco. Meu filho só vai me considerar um bom pai, se ver as coisas que eu tive coragem de fazer. Sou vitorioso se enfrento meus medos, independente das consequências.

Acima disso está a nossa identidade, que é a chave e o link para os anteriores. Quem sou eu? Que tipo de pai, mãe, filho, líder eu quero ser? Para que eu acordo todos os dias? Que legado eu quero deixar ainda em vida?
Por que um acha que escalar o Everest é uma baita estupidez e outro acha fantástico? Porque temos modelos mentais diferentes, e da mesma forma, missão e visão diferentes.

Podemos supor que a missão do alpinista seja: Viver a vida intensamente, aproveitando todas as oportunidades como se não houvesse amanhã. Ser exemplo de pessoa aventureira, ousada e bem sucedida. Complementar a isso sua visão: daqui a cinco anos quero ser lembrado como atleta amador que mais escalou montanhas e ser orgulho e exemplo para o meu filho pelas minhas conquistas.

Se a esposa, chefe ou pessoas próximas quisessem provocar uma mudança de comportamento no alpinista, teriam que trabalhar no nível de valores e crenças para sensibilizar e conscientizar. Por exemplo, mostrando o impacto dos comportamentos na família, no filho, no trabalho e os riscos envolvidos. Como você quer ser um orgulho para o seu filho se pode não voltar da próxima escalada? O que ele mais admira e aprecia é quando você o coloca para dormir e lê um livro para ele. Nós admiramos, reconhecemos e apreciamos a sua presença, quando você está conosco como pai e marido. Reconhecemos a presença e não a ausência. A segurança e não o risco. Que tal ser lembrado como o pai que mais fez viagens de aventura em família? Que provocou incontáveis sorrisos espontâneos e gargalhadas de fazer doer a barriga? Por que não vamos viajar num veleiro? Vamos juntos?

A mudança só ocorre se a pessoa enxergar que aqueles comportamentos estão limitando seus objetivos ou contrários a sua identidade.

“A definição de insensatez é repetir a mesma coisa esperando resultados diferentes”. Albert Einstein

Somos todos diferentes e podemos desenvolver capacidades que nos ajudem a melhorar nossos comportamentos e trazer impactos mais positivos em nossos ambientes. E corrigir ou alterar nossos modelos mentais que limitam o nosso sucesso e realizações e que nos impedem de viver e cumprir com o nosso propósito.

"Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir." Amyr Klink

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