Será essa a geração do queixo de vidro?

Acreditar em si não é acreditar estar sempre certo, é acreditar poder se adaptar, melhorar, evoluir

Reprodução/ YouTube

Um amigo levantou um ponto importante: essa pode ser a geração da derrota. Uma geração que, no fim, sempre irá perder afinal não aceita ser contrariada. Segundo ele a vida é isso, ela pode ser resumida a contrariedades que PRECISAM ser superadas.

Essa coisas de "aqui todo mundo ganha", "não se deve dizer não", "o que importa é participar" e coisas do tipo criam um cenário de jovens que acham que o mundo gira em torno de seus umbigos, que muitas vezes até acreditam estar fazendo a coisa certa - ou estão - mas que esperam apenas ganhar, apenas estar certo, esperam debates onde todos concordam. Eles realmente acreditam que todo os vetores devem empurrar em uma mesma direção, ou melhor, deviam ser paralelos em sentidos iguais. E deveriam, seria lindo, mas a vida não é assim! Ponto.

A vontade que dá é realmente pegar cada um deles pelo braço e mandar o discurso de Stallone para o filho, em Rocky Balboa (2006). Esse discurso:

“Eu segurava você nos braços e dizia para sua mãe, este garoto será o melhor garoto do mundo. Este garoto será alguém melhor que qualquer outra pessoa que eu já conheci. E você cresceu maravilhosamente. Era maravilhoso apenas assistir você, cada dia era um privilégio.

Então chegou a hora de você ser um homem feito e conquistar o mundo, e você foi. Mas em algum momento da sua trajetória, você mudou. Você parou de ser você. Você deixou as pessoas colocarem o dedo na sua cara e dizer que você não prestava. E quando as coisas ficaram difíceis, você começou a procurar alguém pra culpar, como uma grande sombra.

Deixa eu te dizer algo que você já sabe.

O mundo não é um mar de rosas. É um lugar muito cruel e sórdido, e não importa o quão durão você seja, o mundo vai te bater até você ficar de joelhos e vai te manter assim permanentemente se você deixar.

Nem você, nem eu, nem ninguém bate mais forte que a vida. Mas a questão não é quão forte você bate. A questão é o quanto você aguenta apanhar e continuar seguindo em frente; quanto você suporta e continua indo em frente. É disso que as vitórias são feitas!

Agora, se você sabe o quanto você vale, então vá lá e reivindique. Mas você tem que estar disposto a suportar, e não apontar o dedo dizendo que você não está onde deveria estar por causa dele, dela, ou ninguém. Covardes fazem isso, e você não é covarde. Você é melhor que isso! Eu sempre amarei você, não importa o que aconteça. Não importa. Você é meu filho, meu sangue. Você é a melhor coisa da minha vida. Mas até que você comece a acreditar em si mesmo, não terá uma vida.”

Acreditar em si não é acreditar estar sempre certo, é acreditar poder se adaptar, melhorar, evoluir. É acreditar que é capaz de reconhecer quando errado, cair, bater a poeira e levantar, de cabeça erguida.

A vida, amigo, amiga, está mais para Apollo Creed, que lhe enche a cara de bolacha mesmo sendo sua amiga, do que para um Ivan Drago, que só quer lhe derrubar, ou uma Poliana, onde o mundo é cor de rosa e cheio de felicidade.

Não se deixe bater.

Mas aprenda a apanhar.

Apanhe. Levante. Revide. Passo a frente. Repita. Repita. Repita.

Sozinho ou não, esteja de pé no fim do último round.

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