Teoria do ralo de pia

Através métodos simples podemos criar hábitos saudáveis para facilitar nossa relação com as pessoas e o ambiente que estamos inseridos.

E ai, você mora sozinho ou como seus pais?

Quantas vezes você ou seus pais já precisaram comprar um ralo de pia? E o mais importante, qual foi o motivo da compra?

Embora o assunto pareça estranho e inicialmente aparenta não nos agregar em nada, acredite, se você tratar alguns objetos ou momentos do seu dia-a-dia como você trata o ralo da pia da sua casa muitos problemas podem, simplesmente, desaparecer da sua vida.

Se você chegar na sua casa depois de 2 semanas fora, e alguém lhe pedir para pegar o ralo de pia, sabe onde você irá encontrá-lo? Isso mesmo, na pia. Parece óbvio e lógico, não é? Exatamente por que é óbvio e lógico.

O Ralo de pia tem duas utilidades básicas: 1 - filtrar e prevenir que restos de comidas escoam e entupam a tubulação da sua pia (aliás, provoca um mal cheiro horrível quando isso acontece) 2 - equalizar e administrar a quantidade de água que você deseja manter no interior da pia (uma grande parcela da sociedade faz uma espécie de piscina na pia, a louça fica de molho, submersa, à medida que vai sendo lavada).

Pois bem, a funcionalidade do ralo de pia lhe é atribuída e utilizada sem que você perceba. Elas são específicas. Por exemplo, não vemos alguém comprar um ralo de pia por que o pneu do carro está furado. Se o pneu está furado quem deve resolver é o borracheiro! Mas, já imaginou utilizar a pia sem o ralo? Fatalmente você terá que utilizar um desentupidor de pia com frequência - aliás, não vejo um desentupidor desde os anos 90.

Fato: o ralo de pia é extremamente funcional e durável e, nosso subconsciente entende que seu lugar é na cozinha, mais especificamente na pia e por isso não o levamos para o quarto ou o colocamos por engano na bolsa quando estamos de saída. Criamos um hábito, bastante positivo, que nos permite agir de maneira a facilitar a relação do ralo com a proximidade da pia.

E você? Tem dificuldade de encontrar alguns objetos? É do tipo de pessoa que vive perdendo as chaves de casa ou do carro? É do tipo de mulher que esquece sempre onde colocou o prendedor de cabelo? Não se recorda onde colocou o cartão de crédito/débito após aquela compra no meio da tarde? Não encontra a carteira de ntro da bolsa, celular, carregador! Cadê minha bolsa!!!? Vez ou outra até encontra o creme dental dentro do guarda roupa! “Estava aqui!!! Acabei de deixar aqui!!!”

Criei pequenos hábitos para coisas que possuem funcionalidades especificas, isso pode melhorar verdadeiramente sua vida.

Se você tem o péssimo hábito de esquecer onde colocou as chaves, pense em algum lugar para sempre colocá-las quando chegar em sua casa. Caso não tenha um lugar, crie. Pode ser um porta chaves próximo à porta de entrada ou apenas um local - como por exemplo, sob o móvel aparador ou até mesmo encima da geladeira. Repita o mesmo processo por alguns dias e se permita ter uma vida mais leve.

Segundo um velho cirurgião, Dr. Maxwell Maltz, comumente leva 21 dias para uma velha imagem mental ser substituída por uma nova e ser tornar um hábito. Por sua vez, um estudo do European Journal of Social Psychology, observa que uma hábito leva em média 2 meses para fazer parte de uma rotina diária, mais especificamente 66 dias.

O resultado sem dúvida será positivo, e a percepção da mudança estimula e nos motiva a sermos mais produtivos, além de gerar mais qualidade e tempo para fazer o que de fato nos trará benefícios.

Analisando a cultura japonesa vale ressaltar dois ésses dos “5s” que podemos utilizar na teoria do ralo de pia.

Seiri - utilização – a distinção do que é útil e o que não é focando sempre na melhoria daquilo que é útil.
Seiton - organização – um lugar para cada coisa, ou seja, cada coisa em seu devido lugar.

Por fim, no melhor intuito de viver bem e com mais qualidade, aproveitando cada vez mais o tempo que tem, pense sempre em maneiras praticas para facilitar a sua relação com as pessoas e o ambiente em que você está inserido. #vamosquevamos

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