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Você não está sozinho

Sabe aquela história de estar há uma ligação do Presidente da República ou do CEO de qualquer empresa do Vale do Silício? Ela se torna ainda mais real em uma relação A2B.

Você já parou para perceber que a sua empresa não é a única que perdeu margem nos últimos anos? Que não é só você que demite ou que recebe muitos currículos de “me dá uma ajudinha, estou precisando muito” todos os dias? Quantas vezes você já se perguntou: “Será que é uma falha minha ou é o culpa do mercado retraído”?
Pois bem, você realmente não está sozinho. O que você não sabe (ou talvez saiba, mas ainda não aproveitou) é que muitos perceberam que, em vez de se unirem para reclamar, podiam fazer algo muito melhor: buscar novas oportunidades e organizarem melhor suas respectivas empresas.
Concorrentes passaram a se unir, não fundindo suas empresas, mas debatendo juntos sobre o setor e como poderiam aumentar seus ganhos, explorando melhor as oportunidades e corrigindo os pontos fracos que, em muitos dos casos, eles próprios foram os responsáveis. Agora um grupo de empresas de um mesmo setor compra em escala, o que dá grande poder de barganha com os fornecedores, também treinam e capacitam seus colaboradores em conjunto, além de enviarem manifestos para o poder público reivindicando melhorias. Estes são apenas alguns exemplos dentre todas as atividades que beneficiam não só uma determinada empresa, mas todo um setor, e que vem sendo a grande diferença para muitas empresas superarem a recessão.
Estas empresas perceberam que uma consultoria ou um treinamento in loco, ou seja, dentro da empresa, é muito mais oneroso do que se compartilhado com um conjunto de empresas, que uma solicitação na prefeitura de apenas uma empresa às vezes não tem a representatividade necessária para ser atendida, e que os recursos que costumavam gastar guerreando entre eles próprios, poderiam ser investidos de forma mais eficaz em suas empresas.
Parece estranho se unir com o concorrente para alcançar melhores resultados, mas em vez de uma relação perde-perde, como ocorre em muitos dos casos, é melhor pensar no coletivo onde ambos, ao menos, sobrevivam.
Se você chegou aqui e até agora não entendeu, é porque ainda está formatado para uma relação B2B, ou seja, “empresas para empresas”. A intenção não é obter lucro em cima do seu concorrente em uma relação de negócio entre empresas. Este é um pensamento individualista e estratégico de mercado.
Esta relação, de que você não está sozinho, vai além dos negócios, se trata de união, de interesses e bens em comum, de potencializar um segmento e não apenas uma empresa. Esta é uma relação A2B que significa “Association to Business”, ou Associação para Empresas, e que, dentre os principais benefícios dentro do Associativismo, o principal é saber que você realmente não está sozinho. E mais... Sabe aquela história de estar há uma ligação do Presidente da República ou do CEO de qualquer empresa do Vale do Silício? Ela se torna ainda mais real dentro do Associativismo.

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Tags: A2B administração associação empresarial associativismo concorrentes negócios

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