diversos resumos de artigos relacionados com administração

As mil e uma noites do conhecimento
Postado em Sun 13 Feb 2005 (384 visualizações)
O rei persa Shariar, vitimado pela infidelidade de sua mulher, mandou matá-la e resolveu passar cada noite com uma esposa diferente, que mandava degolar na manhã seguinte.A história conta que, durante três anos, moças eram sacrificadas pelo rei, até que já não havia mais virgens no reino, e o vizir não sabia mais o que fazer para atender o desejo do rei. Foi quando uma de suas filhas, Sherazade, pediu-lhe que a levasse como noiva do rei, pois sabia um estratagema para escapar ao triste fim que a esperava. A princesa, após ser possuída pelo rei, começa a contar a extraordinária "História do Mercador e do Efrit", mas, antes que a manhã rompesse, ela parava seu relato, deixando um clima de suspense, só dando continuidade à narrativa na manhã seguinte. Assim, Sherazade conseguiu sobreviver, graças à sua palavra sábia e a curiosidade do rei. Ao fim desse tempo, ela já havia tido três filhos e, na milésima primeira noite, pede ao rei que a poupe, por amor às crianças. O rei finalmente responde que lhe perdoaria, sobretudo pela dignidade de Sherazade. Na verdade, as pessoas são susceptíveis aos encantos das narrativas do imaginário. Contar histórias, ensinar, aprender, em essência, descortina o templário que temos em todos nós. Percival em busca do Graal, Jasão e o velocino de ouro, Teseu e o minotauro, os doze trabalhos de Hércules, a caixa de Pandora, Chronos e Zeus, lendas que povoaram nossa infância e que ainda nos arrebata. Mitos que já conheço, mas que quero ouvir de novo. Cheiro de poeira que me lembra chuva, sensações de que já passei por essa situação. Medo do escuro, de trovoada. Mas o que prendeu a atenção do grande Shariar? O que o fez, maravilhado, desviar-se de seu curso de ignorância? Em que momento ocorreu o insight? Esta é a resposta que precisa ser internalizada em nossos professores. O conhecimento não é estático, está em movimento, é uma troca, vai se elaborando, se enriquecendo, assim como a maestria não é produto do mestre e sim resposta do interlocutor, do interagente. É preciso encantar pela curiosidade, despertar o nômade, a criança, o aventureiro dentro de todos nós, e aí na surpresa, no contrapé, tomando o desarmado de assalto, passar a lição da vida, facilitar e fermentar o crescimento das massas cinzentas, que sabemos, jamais voltarão ao seu tamanho original. Acontece então, a magia, o sobrenatural: um homem novo. Mais inteligente, mais maduro, mais sábio.

José Américo Silvares Costa Professor


Gestão de Recursos Humanos. Sonhos e Realidade
Postado em Sun 13 Feb 2005 (357 visualizações)
Ao estudar, pesquisar e ensinar administração de empresas, procuramos sempre nossa utopia. Perseguimos ideais e os lemos em todo movimento positivo que enxergamos, ou pensamos enxergar. Fatalmente, no rigor da pesquisa científica deparamos com a realidade histórica. Grandes resultados empresariais, são frutos, em sua maioria, de políticas de recursos humanos baseado na exploração da mão de obra. Desde Taylor, que padronizava o desempenho pelo pico e alentava ganhos somente para quem superasse o humanamente possível, a gestão de pessoas tem sido desta maneira. Não raro, as práticas se transmutam semioticamente, hermenêuticamente, aludindo esperança, prometendo novidade. Peter Drucker, reescreve a administração científica e lança as bases das premissas da empregabilidade, que na realidade transfere a responsabilidade pela formação do corpo funcional para o próprio empregado. Não nos surpreendeu a matéria da revista Istoé, sobre o “novo modelo de gestão da Wall Mart”. Sua direção alega que os salários pagos pela empresa (abaixo do mercado) são compensados pela possibilidade de, o seu funcionário, adquirir produtos de preços abaixo dos praticados pela concorrência, gerando assim vantagens. Além disso, uma estratégia de RH, onde se dilui cargos comissionados em vários postos (crescimento horizontal) prática usada com sucesso pelos bancos, criando ilusão de ascensão e facilitando a cobrança de resultados. Finalmente, quixotescamente, seguimos em frente. Os avanços existem. A Microsoft inventou a flexibilização, abençoada por Domenico D. Mais, que permite a seus funcionários irem ao cinema durante o expediente. Não queremos tanto. Pretendemos simplesmente a possibilidade de exercer a criticidade e poder dizer que gostaríamos de poder dizer que...

jose americo

Seriam deuses os artistas?
Postado em Sun 13 Feb 2005 (324 visualizações)
As mitologias procuram explicar os atos espetaculares dos homens, aludindo a possibilidade de seres humanos cruzarem com deuses e dessa união bastarda nascer um ser acima da média. Todos os povos tem sua mitologia, que é uma das formas mais amplas do conhecimento. Outras teorias versam sobre alienígenas, astronautas. Assim os artistas, por exemplo, (temos os grandes atletas, os grandes cientistas) passam essa impressão. Por outro lado, seria possível que grandes artistas, ao demonstrarem seu lado humano, alterassem essa visão? Quero me ater, aqui, à biografia do grande escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues. Ninguém, no Brasil, em sua especialidade,foi tão grande quanto Nelson. Entretanto, nos idos da ditadura militar, não se entendia por que, tendo um filho preso pelo regime, fazia apologia do sistema e mais ainda, colaborava. Mas minha tese não faz água por isso. A principal mancha da vida do escritor foi a perseguição implacável ao bispo D. Hélder Câmara. Ora, Dom Hélder defendia os pobres e oprimidos, era um religioso sem vaidade, dedicado à causa dos mais fracos. A coluna de Nélson no GLOBO não poupava críticas contundentes ao missionário.
Estávamos em pleno 1970, o ano mais palpitante da história do Brasil. Enquanto o time brasileiro fazia maravilhas no futebol, o governo militar prendia, sumia, maltratava a estudantina, a intelectualidade, a oposição. Estudar era perigoso, rezar era perigoso, ser brasileiro era perigoso. Não se tinha notícias. A censura proibia músicas, exilava cantores, fechava jornais. Aí volta minha teoria sobre Nélson. Sobre os astronautas. As únicas notícias que tínhamos sobre Dom Hélder, era através da coluna de Nelson no Globo, que era liberada porque falava mal da esquerda. Lembro-me de uma delas que narrava o seqüestro (político) de um embaixador e a negociação de se libertar o homem em troca da libertação em exílio de alguns estudantes e políticos presos. Nelson narrava: ..…”ao saber do seqüestro hediondo, o bispo vermelho declarou: “ Eu os amo” “Eu os amo”. Foi a única maneira de sabermos esses detalhes. Por isso ainda concordo, Nelson Rodrigues será no futuro próximo, personagem mitológico. Através dele acompanhávamos os passos de nosso admirado. Dom Hélder, nesta época, a exemplo de São Paulo, comunicava-se através de cartas pastorais, que nós, iniciantes de um cristianismo novo, disputávamos, como Tostão, uma bola na grande área.

José américo silvares costa



Sobre a paixão de aprender e ensinar
Postado em Sun 13 Feb 2005 (361 visualizações)
No dicionário, a palavra “jargão” é explicada como “gíria profissional”, “linguagem corrompida”. Nada pior aos nossos ouvidos que os sons dos jargões profissionais que nos são impostos neste mercado insano. Passa-nos a impressão de que não somos deste planeta. Na verdade, trata-se de codificação proposital, tribal, autoritária. Não é diferente na Educação. Freire alertava sobre a sonegação do conhecimento, orientando que ao mestre cabe o “desvelar do saber”. Esta situação compõe a base da dominação elitista. Observemos os políticos. Na época das eleições, vão aos subúrbios, periferia, e nos demais meses do ano, freqüentam as colunas sociais, onde se abraçam aos poderosos. Recentemente, noticiado por A GAZETA, um político, ao assitir o filme “Paixão de Cristo“, levantou-se para chorar duas vezes. Estratégicamente, deve ter sido informado pela assessoria da presença da imprensa. Todos sabemos que a educação é o portal de mobilidade das classes sociais e o grande medo dessa minoria dominante é uma alteração radical no desenho dessa pirâmide. Sem uma reflexão, apesar da advertência de Althusser, colocando a escola como aparelho ideológico do estado, e logo da sociedade, o próprio professor se presta ao papel de reproduzir esta situação em oposição a um papel histórico de decodificador do saber no processo ensino aprendizagem. Este esmero, este afinar e afiar de instrumentos, deve ser balizado a partir de conhecimento efetivo das matérias lecionadas, mas antes de tudo, sob o diapasão da verdade e do propósito democrático. A sala de aula, após o fim da cátedra e de todas as ditaduras, deve ser o espaço privilegiado do crescimento individual, onde existe troca de saber, criatividade, luzes, tudo baseado em respeito à cultura que todos adquiriram durante toda a vida, e que são eqüalizados num somatório pedagógico de mão dupla. O tempero desta arte chama-se didática, que hoje supera as salivações pavlonianas, identificando as melhores idéias de atingir a motivação dos envolvidos no processo.

José américo silvares costa
Pedagogo, Mestre em Administração.




Administração cotidiana
Postado em Sun 13 Feb 2005 (331 visualizações)
Filósofos são seres ingênuos como o menino do conto de Andersen, que via o Rei nu, apesar de todos fingirem ignorar o estapafúrdio. As pessoas circulam pelas empresas, vendo e enxergando os erros, mas colocam lentes convenientes, às custas de sua sanidade, em nome da sobrevivência. Nossos empreendedores fugiram da escola e não dão acesso a seus colaboradores com medo da competição pelo poder. Sequer a posição das especialidades, as lideranças situacionais são permitidas. O rei está nu, mas ninguém pode falar. Depois admiram-se pelo sucesso de empresas como a Microsoft, que flexibiliza o trabalho quanto a horários, uniformes, salários, aquisição de conhecimentos. Lembramo-nos do doutor F.W. Taylor, quando em suas conferências, no início do século XX, ao relatar que conseguia, com seu método, aumentar a produtividade em 300 por cento, era aclamado e quando dizia que para tal, tinha de elevar os salários e diminuir a carga horária, era criticado. Ora, os vencedores serão os que adotam os modelos administrativos conectados à nossa era. No século XVII, as cirurgias eram praticadas pelos barbeiros, que iletrados e despreparados levavam fatalmente à morte, aqueles que se submetiam às suas experiências. Conheço um empresário que participa de todos os treinamentos oferecidos pelo mercado em sua área de atuação. Ótimo, entretanto o elo mais fraco da corrente que compõe o sistema administrativo de sua empresa continua sem reforço, apático, olhando para o chão. Os vendedores reclamam, que mesmo quando cumprem suas metas, são forçados a continuar no trabalho, sem o privilégio de auferir os ganhos do ócio criativo, benesse exclusiva do proprietário. Nas lojas, o cliente não pode olhar a vitrina. São orientados para abordar fulminantemente a vítima. Ignoram a tipologia do comprador, suas características, o modo individual de decisão de compra. Recordo-me de um amigo, que averso a estas situações, certa vez, antes de comprar uma roupa, olhou secretamente a loja, por fora, na exposição externa, até decidir. Quando fez sua escolha, adentrou rapidamente o estabelecimento e fulminou o vendedor. “ quero aquela calça e aquela camisa, número tal. O vendedor, bem preparado, em silêncio, buscou o pedido e antes de fazer a nota do pedido para pagamento, fez a seguinte pergunta ao recolhido comprador: “ o senhor, até agora, comprou de mim. Poderia me dar uma oportunidade de oferecer-lhe alguma coisa?” Bom, meu amigo gostou da abordagem e perguntou-lhe: “ o que você tem aí?
A partir daí, sim, um sapato, lenço, meia...

José Américo Silvares Costa - Mestre






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jose americo silvares costa





Comentários


O Presidente Barack Obama conseguirá reverter os efeitos da crise americana?

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Sim, a longo prazo.
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