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1. Analise e comparação do artigo: organizações inovadoras Sustentáveis são factíveis e necessárias para o desenvolvimento em sentido amplo.

Lais Gomes,
É necessário, antes de definir o que é uma organização inovadora sustentável, definir o que é uma organização inovadora. Isso é difícil, porque ao longo do tempo o campo da inovação tornou-se bastante abrangente.
O governo deve criar ambiente propicio para que as organizações se alinhem com o propósito de gerar valores tangíveis e intangíveis para a economia, para a sociedade e o meio ambiente.
Para o economista Joseph Schumpeter, inovação é sinônimo de progresso econômico e consiste essencialmente em destinar recursos produtivos em usos ainda não experimentados. Esse conceito envolve as diferentes possibilidades de introdução de novidades no sistema econômico.
O problema é quando se quer chegar num conceito de organização inovadora, e ainda mais de organização inovadora sustentável.
Os esforços para inovar resultam inicialmente, em idéias que se transformam em invenções, modelos, planos e programas antes de se tornarem inovações.
Vale lembrar que a invenção por si só não produz nenhum efeito economicamente importante. Inovação é o esforço para transformar idéias em resultados para a organização.
Inovação é definida pela somatória entre idéias, implementação e resultados. A idéia é o conhecimento ou outro meio capaz de representar a concepção mental de algo concreto ou abstrato.
A implementação diz respeito à ação, realização, fazer acontecer. E os resultados, aos efeitos esperados, tangíveis ou intangíveis econômicos, ou simbólicos, que não aconteceriam naturalmente.
Tendo definido o termo inovadora, agora é necessário deixar claro o que seria sustentável. Para uma organização, diz-se ser sustentável quando ela busca sobreviver, continuar atuando no seu ramo de negócio ou conseguir continuamente os recursos de que necessita para continuar existindo e crescendo.
A sustentabilidade é tratada como parte da gestão de organizações empresariais, estratégia empresarial, competitividade, gestão da inovação e gestão do conhecimento, voltadas para o alinhamento com o conceito de desenvolvimento sustentável.
Essa é uma tarefa complexa, pois o caráter multidimensional desse conceito, deve se reproduzir na economia, sociedade e meio ambiente.
Por exemplo, a introdução de processos, técnicas e sistemas, novos ou não, que evitam ou reduzem os danos ambientais, não seria uma inovação sustentável se houvesse desagregação de comunidades e ampliasse a pobreza. Nesse caso ela seria insustentável em termos sociais.
Gerar inovações em bases organizadas demais, um componente do conceito clássico de organização inovadora, pode se tornar depredação tanto dos recursos naturais, pela intensificação de sua exploração para atender as demandas geradas pelas novidades, quantos dos seres humanos, pelo aumento da competitividade e do individualismo que destroem as bases da solidariedade humana.
Assim, para alcançar os resultados buscados nas dimensões da sustentabilidade é preciso desenvolver conhecimentos que permitam o surgimento de inovações economicamente viáveis, ambientalmente saudáveis e socialmente inclusivas e incentivem a sua adoção por parte dos agentes econômicos.

O autor discorre sobre ser uma organização inovadora e também sustentável, tendo essas organizações que seguir um padrão. Inovação é definida pela somatória entre idéias, implementação e resultados. E para ser sustentável a organização tem permanecer no mercado, e continuar com seu ramo de negócio.
Se uma organização, por meio de técnicas e sistemas, apresenta benefícios apenas sociais ou econômicos agravando a degradação ambiental, não é inovação sustentável, pois não trouxe benefícios em uma das dimensões da sustentabilidade.
A estrutura burocrática, nesse texto, é identificada pela quantidade de processos a ser seguidos pela organização que buscar ser inovadora e sustentável. Nessa organização, os níveis estratégico e tático, dariam a idéia, teriam o conhecimento, as informações, sugestões, planos. E o nível operacional, colocaria em pratica. Na teoria, a organização teria máxima eficiência e os resultados seriam econômicos ou simbólicos, e não aconteceriam naturalmente.

Exemplo de Estrutura Burocrática: Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A Anvisa, é exemplo de organização com estrutura burocrática. Por exemplo, para autorizar o funcionamento de farmácias de manipulação no país existe um excesso de número de itens regulamentares exigidos.
As farmácias de manipulação são empresas bem pequenas, microempresas. O Código Civil Brasileiro tem 2.040 artigos; a Anvisa soltou uma Resolução, para ser cumprida por essas farmácias de manipulação, com 1.345 itens.
Uma grande burocracia dificultando um setor extremamente importante, que emprega grande número de brasileiros.
A Regulamentação da Anvisa, obriga o cumprimento de cerca de 2 mil itens referentes a estrutura física e operacional das farmácias de manipulação, o que as iguala a grandes empresas e torna o negócio inviável.
Não suficiente, o prazo para a adaptação das farmácias à Resolução é de 180 dias, sendo que para as empresas industriais é de 5 a 10 anos.
A Anvisa determina também que as farmácias de manipulação, que têm uma ou duas salas, façam uma estrutura física como se fossem uma grande empresa.
Essa resolução exige também, além do nome do paciente, que se inclua o respectivo endereço. A impressão que se dá do paciente que vai a uma farmácia de manipulação é que ele é uma pessoa sob suspeita. Ele é uma pessoa que tem de dar nome, endereço, CPF, como se ele estivesse no local errado.
Além de tudo isso, a Anvisa não concede "licenças automáticas" para medicamentos importados já avaliados por organismos reguladores, como o Food and Drugs Administration (FDA) dos Estados Unidos.
Em resumo, percebe-se que as Estruturas Burocráticas têm entre si pontos em comum, como as tarefas designadas para cada nível hierárquico. O que se percebe também é que são na maioria das vezes empresas públicas, onde para cada ramo da atividade de determinada empresa existem normas regulamentadoras que devem ser seguidas. Tornando, muitas vezes inviável a continuidade do negócio.

E, também, para a organização ser inovadora e sustentável, é necessário desenvolver conhecimentos que permitam o surgimento de inovações economicamente viáveis, ambientalmente saudáveis e socialmente inclusivas e incentivem a sua adoção por parte dos agentes econômicos.

 Referências
www.dornelles.com.br
www.anvisa.gov.br
www.inovforum.org.br
www.louveira.adv.br
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