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A Importância do Planejamento Estratégico para as organizações

O Presente artigo apresenta uma compilação das observações encontradas na literatura fornecendo ao leitor uma visão global e um referencial sobre o Planejamento Estratégico.

Frank Baze,
Resumo
As organizações vêm sofrendo mudanças abruptas no seu modelo de gestão organizacional, com o advento da globalização e o aumento da competitividade nas empresas, tornam-se, indispensável adoção de uma visão holística lastreada por uma atuação sistêmica nas ações diárias e nos seus processos, tais realidades exigem a utilização de uma ferramenta vital e de suma importância para sobrevivência e desenvolvimento de qualquer organização, independente do mercado em que atua denominado de PE - planejamento estratégico representa um diferencial competitivo para a criação de cenários projetados com base nos indicadores econômicos e financeiros, dando suporte para a tomada de decisão de todo o corpo de Staff da organização. O Presente artigo apresenta uma compilação das observações encontradas na literatura fornecendo ao leitor uma visão global e um referencial sobre o Planejamento Estratégico.
Palavras-chave: PE – Planejamento Estratégico Market Share,Stakeholders, .

 

Abstract
Keywords: PE – Planejamento Estratégico Market Share, Missão, Visão, Stakeholders, Nicho, Cenário, Players.

1. Introdução
O Mundo corporativo passa por grandes transformações e profundas alterações no que tange a maneira de gerir um negócio, com características dinâmicas e sofrendo pressões externas e internas, as organizações tentam a todo custo se adequar a tais mudanças sob pena de se tornarem obsoletas e se extinguirem como os dinossauros. Em uma era marcada por revoluções precedidas da Industrial e da informação, impulsionadas pela evolução tecnológica, obriga gestores e executivos a buscar um conjunto de informações, dados estatísticos e índices financeiros, para nortear o processo de gestão, motivado pela busca incessante de mais eficiência, mais eficácia, mais produtividade, a custos mais baixos e níveis que beiram a loucura, as organizações sobrevivem em um cenário globalizado e altamente volátil, capaz de mudar a casa segundo.
Dentro deste contexto mercadológico, a definição da estratégia assume papel importante para o crescimento e desenvolvimento de qualquer nicho, representando um diferencial competitivo, traduzindo-se na formulação clara de seu planejamento estratégico, baseado nos cenários projetados e nos objetivos traçados pela direção, o planejamento estratégico é de suma importância para as organizações, BOLJWIN E KUMPE (1990) afirmam que a competitividade está fundamentada no trinômio, produtividade, qualidade e flexibilidade, esta por sua vez, esta atrelada a capacidade da organização em se adequar face às demandas flutuantes de seu market, fazendo com que os gestores mantenham uma visão focada nas pequenas oscilações ocorridas dentro e fora deste cenário, provocando uma postura organizacional pró-ativa, capaz de enfrentar e se adequar a qualquer nuance. Por que usar o planejamento estratégico? Quais os impactos gerados na organização com sua implementação? Como utilizá-lo? Muitos empresários relutam em reconhecer a sua importância, muitos por desconhecimento, algumas por falta de mão de obra preparada na formulação e execução dos mesmos, algumas organizações não possuem direção, gerindo pessoas e negócios pelo instinto, de forma empírica vão galgando obstáculos que se apresentam no dia a dia, é fato que, muitas empresas não possuem planejamento estratégico, não possuem plano de ação, não possuem seus objetivos definidos de forma clara, o que as torna vulnerável aos ataques de concorrentes mais experientes, abrindo espaço para entrada de novos players, permitindo a criação de novas marcas, novos negócios, usando como referência a própria empresa, fazendo parte mais tarde das estatísticas de mortandade prematura de empresa com menos de um ano de abertura.
As empresas devem ser avaliadas pela combinação de métodos objetivos e subjetivos, reunidos em único sistema organizacional de avaliação podem gerar mais acuracidade nas informações, permitindo a formulação de um conjunto de dados, permitindo a tomada de decisão de forma correta, propiciando ações pró-ativas garantindo a sua continuidade, desde que estes métodos estejam alinhados com a estratégia da organização, identificar os direcionadores de valor, garantem uma gestão voltada para estratégia, permitindo uma avaliação mais minuciosa da organização como um todo. O ambiente empresarial está em constante mudança, Heráclito apud Waterman (1993, p. 216) jê expunha: "Nada dura exceto a mudança".
Nesse contexto, as organizações diferem entre si em muitas características, sejam elas relativas às metas; a quem elas servem; às suas funções sociais; aos seu processo decisório; a tecnologia utilizada ou ao próprio ambiente que as cerca. Segundo Vergara (1995, p. 57) considera que se tomando algumas das transformações em escala global é possível que se identifique suas influências sobre as empresa e que um dos primeiros aspectos é o fato da emergência de uma sociedade baseada no conhecimento.
CERTO E PETER (1993) afirmam que informações mais precisas à luz de aspectos importantes como novos objetivos, estruturas, tecnologias e relações informais aumentam a competitividade das organizações. Mesmo sendo difícil a previsão de cenários e projeções, não fazê-lo, pode representar uma fraqueza imponente na gestão da organização, segundo ZANQUETTO FILHO e FIGUEIREDO (1999), as organizações necessitam de estruturas, políticas e diretrizes organizacionais que as capacitem a identificar as novas oportunidades de negócio e as mudanças internas necessárias ao aproveitamento destas. Neste novo cenário, o planejamento estratégico deve ser realizado em um processo contínuo e flexível, pois ao longo de sua implantação existem respostas do mercado, dos processos, que vão requerer uma espécie de reavaliação e as modificações devem ser efetuadas alinhando o PE – Planejamento estratégico a realidade mercadológica vivida pela organização, tais adequações se fazem necessárias para que haja o cumprimento dos objetivos propostos.
Portanto, repensar a estrutura organizacional, a forma de gestão que deve ser aditada para que as organizações possam responder satisfatoriamente aos novos paradigmas, são atitudes necessárias para garantir o sucesso empresarial, sua estrutura não é imutável, fixa, ao mesmo tempo em que, modela o que ocorre, é modelada pelo ocorrido, numa troca constante de dados e informações, desencadeando um conjunto de transformações internas e externas, criando um processo de adaptação diária, baseado nas alterações mercadológicas ocorridas em seu meio, originado nas suas demandas.
O Planejamento estratégico deve ser precedido de uma análise minuciosa das forças e fraquezas, oportunidades e ameaças da organização, possibilitando uma visão holística de seus processos, pessoas, mercado, serviços, produtos e principalmente de seu diferencial competitivo face aos seus concorrentes, estabelecendo parâmetros para sugestão de melhorias e elevando com isso a competitividade e a eficiência da organização. Analisando as organizações que se mantém na liderança, observa-se o uso de planejamento estratégico como ferramenta de apoio ao processo decisório, uma vez que a medição sistemática e estruturada dos resultados de uma organização de qualquer natureza é fundamental para que a gestão se mantenha eficaz e os objetivos traçados sejam alcançados de forma satisfatória.
O Planejamento estratégico passa por algumas etapas facilitando a sua composição, execução e implantação, descritas abaixo:
1. A declaração da Visão e Missão do negócio.
2. Análise do ambiente externo para levantamento de oportunidades e ameaças.
3. Análise do ambiente interno para levantamento de forças e fraquezas.
4. Formulação de metas e objetivos.
5. Definição da estratégia.
6. Compilação do Planejamento estratégico.
7. Implantação e implementação.
8. Feedback.
9. Controle.
10. Reanálise.
Vivemos em tempos de incerteza mercadológica, refletir estrategicamente passa a ser imprescindível, com clientes imprevisíveis, menos fiéis a marcas e produtos, guerra por preços, serviços copiados, inovação tecnológica, situação econômica de diversos países instável, com desacelerações e acelerações de economia, obrigando os empresários a olhar o ambiente interno e externo com mais rigor, visando as oportunidades e minimizando as ameaças, potencializando as forças e reduzindo as fraquezas, aprimorando o planejamento estratégico, adotando como ferramenta essencial para a projeção de cenários e o instrumento para execução das metas traçadas, desta forma, preparando a organização para um novo lime ar que desponta, a era da visão e ação estratégica.
Conclui-se, deste modo, que o Planejamento Estratégico é um instrumento precioso para qualquer organização, permitindo identificar, metas, objetivos, traçando sua missão, visão, valores, conhecendo as oportunidades e ameaças que a cerca, os seus pontos fortes e fracos, configurando a situação atual da organização, com profundidade e clareza, construindo uma base sólida de informações para tomada de decisão, no presente, com base no passado e projetando o futuro, os desafios, na busca incessante da qualidade, da produtividade e competitividade, numa verdadeira luta pela sobrevivência, impondo uma análise constante de suas estruturas, seus modelos de avaliação, de gestão, ensejando o exercício do pensamento sistêmico, com uma visão holística orientado para o desempenho e inovação dos métodos e processos relacionados à sua performance, subestimar essa realidade é sinônimo de desperdício, de ineficiência, de incapacidade de sobreviver neste novo cenário mercadológico, impulsionados pela crescente demanda por novos serviços, produtos e processos com maior lucro e menor custo, afinal, sobreviverá a organização que melhor se conhecer e melhor empregar recursos e pessoas, sobe pena de se tornar obsoleta, de se tornar um dinossauro messa selva de pedra globalizada.

Referências
BOLJWIN, P. T. e KUMPE, Manufacturing in the 1990's: Productivyty, Flexibility and innovation. Long range planning, united Kingdom:v. 23 n.4, 44-57, 1990.
WATERMAN Jr, Robert H. O Fator Renovação – Como os melhores conquistam e
mantém a vantagem competitiva. São Paulo – SP. Ed. Harbra, 1993.
VERGARA, Sylvia Constant. Competências Gerenciais Requeridas em Ambiente de
Mudança. 19º ENANPAD. Rio de Janeiro – RJ. 1995.
CERTO S. C.e PETER J.P. Administração Estratégica: planejamento e implantação da estratégia. 2 ed. São Paulo: Makron Books, 1993.
ZANQUETTO FILHO, H., FIGUEIREDO L. A. O modelo de análise estratégica de Austin aplicado ao setor de confecções. In: ENCONTRO NACIOANAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO - ENEGEP; INTERNACIONAL CONGRESS OF INDUSTRIAL ENGINEERS, 19, Anais do XIX ENEGEP. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Engenharia de Produção – ABEPRO, 1999. CD-ROM.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/41949/1/A-Importancia-do-Planejamento-Estrategico-para-as-organizacoes/pagina1.html#ixzz198mPiAGZ

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Tags: . PE – Planejamento Estratégico Market Share Stakeholders