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A TERCEIRIZAÇÃO E SEUS GRAVES PROBLEMAS

Sylvio Jose,
Talvez obrigadas pela economia do país, as empresas industriais principalmente, iniciaram há alguns anos um programa intensivo de redução de custos que culminou com a terceirização. Modismo ou não, aspectos positivos ela tem! Mas como todo conceito estrangeiro no nosso país muitas vezes passa a funcionar mais do que as leis vigentes. . . vamos lá! Tarefas que não agregavam valor ao produto final foram deslocadas para as mãos de terceiros. Segurança, recepção, manutenção, restaurante, ferramentaria e outras áreas chamadas de apoio ou suporte e em alguns casos parte da produção foi eliminada dos organogramas. Será que essa foi a melhor saída? Com isso foi iniciado também um processo de redução de mão de obra, que contribuiu e muito para o aumento do contingente de desempregados decorrentes de outros tipos de “ programas de contenção de despesas “. O que vimos logo no inicio das terceirizações, foi à queda na qualidade daqueles serviços que antes era incumbência da empresa principal, e passou a ser cuidado por uma prestadora de serviços. Esse estado de coisas acarretou também outro problema sério: a redução nos salários dos profissionais que saíram das empresas e foram trabalhar nas prestadoras de serviço É evidente que toda aquela estrutura fornecida pela empresa anterior não foi absorvida pela terceira: nível salarial, benefícios, regulamentos etc. Com isso o trabalhador sentiu na pela as perdas. Acredito que hoje pode ser que as empresas contratantes desse tipo de serviço sintam-se satisfeitas, mas naquele momento de forma alguma houve satisfação plena. Primeiro porque era um estilo novo de gestão, e segundo porque não contavam com os aspectos da desmotivação dos funcionários que passavam de um estágio de empresa estruturada e sólida, para um de empresa nova, que também não conhecia os reflexos desse novo tipo de prestação de serviços. iniciava-se ali um novo processo: o empreendedorismo. Na maioria dos casos a empresa terceirizava seus serviços com os próprios funcionários que estavam sendo dispensados, fato que resultou em muitos problemas econômicos, financeiros e jurídicos. Se fosse bom esse processo naquele momento, muitas dessas empresas não teriam voltado ao estágio anterior, ou seja, cancelado a terceirização e contratando seu pessoal novamente. O que fica de bom como experiência, é que mesmo passando por momentos de dificuldades, todos aprenderam alguma coisa como: gestão de processos, administração de conflitos, qualificação de mão de obra, recrutamento e seleção mais rápida e acurada, etc. O que esperamos é que essa pressa em implementar novas técnicas administrativas característica do empresário brasileiro, seja melhorada no seu planejamento. Não é possível - embora digam que é necessário – um novo processo de administrar que envolve principalmente pessoas ser feito “as carreiras “ só para reduzir custos. Será que as empresas que tiveram sérios problemas com a terceirização, apuraram os custos dos problemas encontrados nessa mudança tão repentina? Eu gostaria de ver a planilha desses custos !!! Sylvio José dos Santos Filho Consultor de Recursos Humanos STM Consultoria, Assessoria em RH E-mail- sylviojsantos@ig.com.br
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