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BIOTTECNOLOGIA E A FOME QUE SE AVIZINHA

Uma visão a respeito do muito que se tem falado e escrito a respeito da fome. O que mata mais? A falta de comida ou o desvio do dinheiro enviado para os países pobres? Desvio este reito pelos ditadores africanos. O que maita mais a fome ou as guerras tribais africanas?

BIOTECNOLOGA E A FOME FUTURA QUE SE AVIZINHA As Teorias a respeito da fome, já são conhecidas desde os tempos imemoriais. Quando Moisés resolveu peregrinar pelo deserto em busca da Terra Prometida, onde os cachos de uva eram de tamanho descomunal, onde havia mel e leite à vontade. Já é por demais conhecida. Houve até um inicio de rebeldia, como pode-se notar no texto bíblico: Era melhor termos sido mortos pela mão de Javé na terra do Egito, onde sentávamos junto à panela de carne, comendo pão com fartura. Vocês nos trouxeram pelo deserto para fazer toda esta multidão morrer de fome”. Ou ainda Os mortos à espada eram mais ditosos do que os mortos à fome, pois estes se esgotavam, como traspassados, por falta dos frutos dos campos. Lamentações de Jeremias 4:9 Existem inúmeras teorias a respeito da fome. Assim como existem reais situações de milhares e milhares de pessoas que morreram de fome literalmente. Durante uma das maiores e terríveis ditaduras até hoje conhecida, a de Mão Tse-Tung, que era um louco sifilítico, nos anos de 1958 a 1960, quando implantou o seu Projeto O Grande Salto Adiante, simplesmente morreram de fome, 20.000.000 de chineses. (* Partido Comunista Chinês) Provavelmente morrem diariamente, 25.000 a 35.000 pessoas de fome, em vários paises, com acentuada prevalência nos países africanos. (**Guerra na África) Mas a fome faz parte do nosso DNA. Quando a fome se instalou no Egito, José foi vendido pelo pai e irmãos, para comprar uma porção de trigo. Esaú vendeu o seu direito de ser o primogênito, por um prato de ervilhas. Mas recente. As informações que levam a situação de fome. Uma das teorias que podem ser encontradas. As pessoas morrem porque não possuem renda suficiente para comprar alimentos e os supermercados continuam com seus estoques e as prateleiras cheias. Assim como exportam milhares de toneladas de carne de frango, de suínos e de aves, seguido por milhares de toneladas de soja, milho e até arroz. O Brasil mata de fome os seus cidadãos, enquanto mata a fome de outros cidadãos em paises estrangeiros, ao não adotar uma política de auto-suficiência alimentar e auto-abastecimento produtivo, com a adoção de políticas voltadas para a produção de alimentos básicos, produzidos com subsídios agrícolas, a exemplo do que acontece em outros países, em especial a França. A fome se depara com as panelas vazias. E quando os alimentos existem, a forma como são ofertados aos famintos sempre se fazem de forma errada. Em especial no balanceamento nutricional e calórico. (*** Brasil e seus programas sociais) Historicamente a fome despertou vários interesses, a ponto de um Pastor de uma Igreja Anglicana, pregava que as famílias só tivessem filhos se tivessem terras cultiváveis para delas tirar os alimentos que iriam alimentar seus filhos. E o Pastor Anglicano e Economista, desenvolveu uma teoria a respeito da fome, cujo enunciado até hoje é aceito por alguns xiitas ecológicos: -“a população cresce em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos aumenta em progressão aritmética”. Do alto do seu púlpito o autor do Ensaio sobre a População, defendia que se a sua comunidade não produzisse comida (este é o termo correto), na mesma proporção que crescia em termos de fiéis (demograficamente), haveria uma carestia, ocorreria uma situação na qual os membros da sua comunidade morreriam de fome. E então duas situações se fariam presentes. A primeira com o aumento de pessoas nascidas nas famílias da sua comunidade e não havendo alimentos, a Igreja Anglicana, devido aos preceitos cristãos, deveria alimentá-los de uma forma ou de outra. A segunda, à medida que as pessoas morressem de fome, haveria uma queda substancial na arrecadação do dízimo. Conclusão. Para Malthus manter o crescimento da população na mesma proporção da produção de alimentos, seria o ideal e mais seguro. Pessoas alimentadas, pessoas produzindo alimentos e vendendo-os, igual dízimo garantido. A realidade destes fatos pode ser (a nível tupiniquim) consultada nos escritos de Josué de Castro Mas de tudo o que foi exposto onde a Biotecnologia se enquadra no contexto? Independente das Teorias propostas por filósofos, pensadores, economistas, administradores, profetas, sociólogos, políticos, estudiosos e outros mais, a fome é um tema que sempre estará em pauta. A Biotecnologia se apresenta como a grande ferramenta que irá solucionar a situação catastrófica que se avizinha nos próximos anos. Existe um modelo a se instalar no qual o crescimento das populações nos países pobres, onde seus habitantes vivem abaixo do nível da pobreza, aumentem consideravelmente suas populações e nos paises desenvolvidos ocorra o contrário. Só que neste caso os paises desenvolvidos irão consumir mais alimentos, devido ao poder aquisitivo dos seus cidadãos e o contrário ocorrerá nos países pobres. Países ricos passarão a exigir alimentos com maiores índices de Segurança Alimentar, Qualidade, Produzidos dentro de padrões ambientais corretos, para o seu consumo. E os países pobres? Irão exigir o quê? O que lhes for disponibilizado e muito próximo do prazo de validade para o consumo. A Biotecnologia surge como a grande saída que nós temos no momento. Os índices de produtividade aumentam consideravelmente. O que antes era um verdadeiro monstro a ameaçar o planeta passa agora a ser o anjo salvador. Exemplos são gritantes. A maior economia do mundo, Estados Unidos planta algo entre 65 a 70 milhões de hectares, o Brasil entre 22 a 24 milhões de hectares, seguido pela Argentina que está muito próximo do que se planta no Brasil, algo como 22 a 23 milhões de hectares. A situação que se avizinha é preocupante. Segundo a FAO –ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO, o que se nos apresenta no futuro é o seguinte: Organização Mundial para Agricultura e Alimentos (FAO), até 2030 o mundo precisará, para atender à demanda, produzir mais 34% de carne bovina, 47% de carne suína, 55% de carne de frango, 59% de açúcar, 19% de arroz, 29% de milho e 49% de soja, em relação ao que produz hoje. E a pergunta seguinte é: COMO PRODUZIR ESTAS QUANTIDADES DE ALIMENTOS? O estoque de terras agricultáveis já está atingindo o seu limite. No Brasil temos algo como 230.000 milhões de hectares que poderão fazer parte do Sistema Integração Lavoura – Pecuária e mais 90.000.000 de hectares a terem sua vegetação natural derrubada e destinada à produção de grãos. No continente africano, onde a fome campeia solta a situação até que poderia ser encarada como uma das soluções. Mas o clima político e o atraso das tribos não permitem que se busque este tipo de solução: produzir alimentos para que possam saciar a fome dos seus habitantes. As soluções para sanar os problemas da fome podem ser várias. Desde as pregadas pelos movimentos sociais radicais, passando pelos ecológicos. A realidade dos fatos é uma só. Urge correr contra o tempo. Quem tem fome não espera o amanhã. Provavelmente a produção de transgênicos até o ano de 2020 venha alcançar 240 milhões de hectares, mas será o suficiente para colaborar com o combate à fome? O Brasil deverá atingir 195 milhões de toneladas de grãos. Em uma das Cadeias Produtivas mais organizadas, a avicultura de corte, o Brasil no ano de 2010, abateu a quantidade de 4.668.500.094 frangos. E nos encontramos em quarto lugar na produção deste produto. Ou algo muito próximo de 10.200 milhões de toneladas de carne de frango. Os maiores produtores são: Estados Unidos, China, UniãoEuropéia e Brasil. A produção de carne bovina no Brasil, algo como 10,0 milhões de toneladas. E finalizando. Mas de tudo o que foi exposto onde a Biotecnologia se enquadra no contexto? 1. A biotecnologia pode ajudar a solucionar a crise mundial dos alimentos oferecendo avanços como um tipo de arroz resistente a enchentes em Bangladesh ou safras maiores de algodão em Burkina Fasso, 2. A biotecnologia é uma das ferramentas mais promissoras quando se trata de melhorar a produtividade agrícola e aumentar a renda dos agricultores pobres". Ex-secretário norte-americano de Agricultura, Ed Schafer. 3. “É preciso mencionar também a biotecnologia, fazendo com que alimentos possam gerar imunidade contra determinados parasitas e ainda a remoção de substâncias indesejáveis como alérgenos do arroz e da soja”, diz o nutrólogo e membro da Sociedade Latino-Americana de Alimentação e Nutrição Maximo Asinelli. 4. Ferramentas da biotecnologia podem ajudar a acelerar o desenvolvimento de colheitas com rendimentos mais altos, um valor nutricional mais alto, uma melhor resistência a parasitas e doenças, e uma resistência mais forte dos alimentos às mudanças climáticas". John Negroponte Ex-Subsecretario de Estado americano. 5. “O Direito Humano a se alimentar é um direito com uma amplitude maior do que o Direito à Alimentação, visto que está embasado na defesa da capacidade da pessoa produzir, por seus próprios meios, os alimentos, qualitativa e quantitativamente necessários para a sua existência, o que implica em necessidades amplas de acesso aos meios de produção, acesso à água e à terra, aos recursos biotecnológicos e aos recursos financeiros indispensáveis à produção”. GASPARINI, Bruno. Biotecnologia e direitos humanos: o direito humano a se alimentar, soberania alimentar e transgênicos. 6. A raça humana não pode repetir fatos que permitiram a morte de centenas de milhares de pessoas, devido à ignorância, ao totalitarismo, a ideologias grotescas, inibindo e não permitindo a adoção de novas tecnologias que irão solucionar a falta de alimentos. Uma vez que já dispõem de meios seguros e técnicas de primeiríssima ordem para produzir alimentos com o uso da Biotecnologia. Vidal. R.M. Portanto estão em nossas mãos, Profissionais Liberais, Pesquisadores, Cientistas e governantes decidirem. Ou permitimos e apoiamos as iniciativas da Biotecnologia na produção segura de alimentos, para erradicar a fome crônica no mundo e em especial nos países que vivem abaixo do índice de pobreza e com IDH sofrível. Ou serão co-participes de um genocídio, provocado pela falta de bom senso e humanidade, a não permitir os avanços da Biotecnologia voltada para a produção de alimentos. .
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