Caixas d’água e negócios

O texto trata, de forma clara e objetiva, sobre a importância da construção de reservas financeiras em um negócio.

Há um elemento que é comum a todos os negócios, independentemente de sua natureza: o dinheiro. Indústrias, comércios, empresas de serviço, de tecnologia e profissionais liberais desenvolvem os seus negócios dia após dia com o intuito de gerar mais dinheiro para suas organizações.


Antes de prosseguir, é essencial salientar que essa prática é absolutamente salutar. Sem demagogia ou falso moralismo: negócios são feitos para gerar dinheiro. Dinheiro é necessário para se pagar as contas e para gerar lucros e riqueza. E gerar lucros é o objetivo de qualquer negócio.


A maneira como o dinheiro é administrado dentro de um negócio faz toda a diferença para o sucesso ou fracasso de uma empresa. As finanças de um negócio são absolutamente estratégicas e a falta de cuidado com o tema pode fazer com que um bom negócio quebre rapidamente. Mas, infelizmente, conceitos básicos de finanças ainda são negligenciados ou desconhecidos por inúmeros empreendedores brasileiros.

O dinheiro em uma organização é como a água que corre nos canos de uma casa, ambos são fundamentais para o bom andamento de tudo. Se faltar dinheiro em um negócio ou água em uma casa, as coisas começam a se complicar e os recursos começarão a faltar. Em residências é muito comum observarmos a prática da instalação de caixas d’água com o objetivo de armazenar esse importante recurso. Essa prática é adotada para que os moradores diminuam o risco de ficarem sem água em períodos de estiagem ou de corte de abastecimento por parte das distribuidoras.


Nas empresas, o raciocínio é o mesmo, existem momentos em que há falta ou diminuição da entrada de dinheiro no negócio, resultando em dificuldades para o cumprimento das obrigações financeiras do negócio. Entretanto, ao invés de chamarmos essa ferramenta de caixa d’água, chamamos de Capital de Giro, que nada mais é do que o dinheiro disponível para que a empresa trabalhe em um determinado período.


Um empreendimento bem administrado precisa equilibrar dois horizontes diferentes de tempo: o curto e o longo prazo. Normalmente, no curto prazo é necessário cumprir as obrigações financeiras e lutar para permanecer competitivo no mercado, no longo prazo é necessário planejamento e reservas de recursos para o enfrentamento das incertezas comuns a horizontes temporais mais distantes.


Para chegar ao longo prazo é fundamental que se construam reservas capazes de suportar períodos de incertezas, como um período de falta de chuvas, por exemplo.
É sabido que o Brasil passa (ou está passando) pela maior crise econômica, política e social de sua recente história. Nesse período de forte recessão, negócios que possuíam recursos estocados tem conseguido enfrentar o período de “vacas magras” com maior tranquilidade e até mesmo aproveitado oportunidades deixadas por concorrentes ineficientes.


Como já mencionado nesse texto, finanças são estratégicas e essenciais para o sucesso de um empreendimento, mais um motivo para que as práticas de gestão nas empresas brasileiras aperfeiçoadas, cada vez mais.


Se faltar dinheiro para um negócio, seus gestores serão forçados a obter esse recurso em outro lugar, através de empréstimos de terceiros a custos, quase sempre, bastante elevados.


Se o seu negócio não possui recursos financeiros, é importante começar a fazer isso já, mesmo que a situação financeira não seja das melhores, comece imediatamente a construir uma conta “caixa d’água” em sua empresa, há um ditado milenar que diz que “uma jornada de mil milhas começa sempre com um primeiro passo”.

O primeiro passo para construir uma reserva financeira para o seu negócio é efetivamente criar essa reserva, mesmo que o montante inicial seja pequeno, para, no longo prazo, construir o estoque de dinheiro para dar tranquilidade ao negócio.

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Tags: capital de giro dinheiro finanças Gestão