Como investir com segurança

Tem dúvidas sobre como você pode ter bons resultados sem abrir mão da segurança? Veja três possibilidades que o Mercado Financeiro oferece para proteger seu dinheiro

Na hora de investir, seja na renda fixa ou na renda variável, uma das maiores dúvidas é quanto à segurança. Esse questionamento é bastante comum, afinal trata-se da possibilidade de perder dinheiro.

O que muitos investidores iniciantes ainda desconhecem é que existem ferramentas e estratégias que ajudam a amenizar os riscos de um investimento e diminuir as chances de perdas excessivas.

Se você também busca formas para proteger seu capital sem abrir mão de uma boa rentabilidade, continue lendo para conhecer algumas possibilidades disponíveis no Mercado Financeiro.

Fundo Garantidor de Crédito

Quem pretende investir ou já investe em renda fixa provavelmente já ouviu falar desta instituição. O FGC é uma entidade privada e sem fins lucrativos, que gerencia os mecanismos de proteção aos investidores junto às instituições financeiras associadas.

A proteção ofertada pelo FGC chega até R$ 250.000 reais por CPF e instituição. Ou seja, se o banco em que você investiu quebrar e você possui um investimento até esse valor, nem tudo estará perdido.

Imagine que o banco em que você adquiriu um CDB aplicando R$ 10.000 anunciou falência. O procedimento para reaver esse valor será similar ao seguinte:

1. O banco deve gerar uma lista organizada de acordo com o CPF ou CNPJ dos investidores que são elegíveis para receber a garantia. Também será preciso informar na listagem os valores a serem pagos a cada cliente.

2. Você será notificado para comparecer a uma agência de uma instituição financeira escolhida pelo FGC para realizar os pagamentos. Também será preciso levar a documentação necessária para poder assinar as vias do Termo de Cessão de Créditos ao FGC.

3. Após a assinatura, o valor deverá ser repassado a você sem cobrança de taxas ou tarifas.

Entre os investimentos protegidos pelo órgão estão:

  • CDB - Certificado de Depósito Bancário
  • LCI - Letra de Crédito Imobiliário
  • LCA - Letra de Crédito do Agronegócio
  • Letra de Câmbio

Uma das aplicações que tem ganhado popularidade entre os brasileiros é o Tesouro Direto. Se você quer saber se ele também é assegurado pelo FGC, a resposta é: Não. Mas não se preocupe, no caso destes títulos públicos a garantia vem do próprio Tesouro. Outro tipo de investimento que também não é englobado pelo Fundo são as Debêntures.

Manejo de Risco

Quando o assunto é o Mercado de Ações, o cuidado costuma ser redobrado. Em muitos casos, o investidor irá buscar uma rentabilidade maior e, para isso, terá que se expor a mais riscos. Contudo, esse comportamento nem sempre significa que ele irá perder tudo de um dia para o outro.

Quem sabe como controlar os riscos fazendo uso das ferramentas certas, consegue colher bons frutos investindo na Bolsa de Valores. Uma forma de amenizar essas possibilidades é fazer um bom manejo de risco. Esse manejo é uma forma de gerenciar seus investimentos, considerando diversos fatores que permeiam cada operação, como o potencial de lucratividade e seus riscos.

O manejo de risco pode ser feito utilizando diversas ferramentas e estratégias. Cabe a você definir aquelas que mais se adequam ao seu perfil de investidor e às suas expectativas. Um caminho bastante indicado de manejo de risco é a diversificação de carteira.

Acredito que um exemplo pode ajudar a entender isso melhor: um investidor aloca seu capital em ações de uma empresa de diferentes setores para minimizar os riscos e potencializar resultados. Se ele investir em uma empresa do setor bancário, outra de construção civil e outra de produção de celulose, poderá se proteger melhor caso algo negativo ocorra e afete um destes setores.

Outra orientação nesses casos é dividir o dinheiro a ser investido em partes iguais dentro dessas operações. Creio que agora já deu para entender como o manejo de risco pode te ajudar a alcançar seus objetivos e potencializar seus lucros, não é?

Stop Loss

Uma das ferramentas que podem (e devem) ser usadas pelos investidores no manejo de risco de ações é o stop loss. Essa ferramenta é uma forma de proteger o capital, caso o panorama de mercado não ocorra como esperado.

Em outras palavras: o stop loss oferece poder de reação a você caso haja mudança de rumo no preço de uma ação. Ele evita que haja perdas excessivas e impede que seu prejuízo continue subindo indefinidamente.

Vamos entender na prática: você adquiriu ações de uma empresa com a expectativa de que elas se valorizassem. Contudo, houve uma mudança brusca de cenário e o preço dessas ações começaram a cair. Um investidor desprevenido poderia se desesperar, mas você foi precavido e programou um stop loss já imaginando que essa reviravolta poderia ocorrer.

Assim sendo, quando o preço atingiu o patamar definido no stop, uma ordem automática de venda de suas ações foi disparada. Já deu para entender? O objetivo de definir este limite de perda é para evitar que você tenha grandes prejuízos com a queda de uma ação. Logicamente, o stop loss não não impede que você tenha perdas, mas ele ajuda a controlar a situação e amenizar os riscos.

Assim como o stop, o manejo de risco e o FGC são alguns recursos que podem ser empregados por investidores para proteger seu capital. Mas é preciso ter também uma análise bem fundamentada do mercado e suas possibilidades para que esses mecanismos funcionem da melhor maneira possível.

Seja como for, é fundamental ter um bom planejamento e uma estratégia de investimento bem traçada para conseguir conquistar resultados positivos. Caso necessário, peça ajuda a um profissional da área para te ajudar nesta empreitada. A experiência de um expert pode ser o diferencial que faltava para você alcançar o sucesso.

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Tags: dinheiro investimento investir em ações mercado financeiro renda fixa

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