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Como renegociar as dívidas?

Fique atento ás dicas do especialista!

Não só há uma necessidade gritante dos empresários terem acesso a taxa de juros mais justas, tendo em vista a lucratividade no Brasil ser muito baixa, como também, para conseguirem efetivamente honrarem seus compromissos juntos aos bancos. Um dos maiores questionamentos que recebemos está no fato de como conseguir renegociar as dívidas bancárias? O tema não é tão simples, como passamos a explanar.

É necessário conhecer o Sistema Financeiro brasileiro e como as Resoluções do CMN e BACEN regulamentam algumas questões, ou como a própria lei do sistema bancário normatiza a relação dos empréstimos em relação a capacidade de pagamento da empresa ou grupo econômico.

Por exemplo, caso o empresário fique inadimplente, há resolução que trata sobre valor e tempo de não pagamento, sendo que a partir de então os valores em aberto são lançados como prejuízo, levando o banco a receber através do governo federal aquilo que supostamente perdeu.

Quando digo supostamente, estou apontado para o fato de que ao auditarmos a conta corrente, além de descobrirmos valores desviados da conta, os juros aplicados a operação não estão em acordo com o que foi pactuado em contrato, gerando créditos para a empresa, momento em que tal documento serve de base para uma reclamação junto ao BACEN, trazendo assim a instituição financeira para uma boa negociação na área administrativa, ou seja, banco x cliente.

Outro ponto fundamental que o empresário pode colocar na mesa de negociação a seu favor é o seu histórico bancário, ou seja, ao consultar o hating verificará qual sua colocação no sistema, indo de AA a FF, sendo esta a pior posição. Inclusive sendo AA ou quanto mais próximo estiver, gera a ele o direito de obter das instituições financeiras juros remuneratórios mais baixos.

Tal estudo, caso o próprio empresário conheça tais argumentos, em estando utilizando o limite do cheque especial, possibilita conseguir o parcelamento do limite, o qual não pode ser tratado como se empréstimo fosse, logo, os juros da renegociação na presente data, estão em cerca de 11,80% a.a. Então o empresário tem de juros no cheque especial em torno de 323,00% a.a para 11,80% a.a e parcelando assim sua dívida. O gerente da conta pode até argumentar que isto não está correto, porém ele estará defendendo o próprio pão.

Não raras vezes acompanhamos o cliente recebendo uma suposta oferta de desconto de 50% do saldo devedor com parcelamento dos outros 50% em vários meses, até 96 vezes, com juros de 2,50% a.m, gerando assim um saldo devedor muito maior do que quando recebeu os 50% de desconto.

Isto é uma pegadinha que os bancos fazem com seus clientes, visando aumentar sua lucratividade de forma ilícita. Afirmo isto, pois o valor do desconto é lançado no SCR como prejuízo, fazendo com que o banco receba de volta no imposto de renda do próximo ano pelo Governo, ficando assim sem conseguir crédito na praça, mesmo estando com o nome limpo.

Nossa orientação é que nunca utilize o limite de cheque especial, tendo em vista o spread da operação ser o terceiro maior do mundo e, busque utilizar o conhecimento do sistema, buscando orientação numa boa equipe de auditoria para assim conseguir uma negociação justa e que possibilite reparcelar suas pendências financeiras em acordo com a lei do próprio sistema bancário.

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