Dinheiro é presente ou castigo?

Num mundo capitalista, a utilização do dinheiro para as principais resoluções que suprem as necessidades e desejos da humanidade, se faz indispensável. Mas, a forma como homens e mulheres lidarão com o recurso está baseada na crença do dinheiro ser um presente ou castigo.

O dinheiro, no sistema capitalista, é o recurso disponível para a manutenção da vida e suprimento de necessidades. Sua utilização está diretamente ligada a modelos mentais baseados na crença de merecimento do que é bom ou não. E esses modelos levam à riqueza ou à pobreza. 

Sendo assim, quais são as formas de relação com esse recurso? Por que algumas pessoas transformam qualquer centavo em fortuna e outras não? Quais são os modelos mentais que definem o dinheiro de forma inconsciente em presente ou castigo? 

No mundo adulto, o dinheiro é um pagamento pelo trabalho desenvolvido. A forma como esse recurso é recebido está diretamente ligada à forma como foi desenvolvida a relação da criança no âmbito familiar. Se a aprendizagem e a relação era baseada em castigo e punição, houve a construção de um modelo mental em torno de que o dinheiro como recurso que vem do mundo, é também um recurso que promove dor e conflito. Mas, se por outro lado, a convivência familiar proporcionava um ambiente e aprendizagem construtiva de valores e  merecimento do que é bom e do que promove tranquilidade, o recurso do dinheiro soa como presente. Toda base para relação é construída nos exemplos vistos na família ao lidar com o dinheiro, guardando e usando de forma consciente; ou, destruindo. 

Por isso, existem aquelas pessoas que farão fortuna com cada centavo recebido, e, aquelas que destruirão o salário todo do mês, pois a crença mental é a que define a forma como lidarão com os recursos recebidos, gerando tranquilidade ou conflito.

Para aqueles que precisam de um problema, não haverão reservas e nem a construção de uma vida saudável e madura. O dinheiro será gasto de qualquer forma, sem planejamento, metas definidas, cuidado, análises minuciosas sobre valores de produtos e serviços, enfim, sem um olhar consciente que rende mais recursos.  Já para aqueles que estão acostumados com a tranquilidade, o dinheiro será usado de maneira responsável e madura, sendo um recurso que gera mais recurso através de escolhas mais sensatas, saudáveis e que proporcionam o prazer da multiplicação. É um efeito quase que mágico a mudança que acontece quando escolhas mais sensatas são feitas. Com o mesmo recurso disponível, é possível ver a diferença entre a vida de qualquer jeito, sem planejamento financeiro, e a vida estruturada e organizada. 

Pessoas financeiramente saudáveis fazem pesquisa de preço, mantém controle de gastos com planilhas e anotações, adquirem apenas os itens necessários, têm hábitos de vida mais resolvidos. Elas não fazem dívidas ou vão deixando continhas em aberto pelo caminho. O fato de comprar à vista revela um comportamento saudável na relação com o dinheiro. É uma atitude de não deixar nada em aberto ou pra trás. E essa é uma postura muito bacana na relação com o dinheiro, pois quando há uma compra que é encerrada no seu pagamento, a vida flui com mais facilidade. Toda vez que uma compra não é finalizada, fica algo pendente e, pessoas independentes e maduras entendem que a vida precisa sempre ser finalizada nos seus pequenos momentos para que novas questões possam surgir. Se a vida fica saturada de pendências, não flui, pois sempre haverá algo em aberto que não foi concluído. E essa postura revela uma grande maturidade na forma de lidar com os recursos. Alguns exemplos bem bacanas são: 

- Planejar compras e pagar à vista com a possibilidade de obter descontos, ao invés de comprar impulsivamente à prazo, pagando juros e ficando comprometido por meses com aquele objeto ou serviço que já foi adquirido ou prestado.

- Efetuar mais compras com cartão de débito, pois o dinheiro rende mais na conta com os centavos que não se perdem no troco

- Adquirir o hábito de guardar sempre uma porcentagem do que se ganha, para que se tenha um valor disponível para um imprevisto.  

- Pesquisar sempre, em busca de melhores condições e preços.   

- Observar a conta bancária e buscar diminuir gastos com despesas. Uma possibilidade é mudar a conta para modelo Bacen, no qual não existe cobrança de valores. Esse modelo está disponível em qualquer banco e é um direito de todo consumidor e correntista. 

- Reduzir gastos com produtos de limpeza que consomem quase 40 % da compra do supermercado.     

-  Fazer feira e comprar produtos na promoção, cozinhar e congelar comida e evitar comer na rua são hábitos mais saudáveis e que geram mais tempo livre para outras atividades, além de custarem mais barato. 

-  Comprar apenas itens que estejam na promoção. Pechinchar, usar brechós, trocar roupas entre família também são opções que proporcionam muita economia. 

Sendo assim, criar hábitos novos e mais saudáveis, adquirindo novos modelos mentais de dependência emocional ou independência é que farão toda a diferença na relação com a vida e o dinheiro. Atitudes maduras acontecem quando há uma postura de independência; e atitudes imaturas acontecem quando há uma postura de dependência emocional. Há uma construção ou destruição dos recursos disponíveis. E a forma de lidar com os recursos é a mesma nos cuidados com o corpo e a saúde física, pois a interação com o corpo acontece na mesma proporção de presente ou castigo. Mas, isso é assunto para um próximo artigo. 

Infelizmente, o mundo, que já passou por tanta escravidão e tem uma cultura de servir a quem é superior, numa relação de dependência emocional, ainda é muito imaturo na construção de riquezas. A humanidade ainda se acredita dependente e anulada na sua condição, e, por isso, vive à base desses modelos de não merecimento, pois se acostumaram a se desenvolver baseados nas ideias de que "dinheiro não dá em árvore", "dinheiro é sujo", "dinheiro não traz felicidade", e todas essas frases que podaram a liberdade com os recursos. 

Dinheiro traz tranquilidade e felicidade, sim. Dinheiro é fruto de conforto e prosperidade, sim. Dinheiro promove educação, aprimoramento pessoal e profissional. Dinheiro proporciona saúde física, mental e espiritual. Dinheiro é algo de valor no mundo atual e precisa ser visto e construído de forma mais sensata e saudável, através de conceitos que proporcionem independência e riqueza. 

Dinheiro é um conceito que precisa fazer parte do currículo escolar como disciplina chamada "Educação Financeira". 

Sendo assim, toda riqueza pode ser construída por qualquer pessoa que esteja em equilíbrio e bem resolvida emocionalmente. O equilíbrio leva à tranquilidade. O desequilíbrio leva ao conflito. E para fazer fortuna é preciso identificar os modelos mentais que foram desenvolvidos e aprender a ensinar a mente a agir diferente. Para isso, existem, hoje em dia, várias possibilidades de aprimoramento como consultorias, cursos, terapias, enfim uma variedade de oportunidades para quem quer se tornar um milionário. É possível pra qualquer um que ganhe qualquer valor. Basta acreditar que dinheiro só é bom e só gera riqueza, quando é tido como um presente e não como um castigo. 

      

     

 

 

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Tags: banco dinheiro independência financeira pagamento pobreza riqueza vida financeira

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