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Fadiga Humana - Administração Científica

França,
Curitiba Março de 2006 ÍNDICE 1. Introdução e Contextualização..............................................................01 2. Histórico da Administrção Científica 02 3. Estudo dos Tempos e Movimentos 03 4. Estudo da Fadiga Humana 04 5. Conclusão.............................................................................................07 6. Referências Bibliográficas.....................................................................08 1. INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO Considerado o fundador da moderna ciência de organização industrial, Frederico W. Taylor afirmou no lançamento de uma das pedras fundamentais do conceito científico de administração apresentadas no estudo “Princípios da Administração Científica”, que no passado, o homem estava em primeiro lugar, no futuro, o sistema terá a primazia e sob a direção racional, o melhor homem atingirá o mais alto posto. “No futuro prevalecerá a idéia de que nossos líderes devem ser tão bem treinados quanto bem nascido e que nenhum homem, embora excelente, poderá competir com homens comuns, mas que forem organizados...” Sempre que dermos a um operário uma tarefa bem definida e ser executada, numa forma pré-estabelecida e dentro de um tempo também definido, terá um aumento de produção. Mais tarde os estudos de Taylor foram desenvolvidos entre outros, por Frank Gilbreth e Lílian Gilbreth, que mesmo assimilando os princípios do grande mestre, criaram suas próprias formas de avaliação e análise dos problemas de organização nitidamente pessoais. Quando trabalhava com Taylor, Gilbreth ficou impressionado com a infinidade de movimentos usados pelos pedreiros na execução de operações idênticas. Fez observações sobre o desperdício físico dos operários e consequentemente a fadiga, concluindo que a organização cientifica do trabalho só poderia ser alcançada através de uma análise prévia detalhada dos métodos de execução das operações em todo e qualquer trabalho. Foi através deste aspecto que ele elaborou o estudo de movimentos definindo-o como, “Análise e medição de todos os movimentos envolvidos em um trabalho qualquer, com o objetivo de eliminar esforço não necessário”. O estudo de movimentos é muitas vezes mal entendido e aplicado num sentido erroneamente limitado. Estudo não requer somente a análise dos movimentos do operador, mas também com a mesma importância, a análise de todo o ambiente de trabalho. 2 . Histórico da Administração Cientifica: De 1903 a 1909 a escola da Administração Científica com Frederick Taylor e Frank B. Gilbreth, teve como finalidade a distorção de uma aplicação conceitual administrativa que fazia os operários perderem muito tempo na produção, a Administração Cientifica foi vista como uma tentativa de aplicação dos métodos da ciência aos problemas da Administração até então, a fim de alcançar elevada eficiência industrial, sendo que os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. Taylor provocou uma verdadeira revolução no pensamento administrativo e no mundo industrial de sua época., sua preocupação foi de tentar eliminar desperdícios e das perdas sofridas pelas indústrias americanas e aumentar os níveis de produtividade através da aplicação de métodos e técnicas da engenharia industrial. Segundo Taylor o instrumento básico para diminuir o trabalho dos operários era o estudo de tempos e Movimentos,ele percebeu que o trabalho pode ser melhor executado e de uma forma mais econômica através da análise do trabalho, ou seja, da divisão e subdivisão de todos os movimentos necessários à execução de cada tarefa de um trabalhador, de acordo com a observação de Taylor as tarefas e operações poderiam ser feitas de uma forma ordenada de movimentos simples, então haveria uma economia de tempo e esforço do operário. Taylor teve inúmeros seguidores, um deles logo no início de seus estudos , foi um engenheiro chamado Frank B.Gilbreth, que foi o responsável pela introdução dos estudos tempos e movimentos dos trabalhadores como técnicas administrativas, para a racionalização do trabalho. 3. Estudo dos tempos e movimentos Para se racionalizar o trabalho dos operários, o instrumento básico foi o estudo chamado motion-time-estudy, ou seja, estudos dos tempos e movimentos. Primeiramente faz-se uma análise, isto é, uma observação do trabalho dividindo e subdividindo todos os movimentos necessários para a execução da determinada tarefa. Taylor observou cada operação decompondo-a em tarefas no intuito de formar uma série ordenada de movimentos simples. O movimentos inúteis eram eliminados e os movimentos úteis simplificados e racionalizados a fim de proporcionar economia de tempo e de esforço ao operário. Com essa análise, conseguia-se através de um cronômetro, medir o tempo médio de um operário na execução de uma determinada tarefa. Neste tempo médio era adicionado o tempo de entrada e saída do operário na empresa (exemplo hj.: cartão ponto), bem como determinadas esperas e necessidades pessoais, resultando no chamado tempo padrão. A conseqüência disto, foi a padronização de um método de trabalho e a padronização de um tempo destinado a execução de uma determinada tarefa. As vantagens adquiridas com estas padronizações mencionamos a seguir: Eliminação de movimentos inúteis substituindo-os por outros mais eficazes. Racionaliza-se, seleciona e treina o pessoal. Melhora a eficiência do operário e o rendimento da produção. Distribui uniformemente o trabalho, para que não haja períodos de falta ou excesso de trabalho. Oferece base uniforme para salários eqüitativos e prêmios de produção. Podemos afirmar que a objetividade dos estudos dos tempos e movimentos proporcionaram a:  Eliminação de todo desperdício de esforço humano.  Adaptação dos operários a própria tarefa.  Treinamento dos operários para melhor adequação a seus trabalhos.  Maior especialização de atividades.  Estabelecimento de normas detalhadas de execução do trabalho. O trabalho manual pode ser reduzido a movimentos elementares chamados therblig. Esta definição foi concluída por Frank B. Gilbreth, um engenheiro americano que acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meios de aumentar a produtividade. Os movimento elementares ( therblig ) permitem decompor e analisar qualquer tarefa. Vamos tomar como exemplo a tarefa de colocar parafusos, representado por sete movimentos elementares:  Pegar o parafuso,  Transportá-lo até a peça,  Posicioná-lo,  Pegar a chave de fenda  Transportar a chave de fenda até o parafuso,  Utilizá-la,  Posicioná-la na situação anterior. 4. Estudo da Fadiga Humana Dando continuidade ao processo de reestruturação da administração naquela época, Franck B. Gilbreth, propôs alguns princípios de economia de movimentos que foram classificados em três grupos, sendo eles  Uso do corpo humano, Evitar movimentos inúteis na execução de uma tarefa, buscando o melhoramento e métodos para diminuir os esforços musculares.  Arranjo material do local de trabalho, procurando executar, do ponto de vista fisiológico, os movimentos necessários e também buscando selecionar criteriosamente os operários para todas as funções.  Desempenho das ferramentas/equipamentos, fazendo com que haja uma sincronia onde os movimentos deverão ter um ritmo apropriado e também treinar de uma forma permanente os operários nos seus postos de trabalho. A Medida da potencia desenvolvida pelos músculos não encontra aplicação atualmente , embora Franck tenha se preocupado profundamente com os efeitos da fadiga sobre o trabalho. Isso porque se procura hoje utilizar ao máximo, a capacidade humana mais elevada, independente de sua inteligência. Sendo intangível a fadiga, variando de indivíduo para indivíduo, tendo sua origem no esforço proporcionado no momento do trabalho. Desta forma, após ser admitida a sua ocorrência e os seus efeitos, procuraram os técnicos de estudos de tempos estabelecerem coeficiência de tolerância para a fadiga do trabalho na determinação do tempo padrão, através de estudos realizados em laboratórios, tem-se procurado demonstrar o comportamento do rendimento do indivíduo. Em alguns países industrializados, considerando o Japão como destaque, as empresas adoram a ginástica coletiva, antecedendo ao trabalho, como forma de esquentamento muscular, concorrendo este procedimento para a aceleração do rendimento inicial do trabalhador. O repouso é globalmente reconhecido como o único meio capaz de eliminar a fadiga. Repouso, não se deve entender apenas o semanal e o diário, mas também todas as interrupções do trabalho, independente de sua natureza. O analista deve estar sempre atento à praticabilidade. Está provado que deve-se introduzir de acordo com a natureza do trabalho, pequenos intervalos para descanso. Estes intervalos tendem a estabilizar o ritmo diário da produção, afastando o ponto mais crítico de cansaço ou esgotamento, como resultado haverá um aumento sensível da produção do trabalho, haverá menos acidentes e os operários terão mais disposição e pro atividade. Há indústrias e empresas de grande porte que se admite o repouso coletivo, onde há excesso de esforço físico. Porém, independente do método utilizado para estabelecer o intervalo de repouso intercalado, devemos sobre tudo, entender a importância e a necessidade do descanso. Reconhecida e admitida a sua importância é importante introduzi-la na determinação do tempo padrão através de coeficientes. Por isso, convenciona-se, tabelas, diagramas, etc, que permite uma medição de esforço físico e de repouso físico, embora já tenha dito que medição de fadiga é praticamente impossível, variando e dependendo do bom senso de cada líder, porém não se pode deixar de considerar parâmetros que se conduza a determinação de tais coeficientes, onde adotá-las ou não é uma questão individual. Porém, aceitá-las é reconhecer a sua validade, tornando o trabalho mais humano e mais prazeroso ao ser executado. 5. Conclusão: Com a apresentação do trabalho escrito finalizada procuramos através dos ensinamentos de Frederick Taylor e Franck Gilbreth, esclarecer como pode ser obtido com um processo de racionalização de trabalho, medido pela cronometragem , isso não quer dizer que este tempo padrão encontrado seja definitivo, a final, estudiosos de Ciências Humanas não tem o direito de acreditar em dogmas. A institucionalização de um sistema de incentivo salarial à produção também é necessária para se aferir uma constante dedicação ao trabalho para que se possa premiar o operário mais habilidoso, dentro de padrões tais que não prejudiquem aos demais e à própria empresa. Assim, finalizando, enfatizamos as vantagens preconizadas no estudo de tempos e movimentos e fadiga Humana. Que este simples trabalho seja o inicio da continuação de uma forma mais complexa de descobertas da motivação, para ser aplicadas posteriormente em unidades de trabalho, além dos princípios de organização e métodos. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Barnes, Ralfh Mosser, 1900- Estudos de Movimentos e tempos: Projeto e Medida do Trabalho; Trad. da 6ª Ed. Americana (por) Sergio Luiz Oliveira, José S. Guedes Azevedo e Arnaldo Pallota. São Paulo, Edit. Edgar Blücher, 1977 Chiavenatto, Idalberto, 1936 Introdução à Teoria Geral da Administração; Idalberto Chiavenato; 3º Edição; São Paulo: Edit. McGraw-Hill do Brasoç. 1983 www.gestor.adm.ufrgs.br - Acessado em 08-03-06 ás 16h www.admbrasil.com.br - Acessado em 08-03-06 ás 15:30hs
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