Fluxo de caixa: o que é e como ele pode ajudar sua empresa

O fluxo de caixa é parte da rotina de sua empresa. Ele está presente diariamente quando você recebe ou efetua um pagamento. A escolha a ser feita é se você vai ou não controlá-lo. A melhor opção é a primeira.

O fluxo de caixa é parte da rotina de sua empresa. Ele está
presente diariamente quando você recebe ou efetua um pagamento. A escolha a ser
feita é se você vai ou não controlá-lo. A melhor opção é a primeira.

 

Se é algo tão importante, uma variável crucial para os negócios, é natural concluir que deve ser interpretado, planejado, controlado, interpretado novamente e ajustado. Esse é um esforço gerencial permanente, que cabe ao setor financeiro, gerando políticas que se irradiarão para as outras áreas.

 

  • Regime de caixa x regime de competência

O primeiro passo para entender o fluxo de caixa é reconhecer
o que difere esse controle do DRE (Demonstrativo de Resultados do Exercício). O
regime de caixa se baseia no fluxo de caixa, enquanto o regime de competência
se baseia no DRE.

O fluxo de caixa é um demonstrativo que controla as entradas
e saídas de caixa ao longo de um período. Inclui as receitas recebidas, de um
lado, e, de outro, todos os pagamentos realizados pela empresa. Esses
pagamentos incluem as despesas do dia a dia, as despesas com produção e
impostos. Parcelas de pagamentos de dívidas também devem ser incluídas, pois
elas alterarão a situação do caixa da empresa.

 

O DRE, ao contrário, não se baseia em pagamentos e
recebimentos, mas na geração de direitos e obrigações. O direito pode não gerar
um recebimento imediato. É o que acontece quando você faz uma venda com
pagamento parcelado. Se você faz um contrato por um ano de serviço, é natural
que receba em doze vezes. Para o DRE, o que importa é o volume total do
contrato, que entra como receita na data da assinatura do contrato. Para o
fluxo de caixa, só há registro quando houver a entrada do dinheiro no caixa.

 

  • Planejamento do fluxo de caixa

Isso não impede que as receitas futuras entrem no
planejamento do fluxo de caixa. Você pode, por exemplo, ter uma conta a receber
em duas parcelas, em julho e dezembro do ano corrente. Na hora de fazer o
planejamento do fluxo de caixa, essas contas a receber devem estar registradas
em suas respectivas datas, de modo a contribuírem para oferecer uma visão da
saúde financeira de sua empresa.

No caso do DRE, essas receitas foram registradas no momento
em que o direito foi adquirido. Por essa razão, chamamos isso de regime de
competência. No regime de caixa, essa receita só existe no momento em que o
pagamento é recebido, alterando o saldo na prática.

 

Tanto o regime de competência quanto o de caixa requerem
planejamento. Pelo regime de competência, além das despesas e receitas, outros
elementos que não afetam diretamente o caixa devem ser considerados. É o caso
das despesas financeiras (ex: juros da dívida), depreciações e provisões. Elas
afetarão a saúde financeira e patrimonial da empresa no médio e longo prazo.

Para o regime de caixa, o importante é que a empresa tenha
condições de arcar com todas as suas obrigações durante o período. Para isso,
as entradas de caixa precisam ser superiores às saídas. Não obstante, há um
outro aspecto importante, que é o equilíbrio cronológico entre essas entradas e
saídas. Você pode, ao final do exercício (período de um ano), ter um saldo
positivo, mas o mesmo pode ser negativo em determinado momento. Se você tiver
reservas de caixa para cobrir esse déficit de caixa momentâneo, não há problema.
Caso não, será preciso fazer ajustes ou recorrer a empréstimos de curto prazo.

 

O planejamento do fluxo de caixa serve para identificar esses
eventuais desequilíbrios e alertar os gestores para os ajustes que precisam ser
feitos, de modo a evitar que a empresa tenha que recorrer aos empréstimos, que
são caros e vão acabar reduzindo a lucratividade. Uma medida que pode ser
tomada, por exemplo, é renegociar os prazos de pagamento a fornecedores.

Outro ponto importante é que o planejamento do fluxo de caixa
deve ser feito no longo prazo (2 a 5 anos). A empresa pode gerar mais
recebimentos que pagamentos no presente exercício, mas contrair obrigações que
afetarão o fluxo de caixa nos próximos anos. Sempre que você vai gerar
obrigações que transcendam o atual exercício, é preciso considerar o fluxo de
caixa futuro.

 

  • Controle do fluxo de caixa

Ao mesmo tempo em que precisa ser planejado e visualizado no médio e longo prazo, o fluxo de caixa é o mais eficiente controle no curto prazo.

Como nós sabemos bem, o planejamento é um guia, que nos permite visualizar o futuro e tomar decisões. No entanto, essa visualização do futuro não é precisa. O custo de produção pode aumentar ou diminuir fora do previsto, assim como as receitas. Sendo assim, é preciso controlar o fluxo de caixa para que o setor financeiro
possa fazer os ajustes sistemáticos que se impõem a gestão.

 

O que as empresas fazem para ter esse controle é adotar sistemas de gestão empresarial que permitam um eficiente controle do fluxo de caixa. Com esses sistemas, é possível avaliar o passado recente, por meio dos relatórios, e ajustar as
previsões de recebimentos e pagamentos futuros. Com isso, a visão do futuro é
sempre atualizada.

Se, por exemplo, você faz uma venda a prazo, ela entrará no controle de fluxo de caixa. Como? Serão registradas no sistema as parcelas futuras, dando uma visão de
quando os valores serão recebidos efetivamente.

 

  • Fluxo de caixa como ferramenta gerencial

Esses controles devem ser regularmente comparados com o que foi projetado na confecção do orçamento, para que os gestores tenham uma visão dos ajustes a serem feitos. A comparação entre o projetado e o realizado é importante para identificar
pontos falhos e perigosos para a saúde do negócio.

Com um bom controle do fluxo de caixa, você poderá tomar diversas decisões importantes.

Entre elas:

- corte de custos;

- revisão de processos

- aplicação de excedentes de caixa (com atualização da previsão do resultado do exercício);

- o que sempre esperamos não ser necessário, embora nem sempre seja uma decisão ruim, que é tomar empréstimos para honrar com as obrigações, evitando problemas com cobranças judiciais, atrasos de salários, atraso no recolhimento de impostos e
outras situações desagradáveis.

 

Com o GestãoClick você consegue fazer tudo isso e muito mais. O sistema é completo e simples de usar. Saiba mais e contrle seu fluxo de caixa hoje mesmo!

 

As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.

Avalie este artigo:
(0)
Tags: controle financeiro empreendedor finanças gestão gestão de empresas