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Interpretação do texto Segredo de Luisa

Rodrigo,
Interpretação de texto do Livro O SEGREDO DE LUISA Autor: Rodrigo Moreira Bezerra Capitulo 1 : A MOTIVAÇÃO E O PERFIL DO EMPREENDEDOR O capitulo 1 mostra a definição de um empreendedor e esclarece alguns fatos com relação a esse indivíduo, mostrando, através de resultados de pesquisas, o perfil do empreendedor. Esclarece ainda o significado da palavra empreendedorismo, que é uma livre tradução da palavra entrepreneurship, que significa aquele que assume riscos e cria algo novo. Conta-se a história da família de Luisa que eram todos muito bem sucedidos, e a madrinha de Luísa, Fernanda, que tinha um estabelecimento chamado O sereia Azul, que era um estabelecimento único no centro da cidade de Ponte Nova e que vendia de tudo. Luisa ainda cursava Odontologia, que era um curso que ela fazia mas sem vontade, só estava continuando pois era a vontade de seus pais, e não a vontade dela própria. Nesta loja vendia de tudo, mas tinha a goibada-cascão que era feita e distribuída aos convidados e visitantes, apreciadíssima pelos freqüentadores do estabelecimento, que era uma goiabada caseira e que não era vendida, mas atraia muita gente, pois a goiabada tinha um sabor inigualável. O estabelecimento ficava bem no centro da cidade de Ponte Nova e era tido como ponto de encontro da cidade, mas a regra era bem clara, ali era um ponto pacífico onde não saiam brigas e as discussões eram permitidas desde que com provocações inteligentes e com réplicas sutis, o jeito mineiro de ser. A presença esporádica de Luisa atrás do balcão era uma atração à parte. Todos ficavam deslumbrados com a beleza da moça e nos últimos quatro anos todos ansiavam pelos meses de férias escolares da faculdade de odontologia. Fernanda sua tia, tinha seus dotes culinários e um diferencial que Luisa ia explorar mais adiante, a deliciosa e mais cobiçada goiabada do país. Que era oferecida aos amigos e forasteiros, com essa jóia rara de Ponte Nova. O texto destaca a importância dos relacionamentos do empreendedor com a sociedade, pois assim é fácil trocar informações, idéias e uma possível ajuda caso necessário. Tudo que Luisa aprendia em sala de aula era pouco repercutido em sua vivacidade, pois ela estava com seu foco voltado para outro tipo de vivência, e que não era a de Odontologia. Luisa tinha prazer em se diferenciar das outras meninas, como se fosse pecado ser igual, pois ela estava sempre reproduzindo situações das mais diversificadas. Assim Luisa já não se sentia tão entusiasmada para realizar o sonho de seus pais, que era se tornar Doutora. Luisa também sofria com seu relacionamento com Delcídio, que também era por imposição de seus pais, e que ela mais a frente se verá na obrigação de romper com esse relacionamento para conseguir concretizar suas realizações pessoais. A madrinha de Luisa passou a ser sua fonte de inspiração nos negócios, já que ela admirava a madrinha, pois esta sabia como ninguém tudo o que se passava em sua loja a Sereia Azul, como caixa, estoque e um grande apego ao dinheiro, contava Luisa que sua Tia não vendia fiado a ninguém. Mas o que estava encantando Luisa era o fato da lida atrás do balcão para a madrinha trazia outras gratificações, não muito claras e discerníveis para ela, mas que poderiam ser explicadas por um substantivo de sentido genérico: prazer. Luisa após uma noite de insônia teve a noção que tinha um produto poderoso nas mãos, capaz de provocar desatinos, compulsões, que era a goiabada-cascão, configurou-se então a goiabada como excelente oportunidade de negócios, já que ela havia refletido: “como uma pessoa pudesse ter pedido umas migalhas da goiabada, pois um colega havia lhe pedido uma pequena sobra da goiabada que tinha acabado?”, foi daí que podemos descrever que houve um start no empreendimento que Luisa ia montar logo mais tarde. Luisa projetou a goiabada tendo a mesma trajetória do pão de queijo mineiro, que é reconhecido mundialmente e que sua futura empresa lhe traria grandes lucros. Nesse momento Luisa estava disposta a assumir todas as conseqüências em abandonar seus estudos e seu namorado, para percorrer o caminho que pudesse levar à sua auto-realização. Amadurecida pelas reflexões, buscava aprender com os insucessos, pois se sentia capaz de transformar o mundo, mesmo que um pequeno pedaço dele, mas consciente de si, estava assumindo o que suas vozes internas apregoavam: queria sempre o papel de atriz principal, ”é preferível ser cabeça de sardinha a rabo de tubarão.” Assim Luisa era dessas pessoas que construíam o seu próprio critério de sucesso, não se deixando influenciar pelos indicadores vigentes em seu redor. Um dia Luisa foi ao Sereia Azul e ajeitou-se com a pequena bagagem atrás do balcão e começou a conversar com sua Tia Fernanda e expôs suas idéias quanto a abertura do negócio da fábrica de goiabada-cascão. Salientou que nos últimos dois anos queria ter um negócio próprio, uma fabrica de goiabada, pois se indagava que a goiabada-cascão seria potencialmente um grande negócio e uma enorme oportunidade que tinha nas mãos. Mas a tia, contra a idéia, se sentiu ofendida, pois a idéia que a tia tinha sobre Luísa ainda era que a moça fosse dentista, e disse-lhe que iria conseguir o que queria na profissão a qual ela estudara, e já tinha um emprego garantido em uma clínica da cidade. Com isso sua tia Fernanda começou a lhe falar das diversas dificuldades em montar uma fábrica como essas, e ainda lhe questionou sobre seu relacionamento com Delcídio. Disse ainda que Luisa não entendia de negócios também que essa idéia seria uma loucura. Mas essa reação de Fernanda era prevista por Luisa, já que em seus ensaios diários para aquela conversa já havia sido reproduzida por Luíza no caminho da faculdade e nas horas vagas, refletindo sobre os diálogos que teria com sua tia.. Mas Luísa não estava disposta a encerrar a conversa e muito menos sua idéia, e começou a argumentar sobre o trajeto do pão de queijo, que hoje é até exportado, com isso teria nas mãos um enorme potencial. Expôs todos os detalhes de seu planejamento para abrir sua fábrica Luisa expunha todos os fatores, internos e externos favoráveis a seu novo negócio, mas sua tia ainda pouco se importava, falava de todas as dificuldades possíveis dos negócios e disse-lhe que ela não seria a primeira pessoa que teve uma grande idéia, muitas outras pessoas já pensaram nisso antes. Mas Luisa aos poucos conseguia atingir o ponto fraco de Fernanda quando ela começou a falar do inicio dos negócios do Sereia Azul, e foi ajudada ainda pelo seu primo Flávio que pouco freqüentava o local mas naquele sábado entrou no estabelecimento. Flávio comentou que estava ganhando muito dinheiro depois que abandonou a vida de empregado e se lançou como empreendedor no mercado. Mas Fernanda suspeitara que o fato de Flávio aparecesse naquele momento seria alguma trama, pois Flavio parecia dar idéias de que Luisa tinha razão no que dizia. Mas no domingo Luíza soube que sua Tia Fernanda iria se tornar sua cúmplice, e iria ajudar a recolher os cacos provocados pelo terremoto que rasgaria as entranhas dos pais e do noivo, bem como os amigos e a família, pois Luisa iria abandonar o sonho das outras pessoas para construir seu próprio sonho. Luisa conseguiu isso de Fernanda após passar todo o sábado conversando até as duas da manhã com o assunto em pauta: Goiabada-cascão. Capítulo 2 : A VALIDAÇÃO DE UMA IDÉIA Este capítulo nos mostra qual a importância do empreendedorismo na vida das empresas e de quem deseja ser um. A maior parte das falências de pequenas empresas é em decorrência da falta deste conhecimento. O autor nos da uma série de questões de como ser um empreendedor e do que é preciso para tornar-se um. O conhecimento do negócio a que se vai empreender é um das primeiras questões que o novo empreendedor precisa ter conhecimento do setor que queira atuar e saber qual diferencial que seu produto terá em relação a do seu concorrente, pois sem essas prerrogativas e de uma idéia precisa daquilo que ira oferecer ao seu cliente, dificilmente alcançara sucesso e será mais um na multidão. Nesta parte do livro Luísa demonstra isso fazendo uma pesquisa simples de mercado do como é o produto dos outros fabricantes de goiabada, onde Luísa começa a ir atrás de como dar inicio ao seu empreendimento através de pessoas que já tem experiência em empreendedorismo. O professor Pedro é um deles que criou tal disciplina no curso de computação. Busca-se através dessa conversa as principais características que um empreendedor precisa ter, a perseverança é uma das características pessoais mais importantes, pois precisa ter vontade de vencer as adversidades que aparecem no ramo do empreendedorismo. O fracasso é um dos pontos que muitos tentam evitar nesse ramo, mas, na realidade ele faz parte na vida do empreendedor, pois através dele é que o empreendedor deve procurar saber onde foi que errou e utilizar esses erros como forma de aprendizado para futuramente não cometer o mesmo erro. É no fracasso que muitas vezes aparecem novas oportunidades e idéias para um novo negócio. Muitos negócios de sucesso que vemos hoje surgiram de alguma idéia onde essa soube ser aplicada pelo empreendedor junto com a oportunidade. Outro ponto importante neste capítulo é a criatividade que um empreendedor precisa ter e saber utilizar deste atributo a seu favor. É nesse aspecto que muitos não conseguem enxergar pequenos detalhes que poderiam fazer a diferença em seu negócio. Ele sendo criativo pode enxergar esse pequeno detalhe onde acaba se tornando uma grande diferença competitiva em seu negócio. Neste capitulo subentende-se que para alguém que queira ser um empreendedor ou um empreendedor colocar um empreendimento em andamento, precisa ter alem de algumas características como a já citadas também necessita de ter ou adquirir alguns conhecimentos técnicos como por exemplo por tudo aquilo que ele deseja para seu negocio, em um plano de negócio, que nada mais é a explicação e demonstração exata do negócio em um projeto. Esse projeto descreve desde a missão, objetivos, tipo de negócio, qual ou quais produtos se pretende vender, para quem vai vender, onde ira vender, quais seus diferenciais e vantagens em relação à concorrência e muitos outros detalhes técnicos e que através deste plano o empreendedor terá uma clara idéia de como iniciar seu negócio. Não deixamos de esquecer as relações pessoais e de feedback com outras pessoas com mais experiências no setor a que se pretende empreender, para com isso trocar idéias e verificar se o negócio que se queira colocar adiante é na realidade promissor, pois não adianta ter uma idéia ou um projeto de um produto inovador se não o apresentamos as pessoas, estas que podem nos dar uma grande ajuda utilizando-se de suas influências com outras pessoas, que assim possa transformar nossa idéia ou projeto em realidade. De vez em quando na mídia aparece algum empresário ou outra pessoa que teve sucesso em algum empreendimento, as pessoas dizem que ele teve sorte, mas na realidade ele não teve sorte, e sim ele soube utilizar as ferramentas e os atributos que citamos de maneira certa no seu negócio, talvez quantas vezes ele deve ter errado ou fracassado para chegar a ter sucesso. No final do capítulo nós temos uma boa idéia de como é difícil para um empreendedor ter sucesso, pois muitas pessoas irão achar que você é um sonhador e que o negocio que pretende montar não vai dar certo e muitas outras coisas mais que ira escutar. O sucesso chega para aquele que soube acreditar que seu sonho poderia se tornar realidade. Não há empreendedorismo ou empreendedor se este não for capaz de estabelecer metas e objetivos para sua idéia, utilizar todas as técnicas de empreendedorismo, influenciar as pessoas que sua idéia é boa, ter um bom e muitos relacionamentos pessoais ter muita vontade de trabalhar e acreditar nos seus sonhos. Se ele não for capaz disso, então será mais um na multidão. Capítulo 3- O EMPREENDEDOR BUSCA AJUDA 3.1 O mentor e os sistemas de suporte O capítulo começa com o encontro de Luísa com o professor Pedro. Ela chega na casa dele e a televisão de seu escritório estava ligada, passando uma fita. O professor começa lhe contar que a fita se tratava do júri de seus alunos, e lhe explica que o mesmo era a apresentação que os alunos fazem ao final do curso de administração, do Plano de Negócios das empresas que criaram, e resalta a importância deste júri para todos saberem as empresas que estão surgindo e quais precisam da ajuda dos sistemas de suporte e de toda sociedade. O capítulo mostra a importância das MPME (micro, pequenas e médias empresas) na economia mundial, contribuindo significativamente para a geração de empregos para o PIB dos países, para a exportação e para a geração de tecnologia, em alguns países, sua participação no PIB atinge cerca de 50%,com fortes tendências de crescimento. E informa ainda, os sistemas essenciais para o nascimento e sobrevivência das mesmas no sistema econômico. O professor Paulo fala na necessidade de apoio às empresas emergentes que é dado pelos Sistemas de suporte que são constituídos por todas as forças sociopolíticas e econômicas, atuando quer sob a forma de ação concreta, quer sob a forma de construção de arcabouço legal e ambientes propícios para que o empreendedor e a pequena empresa encontrem o tratamento e as condições necessárias a seu florescimento e consolidação. Essa é, efetivamente, uma das questões fundamentais na área de empreendedorismo. No ambiente hostil do mundo empresarial como o brasileiro, onde a taxa de mortalidade de empresas nascentes é elevadíssima, as tarefas de estimular a criação e apoiar a consolidação de empresas não constituem atribuição isolada de um setor, mas de toda a sociedade. Já o governo deve cuidar das políticas públicas, criando um sistema legal e tributário favorável às pequenas empresas, estabelecendo um sistema de juros e empréstimos mais baixos para financiar investimentos e capital de giro, estimulando o surgimento do capital de risco no Brasil, enfim, criar no Brasil uma cultura de empreendedorismo, mesmo porque fechar uma empresa tem alto custo social. No Brasil, por vários motivos, existem ainda grandes obstáculos à atividade empreendedora nascente, no ranking de causas das dificuldades e razões para o fechamento das empresas, encontramos na seqüência: -falta de capital de giro –falta de clientes – problemas financeiros –maus pagadores – falta de crédito bancário –recessão econômica- outras razões –ponto/local inadequado-falta de conhecimentos gerenciais -fiscalização- falta de mão-de-obra qualificada -instalações inadequadas e por fim carga tributária elevada. Apesar da grande participação percentual no número de empresas, as MPME são responsáveis por apenas 5% das exportações aqui no Brasil. O empreendedor precisa saber separar os assuntos entre si, também separa-los da vida pessoal, e assim trata-los com a profundidade requerida. O professor Pedro, ao longo do dialogo com Luísa, a questiona de fatores que julga importantes como, se ela já tinha respondido um questionário “ Teste sua idéia de empresa” e a respeito de um mentor para seu empreendimento, que atuará como consultor, e diz que o convite a um mentor pode ser visto como a primeira venda de idéias do futuro empreendedor. Luísa responde que já tem em vista quem pretende convidar para ser seu mentor, e dali segue até a fabrica de biscoitos para encontrá-lo. Ele era o dono e presidente da Biscoitos Santa Luzia, André Ferreira Oliveira. Seu André não só aceita ser seu mentor como lhe dá varias idéias e desde então, lhe ajuda muito. Ele fala da importância de otimizar seu tempo, e também do cuidado necessário na contratação de um sócio ou colaborador, ele diz que é de suma importância você procurar obter o maior número de informações sobre o interlocutor, de modo a criar um clima favorável. Enfim, depois de muitas horas trocando idéias com seu André, Luísa sai de sua sala preparada para organizar seu tempo e executar seu Plano de Negócios e analisar se seria viável concretizar o sonho de abrir a Goiabadas Maria Amália. REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA DOLABELA, Fernando - O segredo de Luisa - Editora de cultura:2005

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