Jerome Powell, altas de juros do FED e o mercado brasileiro (Parte 1)

Trump surpreendeu com uma escolha sóbria para o próximo presidente do FED. E digerir dados mais fracos da economia norte americana após lidar com desastres naturais, o FED deve tomar uma decisão importante sobre suas taxas de juros, veja porque os investidores devem ficar atentos...

Recentemente o presidente americano Donald Trump nomeou Jerome Powell como novo Chair do Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos). Como sabemos é consenso do mercado que os Estados Unidos são considerados um “porto seguro” e por esse motivo muitos investidores abrem mão de rentabilidade para investir lá. Pensando nisso, qualquer incremento na taxa de juros pode fazer a diferença para que mais investidores optem por investir nos títulos americanos.

Powell é considerado pelo mercado como sendo bem alinhado a atual Chair, Yellen que tende a manter as taxas de juros da economia americana em níveis mais baixos, chamados “Dovish”. Porém o ritmo de crescimento da economia e dados de inflação do país mostram que um novo aumento deve ocorrer em breve.

Atualmente o FED estabelece a taxa entre 1% a 1,25% e a próxima decisão sobre o aumento pode sair em dezembro deste ano.

Mas quais seriam os impactos de uma decisão dessas para a economia brasileira? Em busca da segurança nos investimentos, os investidores iriam sair de países com a economia mais fragilizada (como o Brasil) criando um fluxo negativo de capitais. Portanto, como consequência, a bolsa deve cair mais (50% do movimento da Bovespa é do exterior). Já o dólar, com o enfraquecimento do Real, tenderia a subir, ainda que razoavelmente precificado pelo mercado, tendo em vista a previsibilidade desse aumento. Enquanto o Brasil não mostra sinais de retomada mais claros, ele deve sentir um pouco mais as consequências desse aumento.

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