Não temos que reinventar a roda

Um breve panorama sobre a crise brasileira e a expansão mundial ( artigo de 2015).

   O Brasil chega ao segundo semestre de 2015 com inflação e juros em alta, desemprego crescente, escândalos diários de corrupção e previsão de encerrar o ano com a maior retração econômica desde a “Era Collor”.

   Num mundo cada vez mais globalizado, uma crise no oriente, pode afetar países no ocidente e vice-versa, causando o chamado “efeito em cascata”. Entretanto, diferente do que afirma o governo brasileiro, não há crise mundial, e o Fundo Monetário Internacional (FMI) aposta numa expansão de 3,3% do PIB global em 2015. Os Estados Unidos terão um crescimento de mais de 3% em sua economia. Na Europa, antes estagnada, a previsão é de 1,5% de aumento. Índia (7,5%) e China (6,8%), além da recuperação japonesa (0,8%) impulsionam a Ásia (5,6%). Para África, projeta-se uma expansão de quase 5%. Na América Latina e Caribe, Brasil (-1%), Argentina (-0,3%) e Venezuela (-7%), contrariam o resto do mundo, “puxando” o resultado da região para baixo e mesmo assim o bloco deve ter uma expansão de 0,9%.

   Os números mostram o que comprovamos a cada dia: o mundo inteiro cresce e a crise é só nossa, causada principalmente pela má administração governamental, irresponsabilidades, além das políticas ultrapassadas e visão de curto prazo de um Estado inchado, corrupto e ineficiente. A crise era previsível, infelizmente.

   Possuímos um país enorme, rico em recursos naturais, com um grande mercado interno, uma agricultura pujante e um parque industrial diversificado. Falta-nos, porém, ética e transparência; investimento na qualidade do ensino e em pesquisa e tecnologia; uma carga tributária justa e simplificada; uma logística eficiente; um ambiente propício ao empreendedorismo e atrativo ao capital externo; uma saúde decente e leis que funcionem. Somente assim, o Brasil poderá dar um salto de desenvolvimento, quem sabe similar ao de países como Coréia do Sul, Alemanha e Japão do pós-guerra, que num prazo inferior a trinta anos, mudaram por completo suas realidades econômicas e sociais. Não temos que “reinventar a roda”, a “fórmula” está à disposição; já foi testada por vários países, e os resultados o mundo inteiro ainda insiste em chamar de MILAGRES.

 

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