O que faria com 100 mil reais?

A concentração de capital por uma mínima parcela da sociedade é um fato preocupante e injusto. Mas será que adiantaria distribuir dinheiro de forma igual ou justa a todos, se a grande maioria não sabe o que fazer com o montante?

Se você recebesse hoje R$ 100.000,00 o que você faria com esse dinheiro?

  • Quitaria dívidas?
  • Compraria um bom carro?
  • Um terreno?
  • Deixava na poupança?
  • CDB?
  • Investira no próprio negócio?

De fato, poucos vão tomar uma decisão que faça esse dinheiro render da melhor maneira.

Por que?

Simples. Somos programados a concluir que o mundo é injusto. Que somos vítimas de desigualdade. Que não há distribuição de renda justa. A crença limitante do “se sou pobre, a culpa é somente dos outros”. É sobre esse assunto que vou abordar, mas no final tem uma dica para quem quiser saber o que fazer com o dinheiro.

Vamos imaginar que você fosse ressarcido por sofrer essa injustiça da má distribuição de renda. Recebesse R$ 100.000,00. O que você faria com esse dinheiro? Independente da sua resposta, um fator é unânime: você escolheu uma opção pelo que aprendeu na prática ou apenas na faculdade. Seja quitar dívidas, seja comprar um terreno, seja investir. O grande detalhe é que não podemos considerar sequer um senso comum do que você faria com o montante da mesma forma que temos opinião formada pela injustiça monetária.

E pode ser pior. A exemplo, sempre que pergunto a minha querida mãe se ela gostaria de ganhar na Mega-Sena, ela sempre responde: “não filho, é muito dinheiro”. O que há de preocupante nisso? A origem humilde de minha mãe, que por sinal não a impediu de alcançar conquistas e nos proporcionar uma vida digna, a “programou” para ter medo do dinheiro. Nem mesmo ter passado pelo supletivo para concluir o ensino médio contribuiu para amenizar essa situação. Ela não sabe o que fazer com dinheiro em alta quantidade. Quantas pessoas estão na mesma situação?

Obviamente a concentração de capital por uma mínima parcela da sociedade é um fato preocupante e injusto. Mas será que adiantaria distribuir dinheiro de forma igual ou justa a todos, se a grande maioria não sabe o que fazer com o montante?

No final, os então ricos sem mais riqueza iriam reerguer seu império por conta do que sabem em relação ao manuseio do capital. Compreendem como funciona o mercado, o que fazer e em que momento podem destinar o dinheiro para os lugares certos.

O povo não precisa de justiça no bolso. Precisa de justiça na cabeça. Precisa saber como conseguir e administrar capital. Afinal, uma distribuição de renda justa é utópica.
Isso faz com que, ao invés de reclamar sobre desigualdade financeira, prefiro clamar por exemplo, que todos aprendam sobre empreendedorismo e finanças pessoais ao invés de história e geografia no ensino médio. A não ser que você seja um docente de história e geografia, saber nomes de pessoas e eventos passados ou a diferença entre cerrado e caatinga não o ajudará a mudar sua situação financeira.

Tem um vídeo muito interessante de um rapaz que mostra em 1 minuto como empreender de uma forma bem humilde, começando do zero. Deixe aberto em outra aba enquanto termina de ler: https://goo.gl/HzEtkB.

Porém, no cenário atual, os cidadãos terão muitas dificuldades para mudar sua sorte. Eis que se apresenta muito importante a participação dos chamados “representantes do povo”. Afinal, um governo que quer propor “ordem e progresso” ao povo, não implica somente assistencialismo, mas, sim, ensina a empreender e a administrar. Não interfere e controla a todo custo seus bônus e ônus, mas propõe um cenário de liberdade ao indivíduo para que cada um possa criar suas próprias oportunidades através da educação.

“Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida” - RITCHIE, Anne Isabella Thackeray.

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