O que faz uma ação se valorizar na bolsa?

De forma geral, o que determina o preço de uma ação é em sua grande maioria a lei de oferta e procura por esta determinada ação. Se uma empresa tem boas perspectivas de crescimento a longo prazo, cada vez mais pessoas irão querer apostar nos papeis desta empresa com isso, dado que suas ações negociadas no mercado são limitadas, haverá uma corrida no mercado pelos seus papeis o que gerará um aumento no preço destes. (vide as blue ships Vale e Petrobrás).

O mesmo ocorre quando acontece o contrário, ou seja, se as espectativas são negativas, os detentores de suas ações irão querer se desfazer delas o mais rapido possível, mesmo que para isso tenham que vender a um custo menor do que compraram (vide as ações da Varig durante o ano de 2006).

O preço das ações também podem ser impactadas por um incremento no valor de mercado de uma empresa, por exemplo, as ações da Petrobrás subiram quese 20% numa semana após o anúncio da descoberta da jazida de Tupi. Embora não se saiba o valor monetário das reservas supra citadas, nem o real tamanho da jazida e muito menos o inicio de sua exploração comercial, sabe-se que tal jazida pode incorporar o "patrimonio" da Petrobrás e levá-la a ser uma das maiores petrolíferas do mundo.

Outro ponto que gera intensa oscilação no preço de uma ação e a especulação. Não há o que pensar muito, a bolsa é um reflexo das expectativas de um determinado grupo de agentes econômicos. O que explica essa enorme volatilidade no mercado atualmente é a crise que se iniciou nos EUA e vem causando intensa turbulência em todo mundo pelo risco de recessão na economia americana.

Este é um fenômeno (a especulação), relativamente muito comum neste mercado em tempo de crise, ou seja, tais agentes sabem que o mercado está oscilando com mais intensidade e se aproveitam disso para comprar e vender de forma mais intensa e num espaço menor de tempo, com isso é fácil esperar uma forte queda logo depois de uma forte alta ou vice-versa. Este processo de realização de lucro, ou seja, zerar suas posições (vender) para obter ganhos, pode acontecer em apenas algumas horas após a compra de seus ativos. Este mecanismo acaba por potencializar ainda mais as altas e baixas no mercado. Mas a princípio não há nada de anormal nisso, apenas um redirecionamento de foco.

No longo prazo, as coisas tendem a permanecer sempre com viés de alta, ou seja, apesarr das quedas bruscas no curto prazo, é possível sim vislumbrar ganhos no longo prazo. Mas para quem sabe dos mecanismos do mercado, sabe interpretar as informações e se antecipar às crises consegue obter maiores ganhos no curto prazo, justamente aproveitando a crise.

Existe por fim a questão da liquidez que, embora não seja um determinante direto na precificação de uma ação, pode levar a uma maior ou menor demanda por determinado papel. Por exemplo, ações da Vale tem liquidez quase que instantanea (ou seja, pode se transformar em dinheiro muito rápido), logo suas oscilações ao longo de um período não tendem a ser excessivas. Já determinadas ações tem liquidez muito baixa, podem demorar semanas para que uma ordem de venda se concretize, neste contexto, uma ação com baixa liquidez que se valorize 90% num dia, pode não conseguir esta rentabilidade ao ser vendida, isso ocorre porque para que seu papel seja negociado o agente pode abrir mão de uma rentabilidade de 90% e aceitar vendê-la a 20%, por exemplo. Ações de empresas com problemas financeiros também costumam ter liquidez zero, como por exemplo, as ações da Varig em 2006, onde o futuro da referida empresa era incerto (ninguém compra ações de uma empresa a beira da falência).
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