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E se até hoje fomos o Brasil que esperava para que o governo fizesse algo, esperando “o seu ministro lhe ajudar” como diriam os versos da música Faroeste Caboclo do Legião Urbana, é hora de agirmos com atitude frente à crise. Voltarmos às compras, colocarmos os projetos e sonhos em pauta novamente, e avançarmos sobre a crise.

Mesmo que em todo o começo de ano nossas esperanças de alguma maneira também sejam renovadas, é sempre importante lembrarmos as lições que o ano anterior nos ensinou para que seja possível construirmos um futuro melhor para todos, tirando de vez o país da crise que o assolou.

Um dos fatores da crise sem sombra de dúvidas teve seu efeito imediato no varejo, gerando uma verdadeira bola de neve de resultados ruins. O alto desemprego, somado à uma enxurrada de notícias e indicadores negativos levou a população à um nível de insegurança como nunca antes visto.

Se podemos simplificar de alguma forma o que aconteceu, o que vivemos foi uma crise de insegurança de consumo das famílias.

Quem havia perdido o emprego, precisava se segurar em suas economias, se as tivesse, já temendo um longo tempo fora do mercado; e de outra maneira, quem permaneceu empregado, principalmente no início do ano, temeu como nunca perder o emprego, e por isso, evitou fazer qualquer tipo de dívida ou gasto que parecesse desnecessário.

Tudo o que podia foi sacrificado de alguma maneira. Tudo o que poderia ser adiado, assim o foi.

Foi uma crise sentida por todos, e não somente “os grandes players de mercado”. Com a alta do desemprego e com todos de alguma forma pisando no freio, todos sentiram.

A tia do mercadinho viu suas vendas caírem, e teve que demitir a funcionária do caixa. Assim como também comprou menos do verdureiro, já que era melhor comprar menos, que acabou tendo que demitir o seu ajudante. Os mercadinhos do bairro tiveram queda em vendas, e por consequência, compraram muito menos, o que obrigou a pequena fábrica a mandar gente embora e fechar as portas pela pouca demanda na produção.

Com o número de reformas e construções caindo, afinal não era um bom momento para se pensar em imóveis, tanto o depósito do bairro, quanto o pedreiro tiveram seus rendimentos reduzidos, e passaram até a comprar menos no mercadinho da tia do parágrafo anterior...

O vendedor da loja de roupas que pensava em reformar a casa no final do ano, contratando o pedreiro e comprando material no depósito do outro parágrafo, com as vendas baixas, não somente não conseguiu uma boa comissão, como acabou sendo demitido pelas baixas vendas.

Nessa história cíclica e ininterrupta, a bola de neve não somente que se formou, mas que se forma até hoje é gigantesca, envolvendo tudo e a todos, não importa o mercado ou classe social.

Para que se haja a esperada retomada, é necessário antes de mais nada, retomarmos o otimismo.

(Ok, tá difícil, e o pessoal lá de Brasília não tá ajudando muito, mas é necessário!)

E para retomarmos o otimismo e botarmos o país nos trilhos novamente, só há um remédio: comprar.

Sei que parece demagogia barata, mas não adianta pensarmos em retomarmos a economia, se não avançarmos na produção de consumo das famílias.

E consumo é sim, dinheiro em praça circulando. E dinheiro em praça circulando é tal qual o sangue das artérias para o movimento da economia. Movimentando a lojinha, movimenta a indústria, movimenta a contratação, emprega mais gente, movimenta toda a cadeia.

Fred Alecrim, meu grande amigo, e autor do livro “Movimentação”, já dizia tal como um mantra: Movimento gera movimento.

E se até hoje fomos o Brasil que esperava para que o governo fizesse algo, esperando “o seu ministro lhe ajudar” como diriam os versos da música Faroeste Caboclo do Legião Urbana, é hora de agirmos com atitude frente à crise. Voltarmos às compras, colocarmos os projetos e sonhos em pauta novamente, e avançarmos sobre a crise.

É óbvio que incentivos como uma queda nos juros e nos impostos de alguns itens podem vir a ajudar a retomada, mas a ação também tem que partir de nós.

Fica a frase:

“Há os que se queixam do vento. Os que esperam que ele mude. E os que procuram ajustar as velas.” (William G. Ward)

Quer um 2017 melhor? Compre!

Um grande abraço e um ótimo 2017!
Caio  Camargo

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