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RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL.

Carlos eduardo,
RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL.
 

Carlos Eduardo da Costa 
costace@terra.com.br


RESUMO 

Esse trabalho tem como objetivo realizar um estudo sobre práticas sociais nas empresas. Demonstrar como o gerente de produção tem papel fundamental nas praticas de Responsabilidade Social, pois é um dos principais lideres da empresa. O que a sociedade espera do gerente. Relaciona dois exemplos de práticas em grandes empresas. Palavra-chave: Responsabilidade; Compromisso; Meio Ambiente. 


1 INTRODUÇÃO
 
A Responsabilidade Social Empresarial é uma tendência mundial, iniciada no século passado. Ela parte da idéia das empresas pensarem em criar e produzir produtos que agridam menos a natureza e tornem a vida da comunidade melhor. Essas ações devem ser implementadas nas empresas pelos gerentes de todos os departamentos e principalmente o gerente de produção. O qual está muito mais relacionado com o ambiente de produção e matérias primas utilizadas no produto. Hoje em dia a sociedade como um todo está cobrando cada vez mais da empresas e seus funcionários para fabriquem produtos dentro de padrões ambientais. Os melhores exemplos vêm de grande empresa que utilizam a Responsabilidade Social, também como forma de promover seus produtos. 


2 O QUE É RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL
 
O comprometimento e o compromisso de uma empresa com a sociedade, a partir de suas ações com indivíduos e sociedade, é a definição de Responsabilidade Social para Cedeplar (2007). Como também a prestação de contas para essa mesma sociedade. Já para Wikipédia (2007), Responsabilidade Social está relacionada à execução de ações de cunho social, continuamente através de adoção de praticas responsáveis na empresa, envolvendo fornecedores, clientes, funcionários, promovendo uma melhoria contínua na qualidade de vida da sociedade. Cedeplar (2007), ainda defende duas correntes de conceitos diferentes. Uma coloca a Responsabilidade Social Empresarial como uma forma de administração responsável, onde a meta é a obtenção de lucros máximos para os investidores. Para Milton Friedman (citado por Cedeplar, 2007), a missão da empresa é meramente econômica. A administração não faz algo que não seja aumentar o lucro da empresa. Dessa forma o beneficio gerado pela empresa para a sociedade, seria o pagamento de impostos em dia e a geração de novos e melhores empregos. A outra corrente destaca que a empresa deve evoluir e interagir com o bem estar social. Para Cedeplar (2007), a empresa deve inserir-se nas ações da comunidade, investir no bem estar de seus funcionários, ter relações transparentes com cliente e fornecedores e cumprir suas obrigações legais com o governo e seus acionistas. A empresa impõe para a sociedade custos referentes à sua atividade, como poluição, dessa forma deve tentar minimizar os problemas provocados por ela para a sociedade. A empresa socialmente responsável deve ter os conceitos de ética e transparência com os princípios de sua conduta. 


3 O GERENTE SOCIALMENTE RESPONSÁVEL
 
O gerente de produção deve estar plenamente consciente de suas ações pessoais e profissionais, é o que destaca Uniethos (2007). A sua formação não deve ser meramente técnica, é necessários habilidades conceituais e humanas. A sociedade e a empresa esperam do gerente características como: consciência de que ações pessoais afetam a vida das pessoas e do meio que as cercam; desenvolvimento e aprimoramento de valores morais; conhecimento de leis trabalhistas e ambientais e de normas reguladoras; e principalmente envolvimento em sua comunidade. Uniethos (2007), ainda conclui que a partir do instante que o gerente de produção esteja ciente de sua responsabilidade, as suas ações tornam se pró-ativas dentro da organização, principalmente quando alcança cargos de decisões. Sendo que a própria empresa absorve as habilidades de seus gestores. Nesse sentido a Responsabilidade Social, é vista como uma forma de mudança da gestão, possibilitando uma reação construtiva e pró-ativa na cultura da empresa e também na formação dos gerentes. Essa mudança de pensamento nasce a partir da reflexão sobre ética em si, como certo ou errado do que era praticado na empresa. Muitas vezes tirando pessoas de seus lugares cômodos de centro do mundo, pra fazerem parte do próprio mundo em si, e lhes atribuindo responsabilidades de preservarem a vida seja dentro ou fora da organização. 


3.1 O QUE A SOCIEDADE ESPERA DO GERENTE SOCIALMENTE RESPONSÁVEL 

Uniethos (2007) relaciona as expectativas da sociedade para o gerente responsável. São elas: Responsabilidade Técnica, o profissional deve ser capaz de absorver e desenvolver novas tecnologias, e ter uma atuação crítica e criativa na resolução de problemas, considerando os aspectos políticos, sociais, ambientais e culturais; Responsabilidade Legal, as atividades do gerente devem produzir serviços e produtos que tenha padrões de qualidade e segurança e obedeçam as leis trabalhistas e ambientais; Responsabilidade Ética, as tomadas de decisões desse profissional, dever ser resultado da análise e reflexão ética, evitando prejudicar o outro interno e externo a organização; Responsabilidade Social, o gerente deve usar seu cargo de decisão para contribuir com recursos e projetos para a comunidade, visando à melhoria da qualidade de vida da comunidade. 


4 ECOEFICIÊNCIA - AMBEV 

Para Cedbes (2007), ecoeficiência é o fornecimento de bens e serviços que satisfaçam a necessidade humana, ao mesmo tempo em que reduz o impacto ambiental e o consumo de recursos ao longo do ciclo de vida. Ou seja, produzir com mais eficiência, a fim de reduzir custos econômicos e impactos ambientais. Em reportagem no site Portal Exame (2007), destaca o controle de custos da Ambev, que se transformou em exemplo de adoção da ecoeficiência na produção. A empresa vem aprimorando suas técnicas com o objetivo de produzir mais, reduzindo o consumo de recursos naturais. Hoje, 97% dos resíduos sólidos são reciclados e vendidos como matéria prima para outras indústrias. Um exemplo é o bagaço de malte e o fermento proveniente da produção da cerveja, que é vendido para a indústria de ração animal. Até rótulos de garrafas são reciclados. O uso racional da água também vem sendo estudado pelos seus gerentes há muitos anos. Em 1997 eram utilizados em média 10 litros de água para a fabricação de 1 litro de cerveja, hoje esse consumo fica em torno de 4,21 litros. Com volume de água economizado ano passado, seria possível abastecer uma cidade de 250.000 habitantes por um mês, alem é claro de resultar em economia financeira para a empresa. 


5 ECODESIGN – PHILIPS
 
Para o Jornal do Meio Ambiente (2007), “o ecodesign tem como objetivo a concepção de produtos que sejam mais respeitosos com o meio ambiente.” O ecodesign procura estudar os impactos do produto no meio ambiente e social desde a sua elaboração e também se preocupa com a sua utilização e com os resíduos provocados por ele. O site Portal Exame (2007) nos dá como exemplo a prática de ecodesign adotada por uma das maiores fabricantes de eletroeletrônicos do mundo, a holandesa Philips. A ordem na empresa é que nenhum produto seja idealizado, produzido ou comercializado sem levar em conta os danos causados ao meio ambiente. Na filial brasileira de Mauá (SP), os funcionários desenvolveram uma lâmpada florescente que contem três vezes menos mercúrio (altamente poluente), e que consome 20% menos energia, inclusive todo o chumbo que reveste esse tipo de lâmpada foi eliminado. Hoje a Philips possui 39 produtos com o status de green flagship, tido como mais econômicos e menos prejudiciais do planeta e a lâmpada criada em São Paulo está preste a receber esse titulo. 


6 CONCLUSÃO 

Podemos concluir que o papel do gerente de produção no aspecto de Responsabilidade Social e Preservação do Meio Ambiente vai muito alem de teorias e práticas, elaboradas por estudiosos. O gerente tem que atuar constantemente para que sua empresa se adapte as novas normas de responsabilidade ou que continue no caminho já traçado anteriormente. O gerente tem que pensar pra frente, imaginar o futuro. Esse futuro depende de ações que praticando hoje. E essas ações podem servir para o bem como também para o mal de nossa comunidade global. E principalmente nossas ações boas são seguidas e copiadas para outras empresas gerando assim um processo de concorrência positiva no campo da Responsabilidade social. 


7 REFERÊNCIAS 

CEBDS. Ecoeficiência. Disponível em: . Acesso em: 10 jul. 2007. CEDEPLAR. Responsabilidade social nos negócios: um estudo das praticas social de empresas do município de São João Del-Rei. Disponível em: < http://www.cedeplar.ufmg.br/seminarios/seminario_diamantina/2006/D06A101.pdf>. Acesso em: 05 jul. 2007.
 

JORNAL DO MEIO AMBIENTE. Ecodesign. Disponível em: . Acesso em: 09 jul. 2007. PORTAL EXAME. A Philips adota o ecodesign. Disponível em: . Acesso em: 10 jul. 2007.
 
PORTAL EXAME. Produzir mais com menos. Disponível em: . Acesso em: 05 jul. 2007. UNIETHOS. A Responsabilidade social na formação de engenheiros. Disponível em: < http://www.uniethos.org.br/_Uniethos/Documents/A%20Responsabilidade%20Social%20na%20Forma%C3%A7%C3%A3o%20de%20Engenheiros.pdf>. Acesso em: 05 jul. 2007. 

WIKIPÉDIA. Responsabilidade Social. Disponível em: . Acesso em: 05 jul. 2007.
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