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2018, o ano das startups brasileiras - Uma retrospectiva.

O ano de 2018 foi um ano promissor para muitas startups brasileiras, apesar da crise econômica e financeira que o país enfrenta foi possível um crescimento do ecossistema empreendedor. O artigo traz uma retrospectiva através de um resumo do que aconteceu com as startups que tronaram-se unicórnio em 2018.

2018 foi um ano bem difícil para economia brasileira, economistas chegaram a apontar o ano como a pior retomada da história, até então uma das recuperações mais críticas do país havia sido em 1998, porém em 2018 o PIB subiu metade do visto na recuperação de 98.

A economia nunca havia demorado tanto para reagir, mas em contrapartida foi o ano que o Brasil teve seus primeiros unicórnios (tem artigo falando sobre isso aqui), será a crise uma barreira ou uma oportunidade? Vai muito do seu ponto de vista, as dificuldades existem, mas é necessário transforma-las em chances para o crescimento.

Logo no início do ano tivemos nossa primeira notícia maravilhosa do mundo business, a startup 99 táxi tornou-se oficialmente um unicórnio após a chinesa Didi Chuxing, concorrente da Uber na China, assumiu o controle da 99, avaliando a startup brasileira em US$ 1 bilhão. A startup brasileira nasceu em 2012, fundada por Ariel Lambrecht, Renato Freitas e Paulo Vera para ser um aplicativo de táxi. Com o advento da Uber, a companhia lançou o seu serviço Pop para concorrer com a americana, a proposta era oferecer um serviço similar ao Uber, mas, com um preço menor e outras vantagens para os motoristas. A economia compartilhada foi um dos pilares e saída para os usuários na chamada crise.


A Pagseguro foi a nossa segunda unicórnio brasileira, a empresa brasileira do grupo de internet UOL disputava com players consolidadas no mercado mas, se destacou quando as pequenas empresas começaram a aderir seus serviços, a funcionalidade, praticidade e preço acessível em seus produtos e serviços fez com que a startup ganhasse notoriedade a adesão. A estratégia do PagSeguro foi criar um modelo de negócio, a partir de 2013, que se diferenciou de seus principais concorrentes, em vez de cobrar um aluguel mensal da máquina de transações, passou a vender sua própria solução, batizada de “moderninha”, por um preço acessível. Em um ano com economia difícil os pequenos negócios foram se reinventando e os consumidores finais buscando cada vez mais facilidade de pagamentos em suas aquisições.


Nubank foi o terceiro unicórnio do Brasil, ainda no primeiro trimestre de 2018, segundo o fundador da empresa David Vélez a empresa chegou ao valor de US$ 1 bilhão antes da rodada de investimentos. A empresa que ficou conhecida como cartão roxo e chegou a ser cobiçada por muitos usuários trouxe um modelo de negócios inovador e que repentinamente ganhou adesão, um banco digital acessível com um cartão de crédito sem anuidade e um banco até então sem agência. É uma fintech que revolucionou o mercado e em meio a crise se destacou mais uma vez pensando na experiencia do usuário.


Em silêncio a cearense Arco Educação fundada em 2014 pela família Sá, tornou-se a 4° unicórnio brasileira, a startup nasceu com a missão de "transformar a forma como os estudantes aprendem, promovendo e escalando a educação de excelência". Segundo a startup em seu facebook, mais de 405 mil alunos e 1.140 escolas privadas de todo o território nacional são atendidas pela Arco Educação, que utiliza tecnologia como "ferramenta para potencializar tanto a gestão, quanto o processo pedagógico das escolas" com unidades de negócio independentes compondo sua estrutura, ofertando plataformas digitais de aprendizado aos seus parceiros.


Brex é a 5° criada pelos brasileiros Henrique Dubugras e Pedro Franceschi ambos de 22 anos, a startup com menos de 2 anos conseguiu a façanha. Sua atuação é com cartão de crédito de pessoa jurídica e só atende startups dos Estados Unidos. O diferencial, segundo os fundadores, é a agilidade: a empresa promete uma versão digital do cartão em até cinco minutos após o cadastro, e uma versão física em até cinco dias.


  • Antes de falarmos do próximo unicórnio vou citar a Movile, o seu nome pode não ser tão comum como Ifood e Sympla, mas essa é a empresa "por trás" dessas e outras startups e ela também pode ser considerada unicórnio.

Ifood deve ser uma das startups brasileiras mais conhecida, voltada para entrega de alimentos recebeu uma rodada de investimentos que permitirá expandir sua atuação no Brasil e no exterior. A startup disse que desde o ano passado é mais um unicórnio brasileiro, mas as notícias só saíram no final do ano.

Stone é a 7° unicórnio brasileira, concorrente da Pagseguro fundada em 2013 por Eduardo Pontes e André Street, tem um modelo de negócio customizado, acreditando na experiencia do usuário e resolução de seus problemas. A Stone é uma adquirente de meios de pagamento, autorizada pela Visa e Mastercard a credenciar lojistas, processar e autorizar transações de cartão de crédito com essas bandeiras e outras. A companhia nasceu com o propósito de fazer diferente trazendo as melhores tecnologias e inovações do mercado. A Stone evolui a cada dia e, apesar de nova, possui uma tecnologia própria, robusta, capaz de suportar 10.000 transações por segundo. Há quem diga que ela já não é mais startup (mas, isso é outro assunto).

E para fechar 2018 com um time de unicórnios a startup que atua no mercado imobiliário conectando donos de imóveis a possíveis moradores o Quinto Andar possui como um de seus diferenciais o fato de dispensar fiador e seguro-fiança. Ela recebeu aporte de 250 milhões de reais em uma terceira rodada de investimento liderada pela companhia norte-americana de investimento General Atlantic. De acordo com o Brazil Journal, o negócio já estaria avaliado em 1,1 bilhão de reais.

De fato 2018 foi o ano das startups brasileiras e diversos fatores contribuíram para tal feito, desde fatores externos como internos. A própria crise colaborou para esse crescimento trazendo a possibilidade de enxergar oportunidades antes não vistas e potencializando modelos de negócios reais, fortaleceu a economia colaborativa dando inclusive possibilidade de ganho de renda para aqueles que perderam seus empregos, outro fator que entrou em evidência foram as fintechs que possui um ecossistema que colabora para seu crescimento, bancos totalmente online sem a necessidade do usuário enfrentar filas ou deslocamento para resolver suas questões financeiras, possibilidades de facilidade para gestão financeira pessoal e movimentação, customização dos serviços dentre outros aspectos impulsionaram os modelos de negócios que inclusive unindo-os com as SaaS (Software como Serviço) tornaram-se desejados, os negócios com SaaS cresceram exponencialmente pela experiencia positiva que oferece para seus usuários permitindo uma maior produtividade, ganho de tempo além de diversos outros benefícios.

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