9 erros fatais que destroem qualquer sonho empreendedor

Aprenda a proteger seus sonhos de alguns fantasmas que rondam as casas daqueles que perderam a autoconfiança e a fé nas próprias qualificações

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Empreender é ter a oportunidade de gerar produtos e serviços criados com as próprias forças, ou seja, é poder dar um traço pessoal no grande rascunho universal dos negócios.

Infelizmente, a maioria dos profissionais se lançam no mercado com uma postura muito conservadora, hesitante e estática. Com absoluta certeza, essas criaturas desconhecem a essência do empreendedorismo e tudo aquilo que ela é capaz de lhes proporcionar.

Simplificando, essa modalidade consiste em compreender as oportunidades, aprender como usá-las e entender como multiplica-las. Em outras palavras, é encontrar terrenos arrasados e trabalhar constantemente nos mesmos até eles se tornarem absolutamente rentáveis, autossuficientes e ascendentes.

Seguramente, o que mais atrapalha as pessoas na elaboração de um mapa inteligente e positivo é a fomentação de pensamentos torpes, ou melhor, é a macabra absorção de arquétipos negativos e ilusórios que destroem toda forma de criatividade e inovação contidos no poderosíssimo órgão humano: o cérebro.

Ao longo da minha carreira administrativa, pude perceber que vários bons administradores não alcançaram seus objetivos porque não subiram o primeiro degrau, que era tão somente crer nas qualidades pessoais que habitavam os seus proeminentes e elevados âmagos.

Por consequência, decidi montar os nove equívocos mais acentuados dessas mentes derrotistas, de forma que possamos pensar livremente sem carregar esses enfadonhos e fatigantes fardos. Confira:

1 – Acreditar piamente que nasceu apenas para obedecer: todo o ser humano do planeta possui qualidades fenomenais que precisam apenas serem descobertas e estimuladas. O grande problema é que a maioria da população desconhece essa importante conclusão, ficando a mercê de falácias, modismos, regras e padrões que foram erigidos por gente tola e tipicamente alienada.

A escola, o governo, a família, os amigos, a TV e a comunidade em geral sempre quiseram influenciar seus seguidores a se tornarem empregados submissos, frágeis e bem-comportados. Assim, esses seres obedientes foram preparados desde cedo para acreditarem que nasceram para o fracasso e que dentro deles existe tudo, menos a divina capacidade de empreender.

2 – Trocar o sonho de um negócio próprio pela estabilidade conquistada: muitas pessoas são covardes e passam a vida toda sem arriscar nada. Elas são conformadas e amam a aparente segurança que conquistaram, ficando para sempre instaladas - grudadas - no mesmo lugar. Usando palavras trocadas, elas criaram um mundo limitado para habitarem, onde é estritamente proibido pensar, inovar, questionar e duvidar (liberdade), mas tão somente executar, imitar, abnegar e aceitar (escravidão).

Desta forma, ao invés de usarem o intelecto estrondoso que herdaram dos deuses para construírem obras extraordinárias, elas se contentam em morar em uma simples casinha de papelão. E como meras coadjuvantes do reino da fantasia, são sempre tripudiadas, apequenadas, humilhadas e desprezadas por aqueles que detém o poder organizacional, isto é, a demoníaca capacidade de demiti-las, desestabilizá-las e arruiná-las.

3 – Pensar que a coragem é menor que o medo: o temor é o ingrediente mais destacado das mentes medianas. Ele consegue transformar um inigualável gênio em um pusilânime ser de reles lampejos.

Lamentavelmente, muitas entidades humanas têm perecido por colocarem o pavor na frente da ousadia, da valentia e da intrepidez. Com isso, elas bloqueiam involuntariamente suas maiores faculdades e prendem instintivamente suas maiores projeções.

Aprenda: o medo nada mais é do que um ladrão que existe para roubar aquilo que o homem têm de mais sublime e poderoso, a saber: a sua esperança.

4 – Se importar demais com os julgamentos alheios: em todos os aglomerados sociais do mundo existem os famosos juízes do apocalipse, que são aquelas pessoas que não fazem nada de valioso e ainda criticam as que tentam fazer. Em outras palavras, essas criaturas invejosas, egocêntricas, néscias e atrasadas vivem se preocupando mais com a vida dos outros do que com a própria vida, desestimulando implacavelmente aquelas que traçam um caminho criativo, sábio, inteligente e vastamente diferenciado.

Desgraçadamente, numerosos profissionais se deixam levar por esses príncipes da idiotice, deixando de apostarem em si mesmos para dar ouvidos a essa gente de caráter malicioso. Na realidade, esses tagarelas do inferno existem tão somente para espalharem o pessimismo, a autossabotagem e a falta de fé, fazendo com que todos de suas aldeias se tornem exatamente como eles, ou seja, vivos e lindos por fora, mas mortos e apodrecidos por dentro.

5 – Pensar que pegar atalhos é a melhor forma de encurtar as estradas: as pessoas subestimam o poder da reputação, da credibilidade, da integridade, da retidão, da justiça e da sinceridade. Ora, como uma pessoa irá comandar outras sem antes comandar a si mesma? Certamente, é utópico montar esse ambíguo quebra-cabeças.

Há alguns anos atrás, o sujeito que tinha poder era chamado de chefe e atuava como um general hitleriano na organização, obrigando todos a se sujeitarem a sua ditadura retrograda e medieval. Hoje, essa conduta de “anticristo” não funciona mais: é fundamentalmente necessário liderar pessoas, isto é, influenciá-las, estimulá-las, doutrina-las, recompensá-las e regenerá-las, de sorte que o mentor é um grande farol e existe para guiar o barco em direção a margem correta.

Destarte, o trunfo do empreendedor contemporâneo é ser leal, honrado e generoso, realizando suas ações sem usar as pessoas, isto é, sem manipulá-las como reles objetos -. Decerto, ele deve emergir para colocar os colaboradores em evidência, fazendo os mesmos serem as peças mais proeminentes e elevadas da organização.

6 – Ser tomado pelo espírito melancólico do orgulho: muitos profissionais se contentam em ser comuns e previsíveis. A razão para essa patetice embasbacada é a de que esses sujeitos de alma delicada temem demasiadamente confessar suas fraquezas, dificuldades e equívocos para os outros, temendo possíveis retaliações que venham possivelmente ridicularizá-los e diminuí-los. Em outros termos, eles preferem fingir que sabem (e nunca perguntarem), do que admitirem que não sabem e aprenderem algo novo por meio dessa atitude.

Oh raios, como uma pessoa de entendimento tão reduzido e sufocado pode querer galgar degraus mais avançados? Isso nunca poderá acontecer, dado que a humildade é a virtude das virtudes de qualquer empreendedor de sucesso, pois ela permite tal entidade ser uma casa em eterna construção, ou seja, em se metamorfosear em alguém que incorporou o espírito da sabedoria e vive duradouramente disposto a sofrer retoques, otimizações, ampliações e destaques (evolução plena).

7 – Se apaixonar pela serenidade das águas tranquilas: inúmeras pessoas não toleram nenhum tipo de dificuldade. Elas querem conforto, passividade e estabilidade. Por isso, não correm riscos, jamais se esforçam além do convencional e tampouco aproveitam as oportunidades que a vida lhes oferece. São seres apáticos, inertes, vaidosos e sem identidade pessoal, e em razão desses perniciosos defeitos, vivem nadando na lama pútrida da escuridão, adotando hábitos derrotistas e pensamentos colossalmente inibidores.

Para uma melhor compreensão desse estranho universo, elenquei algumas características muito peculiares a essas entristecidas pessoas (anote e nunca as repita por tudo quanto é mais sagrado nessa era):

  • Adoram acordar tarde;
  • Fazem cera em seus ofícios;
  • Bajulam gente poderosa;
  • Colocam a culpa nos outros e jamais assumem os próprios erros;
  • Vivem fazendo fofocas e criticando gente que nem ao menos conhecem, ou melhor, que só ouviram falar;
  • Se ofendem quando ouvem verdades e fatos irrefutáveis;
  • Se regozijam quando ouvem demagogias e heresias desbocadas;
  • Só realizam boas obras se existirem interesses camuflados (barganhas e permutas ocultas);
  • Não possuem propósito existencial e vivem sendo tomadas por forças manipuladoras e controladoras;
  • Falam muito e praticam pouco;
  • Fazem a casca (corpo) ser superior a essência (alma);
  • Não usam suas intuições e agem simplesmente por agir;
  • Não sabem ouvir críticas com sensatez, astúcia e alegria:
  • Discutem PESSOAS ao invés de IDEIAS;
  • Sofrem inúmeras flechadas do destino, contudo nunca herdam maturidade, paciência e consistência emocional;
  • São ingratas e dificilmente retribuem os muitos favores que recebem;
  • Odeiam as coisas novas e defendem com veemência que o planeta deveria estacionar algumas de suas tecnologias;
  • Não perdoam e vivem tomando o cálice da mágoa e do ressentimento;
  • Ostentam pensamentos horrorosos e racionalizações sem significado;
  • Adoram dramatizar e aumentar drasticamente o tamanho dos seus problemas;
  • Não sabem defender os argumentos que edificaram com palavras sólidas e contundentes, usando somente a fúria para confrontar um debatedor que possui convicções claras e rochosas;
  • Vendem seus princípios e valores por qualquer tostão colocado sorrateiramente na mesa;
  • Esperam milagrosamente que as coisas caiam do céu, não movendo uma palha para bolarem condutas assertivas e prósperas;
  • Desperdiçam oportunidades na mesma proporção em que trocam de roupas;
  • Não se especializam em nada, possuem pouquíssima experiência profissional, não são esforçados e demagogicamente querem que o mercado os valorize;
  • Morrem de medo de rejeição e por isso, antes de serem rejeitados criam uma margem de segurança que consiste em abandonar o barco antes da “suposta tempestade” chegar;
  • Não cumprem suas palavras e se alimentam da traquinagem, da picaretagem, da malandragem e da esperteza;
  • Em hipótese alguma, são eles mesmos diante de um grande público, pois possuem muitas dificuldades de defender seus pontos de vistas pessoais;
  • São completamente dominados por múltiplas personalidades, possuindo um caráter duplo onde mudam de ação de acordo com os ambiciosos interesses que possuem.

 

8 – Se comunicar de forma errada e negligente: pouquíssimos empreendedores possuem empatia, que é a capacidade singular de se colocar no lugar do outro em momentos adversos. Essa habilidade faz o mentor transmitir segurança, cordialidade e respeito à dignidade humana, realizando uma ação generosa para com o seu semelhante.

Além dessa dificuldade que muitos comandantes possuem, alguns deles também pecam na comunicação verbal e não verbal, emitindo e recebendo mensagens desconectadas e embaraçadas, o que compromete todo o núcleo da conversa. Usando letras heterogêneas, numerosos mentores se perdem no momento de trocarem informações com outros profissionais, desperdiçando o poder do diálogo pela forma errada em que construíram suas concatenações e reflexões.

Existe ainda uma atitude mais tenebrosa e inaceitável do que as expostas acima: a incapacidade de ouvir. Sim, muitos empreendedores são surdos e não escutam ninguém a não ser eles mesmos. Logicamente, isso afeta os relacionamentos e prejudica a confiança dos liderados no líder, provocando uma grande insegurança em todas as partes envolvidas no processo.

9 – Depositar toda a confiança no frenético potencial do dinheiro: as pessoas costumam vincular o sucesso de um negócio ao valor imperial do dinheiro, como se o segundo viesse antes do primeiro. Ora, a única forma de juntar dólares sem talento é se tornando um ladrão: para ludibriar os sistemas, burlar as leis e estabelecer o caos - como um excelso terrorista.

Quanta ignorância e obscurantismo desse povo materialista por excelência: o mais importante é aprender a gerar riquezas, de sorte que todas as outras coisas apareçam de forma natural e espontânea. Foi pensando exatamente assim que Henry Ford brilhantemente disse: “Se o dinheiro for a sua esperança de dependência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência.”

Uma formidável arma que poucos profissionais usam e que funciona como um maravilhoso arranque no cenário do empreendedorismo é a educação, visto que ela proporciona não só o conhecimento propriamente dito, mas ainda a chance mor do seu mentor demonstrar suas maiores grandezas e méritos. Lembre-se: um homem com cultura é um ser de alegorias raras e incomparáveis, pois de sua boca saem verdades transformadoramente universais. Diferente do incauto: que propaga tão somente sombras que levam as almas angustiadas diretamente para a eterna rocha da escuridão.

O pensador Aristóteles astutamente disse: “A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.”

Leve as letras do filósofo a sério e nunca hesite: ouse para conquistar variáveis insuperáveis e para concretizar objetivos inigualáveis. E nunca se esqueça: você é o único responsável pelo sucesso ou fracasso de suas construções, de sorte que ser excelente não é algo luxuoso ou supérfluo, mas completamente obrigatório para a sua inoxidável e irremediável felicidade.

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Tags: administração arquétipos comportamento criatividade dicas empreendedor empreendedorismo erros gestão liderança negócios relacionamento

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