Cooperativismo - Um modelo feito para unir pessoas

Cooperativismo, um modelo que deu certo

O empreendedorismo é a iniciativa de implementar novos negócios ou mudanças. É o ato de criar, gerenciar, assumir riscos, enxergar oportunidades e observar mecanismos e meios para a obtenção de lucros.

O empreendedor deve ser capaz de inovar, fazer com que algo já existente, seja reformulado, reinventado, de modo que se torne novo e diferenciado.

É cada vez mais comum ver pessoas se tornando empreendedoras, seja por oportunidade ou necessidade. E entre os diversos modelos de empreendedorismo, existe um que vem ganhando cada vez mais força, o cooperativismo.

O cooperativismo é um modelo empreendedor muito comum no interior do país, mas que vem ganhando cada vez mais espaço em todas as regiões. Tal modelo tem como propósito unir pessoas com o mesmo objetivo, construir algo em conjunto e que não seria possível se fosse feito sozinho. Essa união é voluntária e tem o objetivo de satisfazer o bem comum de uma determinada região ou grupo de pessoas. A ideia da cooperativa é a de igualdade entre os cooperados, tanto na manutenção do negócio como na administração e destinação das “sobras” (lucros).

Em 1993, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) classificou as cooperativas em 13 categorias. São elas: consumo, sociais, trabalho, educacional, transporte, agropecuária, saúde, crédito, habitacional, produção, infraestrutura, mineral, turismo e lazer.

De acordo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) em setembro de 2017, existem atualmente no Brasil cerca de 7,5 mil cooperativas registradas na Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), totalizando 5,3 milhões de cooperados, fornecendo emprego para cerca de 171 mil pessoas. Essas cooperativas respondem atualmente por aproximadamente 30% de toda produção nacional de alimentos e 4,8% das exportações do agronegócio.

Um exemplo de cooperativa que deu certo é a Serrana, localizada no interior do Espírito Santo. O que começou em 2002 como uma pequena cooperativa de transporte escolar devido à precariedade no transporte de alunos, tornou-se uma oportunidade de negócio.

Hoje, a Serrana é referência quando se trata de cooperativa de transporte e está entre as 200 maiores empresas do Espírito Santo. Possui filiais em Minas Gerais e Espírito Santo, atua com transporte de passageiros e transporte de cargas, conta com cerca de 1.500 cooperados e gera mais de 100 empregos diretos. De acordo com o presidente da Serrana, Lusmar Ferreira Silva, um dos principais motivos para tal crescimento é a valorização do capital humano, ou seja, dos cooperados que recebem treinamento e passam a enxergar ali não somente uma oportunidade de negócio, mas uma vida melhor.

Para fundar uma cooperativa, é preciso que ao menos 20 pessoas tenham interesse em promover um negócio em comum e cumprir algumas exigências, entre elas a criação e aprovação do Estatuto Social em assembleia, eleição dos cargos e registro do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Para prestar suporte a essas cooperativas e a outros empreendedores, existem as incubadoras, locais para auxiliar as empresas que estão nascendo ou que irão nascer.

Elas prestam assessoria, ajudam o empreendedor a reduzir os custos operacionais e oferecem o que há de melhor em conhecimento, cursos e treinamentos. Existem também empresas juniores em diversas instituições de ensino superior, onde alunos geralmente do curso de Administração de Empresas prestam suporte ao empreendedor.

A busca por suporte de entidades que apoiam o cooperativismo, pelo conhecimento e aperfeiçoamento, reduz o risco do negócio.

**Artigo Publicado originalmente na Easycoop Cooperativa em Revista, p.10 http://www.cooperativismo.org.br/Revista/348/Revista-EasyCOOP-Cartas-na-Mesa-Reforma-Trabalhista

 

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