Gestão ambiental é alvo de estratégia para organizações

Como seu cliente digere a sustentabilidade? Alimenta-o de forma saudável

Com a tecnologia do mundo atual, a informação está na mesa dos cidadãos assim como a alimentação, digerindo-as o tempo todo. São muitos os tipos de notícias partilhadas: boas, verdadeiras, inovadoras e agradáveis. Porém o contrario também, são essas, no entanto, que ruminam e lentamente digerem. Saber sobre impactos ambientais faz com que meditamos sem que ao menos percebamos, é difícil ignorar facilmente, mesmo que pareça por nossas atitudes que não há atenção especifica para mudanças efetivas. O grande problema de muitos é individualmente sentir-se motivado para fazer diferente. Bom, temos aí um de nossos problemas, mas como bons gestores, vamos analisar soluções.

Hoje, toda e qualquer tipo de demanda procura meios rápidos e eficazes de fazer bem e viver bem, o termo “longo prazo” é facilmente posto como proposta, mas por em ação é dificilmente cumprido, trata-se de algo que exige foco e otimismo, acreditar que terá resultado e que serão palpáveis. Ter a palavra sustentabilidade na mesma frase de acreditar que terá resultados palpáveis, não é muito típico. E qual seria a palavra chave do nosso problema em discussão? Sentir-se INDIVUDUALMENTE motivado para fazer diferente. É mais fácil ver uma organização de pessoas, ou seja, sua empresa se preocupando e agindo para o melhor do futuro, sendo isso diretamente aplicado ao costume comum, consumismo! Saber de um grande número se preocupando tornará mais convincente para um resultado efetivo. Ter de forma transparente sua produção preocupada com o meio ambiente é trocar valores diretamente com seu cliente e conquistar a confiança de seu trabalho. Investir em Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é uma maneira de fazer marketing e de otimizar custos de seu próprio negócio, já que a falta do SGA atualmente é um problema.

Levar à mesa de seu cliente a informação da sustentabilidade de sua empresa é tirar dele o trabalho de ruminar, é fazê-lo digerir mais rápido e saudavelmente. É também trazer nutrição a demais, é ter que aumentar as panelas de sua empresa e principalmente deixar mais verde esse globo chamado Terra.

SGA

Permitir controlar os impactos ambientais na sua produção, serviço ou atividade é fazer parte do Sistema de gestão ambiental. São diretrizes para implementar uma política ambiental especificas em competências, comportamentos, procedimentos e exigências a fim de avaliar toda operação que repercute diretamente no meio ambiente. Assim como toda gestão, são seis os elementos importantes para suster esse sistema:

Política ambiental, metas estabelecidas para o desempenho; planejamento, análises de todos os impactos; implementação, desenvolvimentos e ações para atingir as metas; monitoramento e correção das ações, monitoramento para certificar a execução das metas e objetivos atingidos; revisão gerencial, SGA revisado pela alta gerencia da empresa a fim de assegurar sua expectativa, adequação e efetividade e, por último e constante, a melhora continua.

As leis estão saindo dos projetos, e sim, as organizações devem adequar-se. Mensurar somente quanto irá investir é certo, o erro mesmo é pensar que não terá retorno, que demanda muito tempo e esforço, que não tem pessoal preparado, muita responsabilidade para certificação e concluir que gastará menos deixando de aplicar. Passivos ambientais, processos judiciais, paralisações, danos à imagem, multas, perda de competitividade, acidentes ambientais e dentre outros prejuízos, são uns dos custos por não ter um SGA.

A razão para se adequar retrata devidamente a empresa aos cumprimentos das leis ambientais, ao marketing, à concorrência, à exigência por parte dos clientes, aos ganhos para imagem da empresa, à redução de desperdícios, as pressões da comunidade, aos interesses em financiamentos e as tendências mundiais. Os lucros estão diretamente em uma imagem atraente para o mercado, em um desempenho ambiental, em prevenção de riscos, em disseminação da responsabilidade, na criação de uma boa reputação, na consciência ambiental, nos benefícios intangíveis e nas reduções de gastos com seguros. Cumpre ressaltar que a tendência da procura por produtos e serviços oriundos de empresas ecologicamente conscientes e socialmente responsáveis, que já é comum na Europa, está se fortalecendo de forma impressionante no Brasil. Outro ponto positivo é a possibilidade de conquistar financiamentos governamentais e bancários, assim como programas de investimento, que aumenta consideravelmente com o bom histórico ambiental das empresas.

Cases

Após a adoção da prática na Holanda e nos Estados Unidos, o Canadá lança seu primeiro supermercado que vende verduras, legumes e hortaliças cultivados localmente, mais especificamente no telhado do empreendimento. A prática, além de aproveitar melhor o espaço urbano, reduz a emissão de carbono, uma que vez dispensa a necessidade de transporte desses alimentos. O supermercado possui uma horta de 7,6 quilômetros – capaz de produzir 30 diferentes tipos de alimentos, como tomate, alface, rabanete, couve, berinjela e manjericão.

A iniciativa surgiu da Lei de Toronto, que obriga todos os novos terraços urbanos da cidade a serem verdes. Os benefícios são muitos: o verde no telhado ajuda a regular a temperatura no interior do supermercado, poupando energia elétrica, produz alimentos frescos que são comercializados aos clientes e gera lucro ao supermercado. “As vendas estão aumentando. As pessoas estão realmente interessadas em comprar localmente”, explica Duchemin. O local também se tornou um verdadeiro paraíso para pássaros e abelhas, o que ajuda na preservação da fauna urbana.

Referência: http://thegreenestpost.com/supermercado-canadense-produz-alimentos-comercializados-em-seu-telhado-2/

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