Mercado da Moda: Ela nos tem debaixo dos olhos

A moda nos tem debaixo dos olhos e nos a temos em nossas mãos. Uma interação que se moderniza tal como a sociedade avança.

Segundo a história bíblica, o primeiro humano fez a sua primeira roupa de de folhas de figueira, e o modelo era um avental.A segunda vestimenta, foram túnicas de peles, feita para Adão e sua mulher pelo próprio Deus que os vestiu. Em tais circunstâncias, a roupa foi criada para protegê-los de sua vergonha na nudez. Não havia sentido acessório ou de vaidade e sim de proteção.

Desde então, esse tão necessário suprimento humano tornou-se peça absolutamente necessária e dela vieram as mais diversas possibilidades e funções: a de se diferenciar, a de se destacar, emitir uma linguagem não verbal de si mesmo e se ornamentar.

A roupa fala muito a respeito dos indivíduos, retrata circunstâncias históricas e até aspectos ideológicos. Retrata aspectos sociais e em determinadas vezes induz aos indivíduos a usar aquilo que é ditado pelas tendências de moda. A sociedade sugere a moda e a moda sugestiona a sociedade.

Carlos Drummond em seu poema, “Eu, etiqueta” retrata bem essa relação entre o querer individual e as influencias ditadas pela moda:

 

“Onde terei jogado fora

meu gosto e capacidade de escolher,

minhas idiossincrasias tão pessoais,

tão minhas que no rosto se espelhavam

e cada gesto, cada olhar

cada vinco da roupa

sou gravado de forma universal,

saio da estamparia, não de casa,

da vitrine me tiram, recolocam,

objeto pulsante mas objeto

que se oferece como signo de outros

objetos estáticos, tarifados. “

 

A indústria da moda tem avançado e se adaptado a uma demanda mais exigente, mais imediatista, globalizada e que deseja que a moda transcenda crenças limitantes, que obrigava que algumas características da moda fossem estritamente vinculados a determinados aspectos como identidade de gênero, tal como a crença obsoleta de que algumas cores são somente para homens e outras para mulheres. A moda tem representado identidades múltiplas e uma sociedade de diversidade.

Tal tendência renovadora tem exigido também do mercado da moda uma grande adaptação, tanto logístico para uma distribuição que acompanhe a rapidez das constantes mudanças da moda, quanto de tecnologias que permitam ao cliente uma compra mais confortável, segura e prática.

A Farfetch desenvolveu o protótipo de loja conectada, onde existe contato com o vendedor somente em caso de dúvidas. A partir de dados sobre os gostos pessoais dos clientes, totens exibem digitalmente sugestões de roupas que estão no estoque, então o cliente poderá escolher o que irá provar. Após escolhido a roupa é enviada direto para o provador onde se encontram também em uma tela possíveis combinações.

O mercado da moda tem crescimento garantido para os próximos anos, e esse perspectiva é baseada no crescimento dos consumidores que buscam ter sua identidade social estabelecida, no crescimento das mulheres no mercado de trabalho, que representa a maior parte da demanda, e quer estar cada dia mais segura através da linguagem de posicionamento social, que é um grande aliado no marketing pessoal. A moda nos tem debaixo dos olhos e nos nas temos em nossas mãos. Uma interação que se moderniza tal como a sociedade avança.

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Tags: consumo empreendedorismo tecnologia

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