Que tal um Negócio de Lucro Compartilhado?

Empresa sem lucro é como ser humano sem oxigênio. Não é objetivo, é necessidade. Agora, que tal ele ser compartilhado, como parte da cultura?

Um dos objetivos mais estranhos que vejo para uma empresa é o de ter lucro.

Isso não quer dizer que não defendo lucro. Pelo contrário! Defendo que se tenha muito lucro!

Só acho que seria estranho um ser humano parar e dizer que seu objetivo é ter oxigênio.

E vejo lucro para uma empresa como oxigênio para um ser humano. Tem que ter e pronto, não é objetivo, não é meta, é necessário, para sobreviver!

Mas pensando no que move muita gente, sabemos que existe em alguns o desejo de ajudar, distribuir, colaborar, com organizações, pessoas ou o que for. Quando sobrar...

E este é o ponto. Por que não fazer algo antes de sobrar?

E se não sobrar? Faz mais. Vende mais. Cria mais possibilidades, mas desvincula o fato de ter que sobrar para fazer.

Talvez essa não seja a sua ideia, e está tudo bem. Não há nada de errado nisso. Realmente defendo que empresa tem que ter lucro. E dono tem que ficar rico.

Ser rico é uma das melhores formas de ajudar o universo.

Ter mais do que se precisa abre possibilidades.

Mas quero aqui fazer com que você fique presente para a possibilidade de se criar algo que chamei de "Negócio de Lucro Compartilhado".

Só para não dizer que é um "Negócio Social". Para ninguém achar que porque é "Social", envolve só doar.

Ninguém doa o que não tem!

Só dá para doar dinheiro quando sobra dinheiro.

Só dá para doar tempo quando sobra tempo.

Só dá para doar energia quando sobra energia.

E a melhor forma de se ter tempo, dinheiro e energia sobrando é quando se fica rico.

E para ficar rico tem que haver lucro.

Trabalho não tem que ser chato.

Dono não precisa ser pobre.

Eu defendo que todo mundo deve querer ficar rico.

Principalmente os que querem ajudar.

Só não defendo a riqueza competitiva. Em que para um ganhar o outro tem que perder.

Chegou o momento de se pensar mais em empresas colaborativas, mas colaborativas lucrativas. E não tem nada de "social comum" nessa história. Estou falando de empresas que querem e devem ganhar.

Mas que já definem que uma parte de alguma coisa que chega vai para alguém. Ou um produto será doado para cada um vendido. Ou um pedaço disso ou daquilo vai automaticamente para tal objetivo.

Eu não quero aqui dizer que tem que doar. Não tem.

Eu nem acho que doação pela doação seja a solução.

Mas acho que empresas podem ter um impacto positivo.

Para que todos saibam que quanto mais ela lucra, mais o mundo melhora.

Que quando um ganha, outros também ganham.

Que há uma energia de colaboração maior do que a energia de competição.

E sua 'doação' também pode ser para os próprios funcionários. Pague melhor para quem faz a empresa crescer. E o deixe saber que ele é parte importante disso.

Eu não sei você, mas já estou criando minha primeira "Empresa de Lucro Compartilhado".

Algo para já fazer parte da cultura.

Algo para que meu filho cresça achando que é comum.

Algo para que meu neto chegue e veja o impacto.

Algo para te fazer querer fazer mais. Não por você. E por você.

E o que você acha disso?

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Tags: empreendedorismo empresas sustentabilidade

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