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Quem casa quer casa! Quantas opções temos para construir, no Brasil?

No Brasil só tem duas opções para construir uma edificação: Através de uma construtora, seja ela grande, média ou micro. E é tão realidade isto que está enraizado em nossa cultura a ponto de não conseguimos pensar em outro modelo legal e com apoio da lei que não seja através delas. O segundo é através do sistema "Autogerido", onde você adquire o material...

No Brasil só há duas opções para construir uma edificação: através de construtoras, sejam elas PME ou micro. E é tão realidade isto, que está enraizado em nossa cultura a ponto de não conseguimos pensar em outro modelo legal e com apoio da lei que não seja através delas.O segundo é através do sistema "Autogerido", onde você adquire o material, contrata os operários que vai precisar e você mesmo administra, ainda dentro do modelo autogerido, também por mutirão, colocando a mão na massa literalmente.

No Entanto, o modelo autogerido apresenta inúmeras desvantagens, tais como: inexistência de condições técnicas e mão-de-obra de baixa qualidade. Sendo, portanto um segmento incapaz de produzir qualificação e inovações por si só. No entanto, este setor assimila boa parte da mão-de-obra, principalmente a de baixa ou nenhuma qualificação e principalmente, por não haver regras rígidas e fiscalização intensa, absorve boa parte da produção, principalmente habitacional.
As consequência direta e mais imediatas deste modelo, temos observado diariamente nos telejornais e nas redes sociais, ao exporem imagens de casas que desabaram e até edificações maiores, construídas em locais inapropriados, com materiais impróprios, falta de projeto e estudos adequados para garantir a segurança de famílias dependentes destas construções e que estão diretamente ligadas à ineficiência do estado em oferecer políticas públicas de proteção e segurança à vida e políticas urbanas claras e severas ao mesmo tempo.
O setor de obras autogeridas e reformas deveria ser alvo de programas públicos e privados de pesquisa e desenvolvimento. Além de programas de difusão e inovação tecnológica de impacto social e ambiental neste meio. Não somente inovação de produtos, mas principalmente de processos, certamente são mais que vindos.

Hoje o Brasil tem carência de mais de 6 milhões de moradia para suprir necessidade imediata para a baixa renda. Assim, inovações de processos, onde não se precisa mudar cultura, é super benvinda e contribuiria para mudanças imensas neste setor.
Os setores de serviço, arquitetura e engenharia, pesquisa de solos, serviços ambientais, materiais de construção (varejo), as universidades, investidores sociais e de tecnologias, a iniciativa privada, os grandes comércios e indústrias e demais elos da cadeia produtiva do setor da construção podem ser agentes de difusão e financiadores de novos modelos de negócio.

O Projeto Alliance preocupado com inúmeras dores neste mercado vem estudando alternativas e opções para uma terceira via para se construir. Foi muito difícil no início, pois olhar fora da caixa não é fácil para ninguém... unir conhecimento deste setor, leis, cultura, barreira de entrada, tecnologia, novas necessidades, como preocupação primeira com questões ambientais e ecológicas, dignificação do ser humano operário envolvido neste processo, melhorar a distribuição de renda e aumentar o emprego nas regiões de grandes projetos, reduzir o custo de entrega de uma unidade edificada, proporcionar uma experiência nova e prazerosa para o consumidor, impactar o Brasil como um todo... foram muitos anos de estudo e planejamento...

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