Varejo virtual alimentar: E-commerce

O Comercio eletrônico vem se expandindo gradativamente tornando o e–commerce alimentar o meio de alcançar um publico que busca praticidade, comodidade e flexibilidade, atraídos também por uma rápida e eficiente comparação de preços, e consequentemente, uma compra com melhor custo-benefício. Os clientes são recursivos, regionalmente circunscritos e de alta renda. Este perfil de clientes fundamenta todos os procedimentos do varejo virtual. O comercio eletrônico no mercado brasileiro de supermercados e hipermercados, tem sido bastante satisfatório para muitos varejistas pioneiros, por utilizar de melhor forma recursos como; comercial, humanos e tecnológicos, já existente no empreendimento físico. Tratando sempre do planejamento, organização, controle e direção dos setores integrados logístico para a prevenção de erros e problemas relatados por alguns gestores de e-commerces.

A proximidade com os clientes e adequação as suas exigências que muitas vezes está na maneira em que são ofertados os produtos, algumas empresas do varejo local, deixam de crescer devido a forma de vender, por falta de percepção e analise em alguns dados como, o crescimento do seu setor, quais as características desse crescimento e o que está influenciando.

Com isso podemos analisar um dos grandes nichos do mercado varejista, os supermercados e hipermercados que segundo alguns dados vêm crescendo e saindo do seu ponto de estagnação, devido o avanço da tecnologia tornando assim a distancia do publico em apenas alguns cliques, portanto o varejo virtual vem ganhando confiança e crescendo gradativamente nesse setor, como aponta a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Varejo virtual alimentar vem sido desenvolvido por grandes empresas no mercado com a mola propulsora que é a internet, e com o aumento dos acessos inclusive pelo modo móbile com o uso dos celulares, isso se tornou uma grande oportunidade, nesse cenário podemos encontrar grandes nomes de pioneiros visionários onde será abordado nesse artigo e que se comprometeram com o e-commerce. 

Mercado atual

O comercio eletrônico global vem apresentando ótimos resultados através da era em que os consumidores com acesso ao maior número de informações da historia humana vem movimentando esse setor. Com tudo o processo desse sistema em rede, tende a se revolucionar eficazmente, devido ao crescimento exorbitante da informação aplicada, o alto desenvolvimento setorial encaminha para a chegada da revolução digital, deixando de lado a insegurança em quanto ao mesmo, e apostando em um mercado que atrai públicos por vantagens em compras, e que buscam o conforto a praticidade, confiança e flexibilidade.

Um setor em que movimentou quase US$ 1 trilhão de dólares com previsão de expansão para US$ 1,5 trilhões em 2018. O Brasil é um dos maiores mercados globais com um faturamento na ordem de 59,9 bilhões de reais em 2017 segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). A queda de 4,3% do varejo apurado pelo (IBGE) para o ano de 2015, mostrou empiricamente as conseqüências, que foi um recuo do Brasil de 14º posições, ocupando o 21º lugar numa lista dos 30 principais países com a maior atividade no comercio eletrônico. O varejo virtual brasileiro é muito evoluído, segundo a consultoria (A.T.Kiarney 2016), responsável pelo índice de e-commerce de varejo global, ela aponta que o brasileiro é conectado, com 106 milhões de usuários na internet e 60 milhões de consumidores online.

As lojas virtuais vieram para funcionar nesse novo espaço onde todos estão conectados, tornando assim grandes aliados dos supermercadistas para a conquista de consumidores, ligada a comodidade a falta de tempo e a experimentação, que são alguns dos motivos pelos quais os clientes estão indo para a frente da tela do computador ou do smartphone e deixando as corriqueiras e cansativas filas dos caixas, encontrando ofertas relacionadas tão rápidas, apenas com alguns clicks, navega em vários ambientes comparando valores e ofertas, ganhado tempo em comparação a ida a um estabelecimento físico, tornando assim uma compra com melhor custo-benefício . O mundo digital está no agora, o e-commerce também trazendo todas essas vantagens.


E-commerce supermercado.

O crescimento e expansão do setor que vem se desenvolvendo e enraizando no meio da população global, mostra grandes oportunidades para os supermercadistas, com intuito de ingressar nesse mercado emergente, que trazem públicos demandantes, com perfis estruturados e com características evidentes, empregadas na cultura comportamental dessa geração. A constante necessidade de estar atento a uma grande quantidade de coisas ao mesmo tempo construiu o imediatismo, que no inicio do comercio eletrônico era um dos critérios a ser analisados por muitos demandantes virtuais, para alguns o desconforto que trazia a espera, desencadeava para o desinteresse ao efetuar compras online. No setor de supermercados virtuais, o sistema do imediatismo é alcançado, devido as vendas serem regionalmente circunscritas tornando assim fundamental todo o processo do delivery oferecido.

A tecnologia aplicada à logística trouxe grandes melhorias no desempenho integrado de todo o sistema, desde o processamento de pedidos, gestão de estoque e transportes, com o esclarecimento da importância e prioridades de melhorias nesse setor, o e-commerce vem ganhando confiança e crescendo linearmente nos últimos tempos.

Segundo gestor de e–commerce Fabio Donadon do grupo super Muffato, (Revista SUPERVAREJO 2016), esclarece que o investimento maior para adaptar aos novos tempos, foi em sistemas, treinamento e qualificação de mão de obra específica e exclusiva para as vendas no canal eletrônico e delivery, ressalta também que o tíquete médio das vendas gira em torno de R$260,00 com uma taxa de entrega em torno de R$8,00, variando conforme a cidade.

“Talvez ainda haja certo receio na primeira compra de itens perecíveis ou frutas, verduras e legumes. No entanto, aferimos que 80% dos clientes que fazem uma primeira compra continuam utilizando o serviço”. (Revista SUPERVAREJO 2016).

Com isso o perfil dos e-consumidores destaca uma das características essenciais para o crescimento desse setor, a recursividade, adquirida pela confiança da entrega dos serviços prometido das lojas virtuais, tais como, o melhor atendimento, o serviço de qualidade do delivery, a comodidade e flexibilidade que são peças fundamentais nesse mercado.

Os supermercados Santa Cruz iniciaram um projeto piloto em uma única loja em novembro de 2015, a expansão do e-commerce da rede veio rapidamente com a inclusão de mais duas lojas após registrar um aumento de 20% nas compras realizadas pelo e-commerce com retirada na loja, as principais preocupações da rede estavam relacionadas à questão da logística, o treinamento dos funcionários para separar os produtos adquiridos pela internet para entrega ou retirada na loja, como conta o diretor da rede Santa Cruz, Renato Martins. (Revista SUPERVAREJO 2016).

A venda online de alimentos é uma das operações considerada mais complexa, devido à distribuição de perecíveis, entrou no conceito de uma das maiores do varejo. O Carrefour lançou no segundo semestre de 2017 o Meu Carrefour, aplicativo que concentra vendas em diversos segmentos e produtos, mas com a novidade de vendas de alimentos online, realizada inicialmente para 200 bairros de São Paulo (SP).

“Estamos investindo em um futuro onde o relacionamento com o cliente e o comércio eletrônico se baseia em plataformas móbile. Buscamos atender à crescente demanda dos clientes por mais rapidez e comodidade”.

Ressalta Daniel Viana, gerente de e-commerce alimentar do Carrefour.com. (Redação e-commercenews, 2017).
A retomada da operação de comercio eletrônico pelo Carrefour já vinha sido anunciada pela empresa, mas sabia que era necessário alinhar algumas áreas sendo a de sistemas, logística e ajustar a oferta nas lojas que chega a 6.000 produtos alimentícios disponíveis, incluindo também o melhoramento no processamento de compras.

Fazer supermercado pela internet é uma realidade e comodidade que a rede Pão de Açúcar quer incentivar cada vez mais entre seus clientes. A empresa sempre foi pioneira em inovação no varejo brasileiro. Suas primeiras atividades de delivery, realizadas em 1995, já permitiam que o cliente levasse sua lista de compras em um disquete para a loja, recebendo em casa a compra completa. Desafiador em muitos sentidos, mas o maior deles foi o perfil do usuário na época, essa vocação, de atender e servir com qualidade e conforto, resultou em um grande investimento para o aumento da capacidade operacional do e-commerce alimentar da empresa no ano de 2016. A idéia proposta pelo grupo Pão de Açúcar nessa estratégia é respeitar o momento de compra de cada pessoa, de forma que a tarefa de fazer supermercado se torne cada vez mais fácil e prazerosa.

Então podemos notar o que algumas das grandes empresas no ramo relataram a principio, foi sobre os desafios iniciais para a implantação desse setor, e com isso o fundamentalismo da estruturação desses fatos apontados, entende-se, que as atividades primarias e secundarias da logística integrada, sejam de grande importância para a adequação de um novo empreendimento nesse mercado.

Os supermercados e-commerce esta cada vez mais enraizando nesse mercado inovador, buscado sempre o diferencial em inovações e tendências evidentes no comportamento dos demandantes.

Estrutura

O supermercado virtual visa estruturas e organização básicas utilizadas na maioria dos empreendimentos convencionais de sucesso.
A estrutura básica é toda parte necessária, física quanto corporativa para um supermercado funcionar, com isso está relacionado;
Alta direção/ Administração Geral;
Gerente Financeiro;
Departamento de Recursos Humanos;
Gerente de Compras e Frios;
Gerentes de Compras de secos;
Gerentes de Compras de Hortifrutigranjeiros;
Gerente de Seções;
Recebedores e Repositóres de Mercadorias respectivamente aos setores.

Com as vendas digitais, na estrutura organizacional no nível tático da instituição, é agregado mais um seguimento gerencial, o Gerente de E-commerce, para a sustentabilidade e melhor gestão do sistema envolvido, planejando, organizando, controlando e dirigindo os setores de;
Tecnologia da informação;
Processamentos de Pedidos e Montagem de pedidos;
Entregas;
Pensando sempre na otimização das vendas digitais, e consequentimente suprido as necessidades e alcançado a satisfação em geral dos clientes.

O Controle no setor de Tecnologia Da Informação é dado para o funcionamento, manutenção e reparos do aplicativo em sua plataforma, com reposição de produtos para oferta, trazendo esse intuito de integração com o estoque real, e o melhoramento constante. O setor para esse controle poderá ser interno na organização ou externo com uma contratação terceirizada de uma empresa especializada, Como aponta o Oliveira (1996), que o setor de TI possibilita a organização a alcançar suas metas e objetivos por meio do uso eficiente dos recursos disponíveis tais como; pessoas, materiais, equipamentos, tecnologia, dinheiro, além da própria informação. Neste sentido, a teoria da informação considera os problemas e as adequações do seu uso para as devidas tomadas de decisões.

Um dos setores de grande importância e parte integrante do e-commerce é o Processamento De Pedidos que é dado pela informação de compra direto da plataforma gerenciado diretamente pelo gerente de e-commerce, onde gerará dados de vendas para o setor, focado na agilização e organização. Os dados de vendas serão encaminhados aos responsáveis operacionais da Montagem Dos Pedidos que é um seguimento operacional do setor, onde presa a agilidade na separação dos produtos listados, que em sequência serão embalados e encaminhados aos setores de entrega.

A Entrega é o resultado final desse fluxo de setores integrantes e necessários para o bom funcionamento do E-commerce, consiste em um dos elos fundamentais da logística, onde se uma falha no transporte acontecer os processos anteriores falha também, onde a Direção e o Controle do setor se fazem presente constantemente. A entrega também gera custo para a instituição e a má gestão pode acarretar diversos prejuízos, podemos enxergar as praticas desse setor nas empresas citadas anteriormente quando vimos o cenário das quatro empresas pioneiras no e-commerce nesse seguimento. O melhoramento e ajustes é fundamental para adaptação as exigência dos clientes.

“Fidelizar o cliente é uma das tarefas mais árduas que uma empresa pode enfrentar, porém, quando se tem um processo de entrega bem estruturado e empenho para satisfazer o comprador, os resultados são mais do que positivos. Não basta apenas investir na logística e propaganda: os métodos devem ser revistos e a automação deve estar sempre presente.” (Move idéias 2017).

Plataforma/Aplicativo

O mercado de dispositivo móbile vem se desdobrando ano a ano gradativamente, com isso a importância das empresas esta se incluindo nesse mercado é de grande valia, por tanto a necessidade de um aplicativo e site é fundamental a empresa para se tornar mais competitiva e adentrar alcançando novos clientes e potencializando as vendas.

“Os aplicativos possuem um potencial muito maior que um site. Não estamos dizendo que aplicativos são melhores que sites, nem tirando a necessidade da sua empresa ter um. Queremos dizer que ela pode precisar dos dois. Aplicativos possuem objetivos e funcionalidades que não são encontradas em sites. Biometria, localização pelo GPS, câmeras, jogos, sensores, etc. Todas essas funcionalidades, e as muitas outras, podem melhorar o seu relacionamento e influência com seus usuários e clientes”. (Gabriel chaves. 2018).

Com a aceleração do marketing por meio do celular, isso abril novos caminhos impulsionando o crescimento dos negócios com um envolvimento mais próximo e mais forte do consumidor.

Segundo a empresa Mobile Marketing Association (MMA), em uma publicação na revista Exame, aponta que os brasileiros gastam em media 3h14 por dia navegando em aplicativos no celular. A pesquisa foi realizada com 1,2 mil pessoas de 14 a 55 anos.
O mercado de dispositivo móbile para o e-commerce está em rápida expansão como ressalta em diversos aspectos no referencial, Sendo assim, é muito importante que as empresas invistam em uma plataforma para inserir-se nessa nova realidade.

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