O que podemos aprender com o filme Chef

Após perder o seu emprego como chef de um restaurante, Carl decide abrir um trailer de comida para recuperar seu instinto criativo

Divulgação / Chef
"Jon Favreau interpreta Carl Casper, um homem de seus quarenta anos, acima do peso, divorciado, com um filho para criar"

Enquanto caminha com o filho em uma feira livre na busca por mantimentos para repor o estoque do restaurante em que trabalha, uma marionete chama a atenção de um chef de cozinha. O boneco canta e dança ao comando do titereiro para a alegria do público, mas o chef apenas o observa como um reflexo distorcido de si mesmo.

Jon Favreau interpreta Carl Casper, um homem de seus quarenta anos, acima do peso, divorciado, com um filho para criar e que, ao seu entender, está no auge da carreira como chef (profissão que dá nome ao filme) em um renomado restaurante. Seu trabalho é sua vida. Ele se doa por completo, sacrificando até mesmo seu tempo livre ou as poucas horas que compartilha com seu filho para dar o melhor em seu oficio.

Mas tudo não passa de uma ilusão, Carl pode ser o chef, mas não é o chefe. Essa função pertence a Riva (Dustin Hoffman), o dono do restaurante, pra quem o faturamento é muito mais importante que a arte da boa cozinha. Os dois líderes veem seu trabalho de formas diferentes. Por um lado o chef acredita que seu público busca novas experiências e sabores. Já para o chefe, eles procuram por constância, por regularidade, e para alcançar esse objetivo tem uma necessidade de castrar a criatividade de Carl. O conflito se torna inevitável culminando com a demissão do chef.

Desempregado, sem nenhuma expectativa de vida, o chef é questionado para quem ele realmente cozinha, para si mesmo, para o cliente ou para a empresa, uma questão que não sabe responder. Carl quer cozinhar, viver de seu trabalho, mas não quer parar nas mãos de outro Riva. Era preciso mudar, era preciso cortar as cordas que o prendiam, era preciso perder o hábito de ser empregado. Mas como começar? Ou melhor, como recomeçar?

Sem ter condições de iniciar um novo restaurante o chef baixa suas ambições e compra um Food Truck. Inspirado no filho, ele decide focar em um único alimento e se especializa em sanduiches cubanos.

Junto a um parceiro de confiança que acreditou no seu sonho, Carl inicia sua nova empreitada. É claro que sua primeira fornada foi apenas de prejuízos, mas o saldo foi de muita satisfação pessoal. Finalmente estava fazendo o que queria, é claro que agora tinha que trabalhar mais porque era o chef e o chefe, mas tinha apoio de sua família. Até mesmo seu filho virou membro efetivo do staff da van. O que importava agora era ser feliz no que fazia.

E você? "Pra quem você cozinha?"

 

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