Por que todo administrador deveria assistir Extraordinário?

Ao longo do filme é possível notar várias linhas que fazem parte dos desafios do profissional, muitos deles ligados aos níveis da Hierarquia das Necessidades de Maslow

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Assistir o filme Extraordinário e não se emocionar é uma tarefa difícil. A história do garoto de 10 anos que passou por 27 cirurgias plásticas por ter nascido com uma uma malformação congênita na face - e como isso impacta todos à sua volta - é recheado de emoção, contratempos e reflexões de como nós criamos problemas em situações que poderiam ser muito bem evitadas.

Adaptado do livro homônimo escrito por R.J. Palacio, o filme traz uma tônica lúdica, mas que debate profundas temáticas como preconceito, convívio social, abdicação, esforços, vitórias e derrotas. Tudo isso a partir do ponto que o garoto Auggie Pullman vai à escola, pela primeira vez, quando entra na 5ª série, e precisa se esforçar para ter uma vida comum.

Se fizermos um resgate da Teoria das Necessidades de Maslow, na qual, todo ser humano possui necessidades latentes que seguem uma determinada ordem: necessidades fisiológicas (básicas), necessidades de segurança, necessidades sociais ou de amor, necessidades de estima e necessidades de auto-realização, verificamos que o contexto do filme é uma incessante busca dos personagens por pelo menos três dessas necessidades: à social, de estima e à autorealização (exatamente nesta ordem). Talvez, inclusive, essa seja uma busca frequente por boa parte dos profissionais e, por isso, Extraordinário seja tão extraordinário em assistir.

O filme deseja transmitir sobre o aprendizado em sabermos lidar com as diferenças para que o terceiro nível da pirâmide de Maslow - à necessidade social (como a de pertencer a um grupo) - seja preenchida. Nele, Auggie busca lidar com essa situação fazendo piadas sobre si mesmo, conquistando amigos aos poucos e provando a necessidade de respeitar as pessoas, independente da aparência. Auggie precisa lidar com o preconceito e a barreira no seu dia a dia da escola (de uma nova comunidade de convívio), proporcionando uma lição de vida sobre aceitação e aparências.

Durante o filme, um dos professores destaca em sala de aula: “Se você tiver que escolher entre ser correto e ser gentil, seja gentil.” A gentileza, sem dúvida é uma virtude destacada no longa e quem a coloca no seu dia a dia, transforma não só a sua vida em algo mais alegre, mas deixa mais prazeroso de quem está perto, o que, sem sombra de dúvida, facilita a plenitude do ser humano em conquistar a sua necessidade social e amorosa.

A necessidades de estima, descrita por Maslow, que passa pelo o reconhecimento das nossas capacidades pessoais, está muito aliada a todo amparo que o garoto encontra. Apesar do seus desafios pessoais, o garoto sempre esteve amparado pela família com todo o apoio e suporte, transformando a família em um grande time que o incentiva, apoia e se compromete em fazê-lo crescer. E o recado é claro. Nos aliarmos à pessoas que buscam colaborar com o nosso crescimento faz com que impulsionemos melhores resultados, na vida e nos negócios.

O quinto nível da Hierarquia das Necessidades de Maslow, a autorealização, está ligada à: moralidade, criatividade, espontaneidade, autodesenvolvimento e prestígio. Comparado com o filme, não farei spoiler sobre como ele acontece, mas notamos que alguns personagens passam por essa situação: como a mãe do garoto, ao concluir sua tese de mestrado depois de anos cuidando do filho, e também pelo jovem Auggie, em algum momento, em um grande auditório, há o suspiro desta situação. Ficará ao seu encargo localizar sobre esse momento (mais um de arrancar lágrimas e refletir sobre o poder da inspiração que pequenas conquistas e atitudes positivas podem gerar em todos.

Bom filme!

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