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Comportamento justo no ambiente de trabalho, preconizados pelo maior personagem da História

Professor Paulo,
No segundo capítulo do LIVRO “CRISTO ENSINA SOBRE...”, faço uma grande reflexão sobre comportamentos no ambiente de trabalho. Se você não leu o primeiro artigo que publiquei, vale à pena lê-lo também, chamado “Ousadia e curiosidade do maior personagem da história”. Os artigos são longos, assim como o percurso para o sucesso. Você é quem decide o que quer para sua vida!
O Grande Homem Jesus ensinou há mais de dois mil anos que devemos nos comportar adequadamente nos ambientes de trabalho, não blasfemando contra os companheiros do labor. É comum nas empresas que haja fofoca, calúnias e acusações uns contra os outros. Em muitos casos, inocentes são entregues aos chefes para que sejam punidos por atos que não praticaram, meramente para salvar os de mais alto gabarito nessas entidades. Porém, Cristo disse: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. (Mateus 7:12)
Com esse ensinamento, Ele nos revelou que devemos laborar em equipe, fazendo aos outros o que desejamos que façam a nós. Se agíssemos conforme esse ensinamento, não teríamos tantas dificuldades para unir esforços nas empresas em prol de um objetivo comum. O trabalho seria prazeroso e sinérgico, pois todos buscariam uns ajudar os outros para que ao final, os resultados fossem partilhados e usufruídos coletivamente.
Qual é o seu comportamento na empresa que labora? Sua leitura dos ensinamentos de Cristo o faz praticar o que Ele pedira? Como tem agido com seus companheiros de trabalho? Seja você líder, gerente, supervisor, permita que o Homem mais sábio e intrigante da história conduza seu comportamento no ambiente de trabalho. Estude-O como fonte de inspiração na realização dos seus afazeres. Deleite-se na Sua sabedoria, ousadia, criatividade e inteligência.
Muitos funcionários espalham comentários desmerecedores aos seus pares, contudo, não aprenderam o que o Mestre da vida pessoal e profissional ensinou quando disse: “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?” (Mateus, 7:3). Disse ainda: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus, 7:5). Cristo de fato balança os alicerces do que pensamos saber sobre Ele. Quem ousou estudá-Lo para mostrar comportamentos que deveríamos manter como profissionais? Muitos o vêem apenas como o Salvador, contudo, não sabem nem a que Ele veio e o que há de ser feito para salvar-se. O Mestre dos Mestres trouxe vida aos que padeciam, cura aos enfermos, esperança aos flagelados. Sim, tudo isso Ele trouxe. Mas também trouxe maravilhas ao mundo profissional. Poucos buscam investigar quais os comportamentos que Ele espera dos que Nele crêem. Certamente pelo fato de Cristo não aceita desculpas, explicações, justificativas. Ele quer um comportamento 100% justo, honesto. Quem está disposto a praticá-lo? Qual de nós está pronto a pagar o preço por esse comportamento? Será que não acreditamos o suficiente no Filho do Autor da existência para renunciarmos às injustiças, as fraudes, à sonegação e tantas outras máculas empresariais?
Certa vez Cristo disse: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” (Mateus, 5:6). Onde está nossa fé no que Ele prometera? Ele não cumpria tudo que falava? O Homem Jesus não mostrou a que veio a ponto de nos convencer a caminhar nas estradas por Ele trilhadas?
“Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus, 6:34). Muitos rebatem com interpretações acomodativas este ensinamento do Mestre. Assentam-se em suas banquetas e dizem que não precisarão agir para prover o dia de amanhã, pois o Mestre disse para não nos preocuparmos com ele. O mesmo Mestre também disse que a fé sem obras é morta, logo, teríamos uma contraposição do que Ele nos ensinara. Os que entendem que não precisam se preocupar com o dia de amanhã, em verdade, desculpam-se por sua pouca força de vontade. Analisam sob a ótica da desídia os ensinamentos de Jesus. Tornam-se indolentes julgando que ao dia de hoje já basta o sofrimento. Não compreendem que o Mestre tenha ousado dizer que não devemos nos preocupar com o dia de amanhã, se hoje sofremos, pois, se agirmos, se seguirmos seus conselhos e leis, seremos recompensados.
Como profissional, o desemprego lhe atormenta o amanhã? Pedes a Cristo que lhe dê orientação e traga até você uma nova oportunidade de trabalho? Não duvide que Ele assim faça, porém, lhe apresentará livros, pessoas, placas, outdoors, jornais, universidades, escolas, nas quais, estarão as oportunidades que você pedira. No entanto, insistimos em querer que Ele nos envie um cartaz, uma correspondência dizendo: “Aqui está seu novo emprego, pegue-o”.
O que você tem feito para manter seu emprego ou conquistar um? Orado? Pedido fervorosamente a Deus e a seu Filho? Ouça quem tem ouvidos: em verdade Ele está lhe escutando e enviando todos os sinais possíveis para mostrar que seu pedido fora atendido, porém, não há como (ou não é necessário) Pai e Filho descerem dos céus para dizer-lhe isso.
Um indivíduo adentrou nosso escritório em busca de trabalho. Como atuamos na área empresarial, prestando serviços de consultoria, assessoria nas áreas de Contabilidade, gestão empresarial, vendas, marketing, perfil profissional, indaguei aquele jovem sobre o que ele estudara até aquele momento em que adentrou o escritório. Ele disse-me que havia terminado o ensino médio e não mais estudou. “Quero saber quantos livros leu? A quantas palestras foi? Que artigos e revistas têm lido para se aperfeiçoar em alguma área? Tentei mostrar ao jovem que o aprendizado, a cultura, a inteligência não estão meramente nos bancos escolares. É possível aprender e evoluir desde que deixemos de ser especialistas em novelas, filmes, e passarmos a construir uma carreira, pelo menos, entre 15 e 30 minutos todos os dias.
As pessoas sempre dão as mesmas desculpas para o não aprimoramento, leitura, realização de cursos, ou seja, a falta de tempo. Não se percebem que o dia terá sempre 24 horas e que, ou decidem organizar o tempo que possuem e conseguem dedicar um pouco desse tempo para se preparem ao mercado de trabalho, ou eternamente disputarão as migalhas que os bem preparados e orientados deixam cair.
Não falamos sobre preparação apenas para conquistas materiais, mas também para que as pessoas não culpem os céus por seus infortúnios, atribuindo ao Criador a falta de emprego, alimento, saúde. Dizem: “Deus quer assim...”. Qual pai desejaria ao seu filho o mal? Que pai permitiria que seu filho sofresse com enfermidades por falta de saneamento básico? Revele-me um pai que jogaria seu filho aos meandros da sorte? Pai algum faria isso. Porém, é possível que os próprios filhos construam essas prisões, pois lhes fora dado o livre-arbítrio. O poder de escolhas é extraordinário, todavia, não conseguiremos escolher as conseqüências daquilo que decidimos à nossa vida.
O Grande Mestre ensinava por parábolas. Fazia com que cada um que O ouvisse construísse suas próprias respostas. Para confirmar seus ensinamentos, O Cristo fazia tudo aquilo que dizia. Sabia que podia confiar no seu Pai, mas, seu comportamento deveria suceder suas palavras.
A ação exprime os ensinamentos de Cristo. Ele fez milagres, curou enfermos, multiplicou pães e peixes, expulsou demônios. Enfim, Ele agiu. Dizia que era para as pessoas crerem no Pai, mas, para agirem frente às dificuldades, ainda que soubessem que esse Pai estaria ao vosso lado para cuidar-lhes.
Jesus disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mateus, 7:7). Note que os verbos revelam ações, senão: pedi, buscai, batei.
Como temos agido diante do trabalho que realizamos? Temos pedido, buscado, batido? Ou temos sido indolentes e desidiosos diante das nossas tarefas? Como profissional, temos tido comportamento justo, visto que assumimos compromissos, responsabilidades, fizemos escolhas durante nosso ciclo de vida e ainda podemos fazer mais e mais escolhas?
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mateus, 7:15). Neste texto, Cristo nos revela que muitos se trajam com as melhores vestes, para tentar exteriorizar o que não são, verdadeiramente, internamente. A muitos enganam, sobretudo, àqueles que também não se comportam justamente. Mas seria apenas esse ensinamento que o Mestre quis revelar? Acredito que não. Cristo é intrigante e não tinha o hábito de fazer rodeios ao falar. Ele falava direto ao coração e a mente dos homens. Nesse texto, Ele nos conduz e perceber que não meramente as outras pessoas podem se vestir de ovelhas, embora sejam lobos. Jesus mostra que nós podemos estar nos vestindo de ovelhas, contudo, nos recônditos do nosso ser habita um lobo devorador, inescrupuloso, falso, injusto.
Toda vez que mentimos, omitimos, sonegamos, fraudamos, ainda que externamente, aparentemente façamos boas obras, estamos trajando as maculadas vestes dos lobos vorazes.
Como temos agido como empresários, colaboradores, servidores? Enganamos quem quer que seja para que tenhamos facilidades? Esmagamos nossa honestidade para suprir nossas necessidades? Estraçalhamos os bons costumes, regras, normas e leis para obter falsos galardões?
O magnífico Homem Jesus fora ousado, sagaz. Seu comportamento sempre fora impecável. Chamava frontalmente aos mal-feitores de “víboras”. Sem rodeios deixava-os atônitos diante dos seus comentários que feriam suas almas, pois reconheciam que o Mestre falava somente a verdade. Certa vez Cristo disse: “Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons” (Mateus, 7:17-18). O que o Mestre dos Mestres teria a nos ensinar nesta passagem?
Cristo nos mostrou que somente boas pessoas podem fazer boas obras. Enquanto o coração do homem não for verdadeiro, enquanto sua riqueza não for fruto da honestidade, da justiça, do amor, da reciprocidade, mesmo que a invista em prol dos outros, ainda assim não será bom, pois a semente que plantara para farta colheita era podre. Não pode um desonesto, enquanto não se curar, realizar obras honestas, por mais que aparentemente as sejam. Como trabalhador, sua riqueza é fruto do seu trabalho? Ou seus louros são frutos de mentiras e advém do suor alheio? Como empresário, as aparentes boas obras que realiza tem como origem a integridade empresarial, a qualidade administrativa? Ou a fonte da sua riqueza está na sonegação, na fraude, na escandalização do justo?
Preciso reiterar que este livro não trata da fé, tampouco da espiritualidade. Ele quer estudar os ensinamentos do Homem mais famoso da Terra. Tentar esclarecer seus atos, humildemente tentar explicar seus conceitos e ensinamentos, em favor das empresas e profissionais que laboram diariamente, boa parte das vezes, desorientados, sem norte, sem uma bússola que lhes mostre algum caminho a seguir.
O Homem Jesus Cristo sacudiu os alicerces do mundo. Nunca se provou qualquer blasfêmia de Sua parte. Outros grandes nomes mundiais o reverenciaram como Santidade, Mestre, Salvador. Esse Homem tem muito a nos ensinar, em todas as áreas da nossa vida, seja profissional ou pessoal. Humanamente, parece impossível seguir todos os seus ensinamentos. Contudo, quando aprendemos um pouco mais sobre esse fabuloso Mestre, podemos colocar em prática suas lições nas empresas que atuamos como proprietários ou colaboradores.
O comportamento do intrigante Cristo paralisava a muitos. De toda forma os que tentavam depô-Lo lançavam perguntas para que Ele se perturbasse. Jamais tiveram intento. Todos os seus atos eram sábios, suas palavras penetravam como espada no coração e na mente de todos que O perquiriam.
“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda” (Mateus, 7:24-27).
Nestas passagens, Cristo nos mostra exatamente a forma que devemos construir nossa carreira, nossa vida. Jamais teremos sucesso pleno, alegria, felicidades, se agirmos com iniqüidade. Não sentiremos o verdadeiro sabor nas conquistas, se elas têm como origem a injustiça, arrogância, ilicitude. No entanto, se edificarmos nossas obras sobre os fortes alicerces da honestidade, integridade, ética, usufruiremos intrepidamente das nossas aquisições.
Quais são os baldrames que sustentam nossa carreira profissional? Estamos estudando, dedicando-nos ao máximo hoje, para tornar possível um belo amanhã? Temos sido justos com nossos companheiros de trabalho? Como empresário, temos obedecido às leis fiscais e trabalhistas? De onde surge o lucro da nossa empresa? É fruto de árvores boas? O que temos colhido? O que temos plantado? Como temos cultivado as sementes que assentamos? Não concordamos com o que somos e temos e começamos a fazer coisas diferentes para que as mudanças positivas aconteçam? Ou simplesmente lamentamos e concluímos que o Pai e o Filho que dizemos amar querem que soframos?
Cristo curou leprosos, fez paralíticos andarem, acalmou febres, fez viver os já falecidos. E nós, temos curado nossas moléstias? Vamos aos médicos para nos curarmos de feridas externas. Mas temos curado nossas feridas internas? Curamo-nos da inveja do colega de trabalho que é promovido? Curamo-nos do desejo insano de lograr êxito na carreira, destruindo os degraus da escada alheia? Como temos nos comportado? Somos capazes de agir com solidariedade? De elogiar os feitos alheios? Ou temos sido como os escribas, que diziam a Cristo, dominados pela inveja, rancor e ódio: “Ele blasfema” (Mateus, 9:3)?
Como chefes, temos curado nosso desejo de subjugar os subordinados hierarquicamente, pisando suas idéias, golpeando sua criatividade? Será que há cura para tantos males psíquicos? Males que suprimem o amor ao próximo e escancaram as janelas da soberba?
Quantas vezes não nos permitimos comportamentos justos? Toda vez que julgamos, condenamos, sentenciamos aos outros, em verdade, estamos enterrando a possibilidade de atingir o sucesso pleno, aquele cuja fundação fora na rocha e não na areia.
Como temos nos comportado com nossos parceiros de labor? Quantas pessoas foram demitidas por nossas maléficas ações? Afinal, quantas pessoas têm sido beneficiadas por nossas atitudes? Comportamento justo não se trata simplesmente de não fazer o mal, e sim, de praticar o bem. Como estamos nos saindo diante dessa conjuntura?

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