Ensino: a joia da coroa do Brasil

"Se o ensino fosse a joia da coroa do Brasil, seríamos um país com o mesmo cerne da instituição militar, a mesma força moral. O índice de confiança da Fundação Getúlio Vargas aponta as Forças Armadas em primeiro lugar. Será por quê? A resposta é: o ensino que as forma” (Alexandre Garcia)

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Em artigos publicados, neste canal, em 22 de agosto de 2016 e 19 de setembro de 2016, cujos títulos são, respectivamente, a “Educação: a única saída para que uma nação prospere” e “Colégios Militares: ensino educacional de excelência” cito, no primeiro que a educação é um fator determinante no desenvolvimento de qualquer nação.

É a principal ferramenta para capacitar e qualificar o capital humano, cada vez mais necessário, no atual mundo globalizado e com um enorme avanço tecnológico. Sem qualificação é, praticamente, impossível uma nação se manter e competir na era do conhecimento.

Já no segundo artigo cito que os Colégios Militares, que estão presentes em várias partes do Brasil, se tornaram destaques nos meios de comunicação pelos excelentes resultados que seus alunos vêm conquistando, em vários anos, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Mas para a minha felicidade e de todas as pessoas que torcem para que o nosso Brasil seja um país melhor tive o prazer de ler o artigo “Joia da coroa”, do meu conterrâneo, de Cachoeira do Sul/RS, o jornalista Alexandre Garcia e como achei um excelente artigo, resolvi publicar aqui neste canal. Vamos, então, a ele:

“Joia da coroa
O último Ministro do Exército e ex-comandante da Força Terrestre, General Gleuber Vieira, hoje na reserva, me disse outro dia que o Ensino é a joia da coroa do Exército. Deduzo que graças a esse ensino que dá conhecimento e formação, a Instituição não se afeta pelas turbulências políticas e sociais do país e muito menos pela decadência moral que nos destrói. Um ensino sempre atualizado, moderno e firme, com princípios e disciplina - que, aliás, é condição para êxito em qualquer atividade humana.

Esse espírito está presente, entre outros e além dos quartéis, nos colégios militares, na preparatória de Campinas, na Academia Militar das Agulhas Negras, nos institutos como o Militar de Engenharia, o CEP (Centro de Estudos de Pessoal), as escolas de sargentos, a de Saúde, a de Administração, a de Aperfeiçoamento de Oficiais, a de Comando e Estado-Maior e a Escola Superior de Guerra.

Outro dia visitei a AMAN e fiquei encantado. Escolas de ponta e de excelência na formação. Basta ver os resultados das avaliações em escolas públicas; os jovens dos colégios militares estão sempre à frente. O mérito está presente sempre. Quem chega ao topo da carreira é porque é muito bom.

Isso se passa no mesmo Brasil que tem escolas públicas quase abandonadas, desde a municipal do ensino básico até a universidade federal - e a droga presente em todo currículo, tão atuante quanto à militância política-partidária docente. Os resultados, em geral, são sofríveis e medíocres.

Pesquisa recente do Movimento Todos pela Educação, entre o ensino médio, com jovens de 15 a 19 anos, mostrou que a maior preocupação dos alunos não é estudar, como se espera, mas com segurança: 85,2% dos entrevistados responderam que a aspiração deles na escola é ter segurança. Com 81,3% das respostas, outro atributo relevante na escola é ter professores sempre presentes.

Segurança e professor presente é algo óbvio e uma necessidade inexistente no ensino militar brasileiro. Ou na escola pública do Uruguai, do Chile, de Portugal, só para citar alguns próximos na geografia e na cultura. A diferença acontece no mesmo país, com o mesmo povo brasileiro.

Por que não é possível que o ensino público civil tenha as mesmas características do ensino público militar? Falta de vontade? Falta de percepção, preguiça, ou intuito deliberado de não combater a ignorância para convencer mais facilmente o eleitor?

Se o ensino fosse a joia da coroa do Brasil, seríamos um país com o mesmo cerne da instituição militar, a mesma força moral. O índice de confiança da Fundação Getúlio Vargas aponta as Forças Armadas em primeiro lugar. Será por quê? A resposta é: o ensino que as forma” (Alexandre Garcia).

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