Modelos de E-commerce

Dentro do modelo E-commerce existem várias possibilidades de negócios, seja entre empresas, pessoas ou governo, onde todas podem interrelacionar, com objetivo de aperfeiçoamento da cadeia, como será visto neste artigo. 1 Business to business O E-commerce Business to Business (B2B) é um meio para reduzir o custo dos processos de aquisição, papelada, o tempo e as perdas. Possibilita um meio de otimizar as cadeias de valor e ampliar o universo de contato com as Empresas. Conforme Rebouças (2001) o E-commerce B2B é o comércio eletrônico entre empresas, onde busca-se reduzir custos operacionais, ampliar a carteira de clientes e fornecedores e aumentar as receitas Transcrevendo Ternes (2000) as empresas atuam no mercado eletrônico entre si, efetuando transações, a este processo é dominando de business to business, no qual são realizados negócios entre duas pessoas jurídicas. O B2B é uma forma inteligente de integrar empresas através da digitalização dos processos entre as organizações, que por muitas vezes utiliza-se através da tecnologia Extranet. Segundo Rebouças (2001) as principais atividades para o sucesso de uma união entre empresas estão na compra e venda corporativa, onde só funciona com uma plena integração dos parceiros de negócios. Conforme Izique (2001) um dos problemas do E-commerce B2B é quanto a utilização de plataformas heterogêneas entre as Organizações, ou seja, sistemas operacionais das Empresas são diferentes, havendo a necessidade de implantar a Entreprise Application Integration (EAI), um sistema que automatiza a interface entre sistemas diferentes, traduzindo os dados para uma linguagem inteligível para as diversas aplicações. O E-commerce B2B, possibilita um aperfeiçoamento e aproximação das relações intra-organizacionais, onde a troca eletrônica de dados entre empresas permite a simplificação dos processos mercantis e reduzidos custos de produção. Para Luz (2000, p.6) O e-commerce – Business to Business (B2B) assume muitas formas, algumas existem a anos. A companhia usa a rede para solicitar aos seus fornecedores, receber pedidos e fazer pagamentos. O B2B é a troca de informações comerciais acelerando a comunicação e os negócios. As corporações encontraram na Internet, uma oportunidade inédita de tornar mais ágil e dinâmica a relação com fornecedores, distribuidores e clientes. Através do E-commerce B2B as organizações estão adquirindo uma maior eficiência de suas atividades, reduzindo custos e tempo, através da digitalização dos processos. Para Ramachandran apud Ternes (2000) uma das características principais de negócios entre empresas através do B2B são as melhores condições de compra e venda, onde os atrasos no recebimento da mercadoria são inadmissíveis, necessitando da empresa uma Logística adequada para a área de atuação da Organização. Pode-se considerar que o processo de comercialização B2B possibilita essencialmente três pontos vitais a qualquer empresa: sendo a melhora da coleta de informações sobre seu ambiente além de sua fronteira geográfica, estabelecimento de parcerias com clientes e fornecedores através de troca eletrônica de dados (EDI) e o compartilhamento plataformas e mercados eletrônicos com seus concorrentes. 1.2 Business to consumer As Empresas buscam de várias formas aproximar seus produtos e serviços ao cliente, através do E-commerce Business to Consumer (B2C) é possível muito mais que isto, as Empresas conseguem proporcionar aos clientes uma maior interatividade. Segundo Luz (2000, p.6) “O e-commerce Business-to-Consumer (B2C) é o varejo eletrônico (supermercados, lojas de departamentos, shoppings eletrônicos). A Web se tornou o canal dominante para a comunicação comercial entre empresa e cliente”. Através do E-commerce B2C as empresas estão alcançando uma melhor comunicação com seus clientes finais e uma maior eficiência de suas vendas, através do contato direto com seus consumidores. Transcrevendo Ternes (2000) business to consumer é o processo no qual são realizadas transações entre uma pessoa jurídica e uma física, sendo o fornecedor uma pessoa jurídica e o consumidor uma pessoa física. O E-commerce B2C possibilita um mercado eletrônico onde reúne-se negócios individuais e possibilitam aos consumidores acessar, comparar e examinar mais informações sobre produtos que desejam comprar, com uma redução de custo, tudo isto devido a necessidade da população que cada vez mais adquire um perfil de compra pela Internet. 1.3 Consumer to consumer E-commerce consumer to consumer, ou C2C, representa as negociações realizadas entre pessoas físicas, sem que haja diretamente empresas envolvidas. Locais onde ocorrem comumente C2C é nas empresas de e-auctionig, onde o leilão ocorre diretamente entre pessoas físicas, sendo o site o local para a transação. O lucro destes sites provém de banners eletrônicos e um percentual cobrado à pessoa que vende o produto. Conforme Pinna (2001) as vantagens do C2C é abrangência internacional, atualização constante de produtos e possibilidade de uma infinidade de ofertas, de diversos tipos de produtos. Ainda é possível achar em sites de leilões itens raros que dificilmente seriam encontrados em lojas. O C2C é muito semelhante a um classificado de um jornal impresso, onde pessoas oferecem produtos e serviços diretamente a outras pessoas. A diferença surge na interatividade em que os negociadores possuem, trocando informações imediatas. 1.4 Business to governamet A Administração Pública busca através da Tecnologia da Informação, disponível através do E-commerce aperfeiçoar a integração com as Organizações, a este processo denominou-se como Business to Governamet (B2G). Segundo Fiúza (2001, p.1) “Prefeituras, governos estaduais e governo federal estão diante de uma grande oportunidade de reduzir custos nas compras oficiais, utilizando ferramentas do comércio eletrônico”. Para Albertin (2001) as administrações públicas são grandes processadores de transações, que podem obter ganhos de produtividade muito significativos a partir do momento que estas se utilizarem o EDI, reduzindo assim, seus próprios custos operacionais. Referências Bibliográficas ALBERTIN, Alberto Luiz. Comércio eletrônico: modelo, aspectos e contribuições de sua aplicação. São Paulo: Atlas, 2001. FIUZA, Cyro Queiroz. Cliques milionários. Revista E-commerce, São Paulo, n.5, p.50-57, jul. 2000. IZIQUE, Cláudia. Tempo de trabalho. 2001. Disponível em: Acesso em: 10 de out. 2001. LUZ, Viviane Bochi. E-commerce: uma nova forma de fazer negócio. Florianópolis, 2000. 51 f. Monografia (Especialização em Marketing) – Escola Superior de Administração e Gestão, Universidade do Estado de Santa Catarina. PINNA, Rafael. Sopa de letrinhas. Revista TI. 2001. Disponível em Acesso em 22 de jan. 2002. REBOUÇAS, Lídia. Baila comigo. 2001. Disponível em: Acesso em: 26 de set. 2001. TERNES, Murilo. Análise do marketing mix no ambiente virtual: um estudo de caso. Florianópolis, 2000. 297 f. Dissertação (Mestrado em Gestão Estratégica das Organizações) – Escola Superior de Administração e Gestão, Universidade do Estado, Universidade do Estado de Santa Catarina.
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