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Multinacionais brasileiras

Empresas brasileiras atuando no exterior .

Edson Pereira,

MULTINACIONAIS LATINO-AMERICANAS<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

O Chile tem 35 empresas que faturam mais de US$ 500 milhões por ano e 60% delas tem atuação internacional. Ao invés de estar amarrado ao MERCOSUL, o país adotou a tática de firmar acordos bilaterais, já são 20 com 56 países o que facilita o trabalho do empresariado. Em segundo lugar está o México com 76 empresas e 37% de internacionalização; 3° Colômbia 14 empresas e 36%%; 4° - Brasil 127 empresas e 27%%; 5°- Argentina 29 empresas e 24%%; 6° - Venezuela nove empresas e 11%%. (Exame, 9.9.2009, p. 117). 

 

No processo de globalização as empresas precisam ganhar escala e atuar no exterior e isto vem acontecendo gradativamente com algumas empresas brasileiras. Um bom número de empresas vem resistindo às ofertas de compra por parte das multinacionais e adota postura agressiva de compra no exterior.

O movimento de internacionalização brasileiro começou a ficar significativo em 2004, quando ocorreu à fusão da cervejaria Ambev com a belga Interbrew e se intensificou a partir de 2005 impulsionado pelo dólar barato.

Segundo relatório da Unctad, órgão da ONU, o total de investimentos brasileiros no exterior chegou a US$ 28 bilhões em 2006. Em 2007 já há 13 empresas brasileiras que atingiram o grau de investimento, concedido pelas agências de risco a empresas e países mais seguros do planeta. 

Entre 2006 e 2007, os investimentos das multi brasileiras no exterior atingiram US$ 36,5 bilhões, mais do que estas empresas investiram lá fora nos12 anos anteriores. De <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" />1994 a 2005 os investimentos diretos de brasileiros no exterior foram de US$ 30,6 bilhões.

No primeiro semestre de 2007 o resultado foi negativo em US$ 3,42 bilhões por causa da compra da Inco pela Vale que envolveu a captação de US$ 5 bilhões no exterior, classificado pelo BC como um investimento desfeito no exterior. As instituições financeiras lideraram o movimento de internacionalização , respondendo por 31% dos recursos investidos no exterior . Os setores de alimentos e de metalurgia ficaram logo atrás, com investimentos de 16 e 13% do total. Cerca de 31% dos recursos foram para os EUA e 23% para as ilhas Cayman . Países da América Latina ficaram com 15%%. (F S P, 29.07.2008, p. B-1).

Os investimentos de empresas brasileiras em filiais instaladas no exterior alcançaram no primeiro semestre de 2008 US$ 8,579 bilhões, o maior valor já registrado no período, pela série estatística, iniciada em 1947.

No ano todo de 2008 o valor chegou a US$ 20 bilhões, crescimento de 185% em relação a 2007 e o segundo maior da história, atrás apenas dos US$ 28 bilhões de 2006, inflado pela compra da mineradora canadense Inco pela Vale. (Exame, 1.7.2009. p. 61) .

O número de empresas estrangeiras por brasileiras vem crescendo. Foram 57 em 2004, 44 em 2005, 96 em 2006 e 2007. Da mesma forma vem crescendo o número de companhias no exterior por empresas brasileiras: 22 em 2004, 24 em 2005, 47 em 2006 e 66 em 2007. (Exame, 16.07.2008, p. 24).

Levantamento feito pelo departamento de engenharia de produção da Escola Politécnica da USP, mostra que há 42 empresas brasileiras com mais de 130 fábricas produzindo no exterior. Estima-se que apenas 5% destas unidades foram implantadas pelas próprias empresas, a maioria delas é resultado de aquisições, pois o processo é muito mais rápido. (Exame, 10.09.2008, p. 109).

Segundo estudo feito pela pesquisadora Betânia Tanure com 343 das maiores multinacionais do país, cerca de 77% delas pretendem manter ou aumentar a presença internacional nos próximos anos. (Exame, 1.7.2009, p. 65).

O Brasil foi o segundo maior investidor externo em 2006 entre os países em desenvolvimento conforme estudo publicado pela Fundação Dom Cabral e pela Universidade Columbia. Hong Kong ficou em primeiro lugar.

De acordo com um levantamento do       Boston Consulting Group, o Brasil possui em 2007 13 das 100 maiores multinacionais das economias emergentes. Neste aspecto, fica atrás da China (44 companhias), e Índia (21), mas à frente da Rússia (7) e México (6). (Exame, 10.10.2007, p. 37).  

As empresas nacionais que aparecem na lista são Vale Petrobrás, Embraer, Gerdau, Votorantim, Braskem, Sadia, Perdigão, Natura, Coteminas, WEG, JBS-Friboi, Marcopolo. Da América Latina aparecem Argentina e Chile com apenas uma empresa cada um. (F S P, 6.12.2007, p. B-19).

Segundo listagem das 2.000 maiores empresas do mundo, feita pela Forbes, várias multinacionais brasileiras figuram no ranking: Petrobrás (29ª) Vale (76ª), Bradesco (85ª), Banco do Brasil (132º), Itaúsa (175º), Unibanco (233º), Usiminas (736º), Gerdau (766º), Braskem (1.091º), Embraer (1.345º), Sadia (1733º). (F S P. 12.04.2008, p. B-7).

Em 2007, mais de 25 empresas fizeram investimentos no exterior, com US$ 12,135 bilhões aplicados sendo que nenhum investimento superou US$ 1 bilhão demonstrando o crescente interesse pela internacionalização. Em 2006, cerca de 15 múlti brasileiras responderam por um investimento de US$ 24,415 bilhões, sendo que apenas a Vale investiu US$ 13,4 bilhões,

Pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral com 109 entre as maiores empresas de capital nacional indica que 73% delas mantém algum tipo de atuação fora do Brasil. Desse total 68% exportam diretamente seus produtos, 25% mantém alianças estratégicas no exterior e 11% instalaram subsidiárias ou unidades de produção em outros países. (Veja especial, outubro de 2004, p. 15).

Segundo ranking elaborado pela mesma fundação em 2007, com base no total de vendas de ativos e de número de empregados, as empresas brasileiras mais internacionalizadas são pela ordem: 1. Gerdau 2. Vale 3. Sabó, 4. Marcopolo 5. Odebrecht, 6. Embraer, 7. Weg, 8. Tigre, 9. Camargo Corrêa, 10. Duas Rodas Industrial, 11. Andrade Gutierrez, 12. Artecola Ind. Químicas, 13.  CSN, 14. Metalfrio Solutions, 15. Itautec, 16. Portobello, 17. Natura , 18. Petrobrás, 19. ALL, 20. Perdigão, 21. Método Engenharia, 22.  Lupatech, 23. Aracruz Celulose, 24. Votorantim Participações, 25. TOTVS. (F S P, 18.02.2008, p. B-1).

O Índice de Transnacionalidade é o percentual de negócios de cada empresa no exterior, calculado pela média de ativos, número de funcionários e vendas no exterior, a Gerdau tem índice de 46,4%%, a Vale 29,2%%, a Sabó, 28,5%%, a Marcopolo 27,4% e a Odebrecht 27,3%%. 

O “Ranking 2008 das Empresas Brasileiras Mais Transnacionalizadas”, feito pela Fundação Dom Cabral em parceira com a KMPG a partir de um indicador da Unctad e aplicado a 34 companhias brasileiras indicou que três empresas são mais estrangeiras do que brasileiras: Camargo Correa – 0,585; Odebrecht 0,571 e Gerdau 0,544. (F S P, 11.12.2008, p, B-12).

Ranking de Transnacionalidade 2010 – Fundação Dom Cabral

1.   JBS Friboi – produtos alimentares - 0,616

2.   Gerdau – siderurgia e metalurgia – 0,495

3.   Ibope – pesquisa de mercado – 0,456

4.   Metalfrio – máquinas e materiais elétricos – 0,437

5.   Odebrecht – obras de infraestrutura – 0,379

6.   Marfrig – produtos alimentícios – 0,366

7.   Vale – Mineração – 0,342

8.   Sabó – autopeças – 0,288

9.   Tigre – material de construção – 0,286

10.      Suzano Papel e Celulose – 0,276

11.      Artecola – produtos químicos – 0,264

12.      Lupatech – maq.e materiais elétricos – 0,196

13.      Camargo Corrêa – obras de infraestrutura – 0,177

14.      CI&T Software – tecnologia da informação – 0,166

15.      Marcopolo – veículos e carrocerias – 0,164

16.      WEG – máq. e matérias elétricos – 0,162

17.      Stefanini it Solutions – tecnologia da informação – 0,145

18.      Votorantim – commodities – 0139

19.      América latina Logística – transporte terrestre – 0,127

20.      TAM – transporte aéreo – 0,126.

 

Ranking de Internacionalização, segundo o número de países em que mantém mais subsidiárias:

 

1.   Vale – mineração – número de países – 33

2.   Petrobrás – 26

3.   Banco do Brasil – 23

4.   Votorantim – 21

5.   WEG – 20

6.   Brasil Foods – 20

7.   Odebrecht – 17

8.   Stefanini it Solutions – 16

9.   Camargo Correa – 14

10.      Gerdau – 14

11.      Ibope – 14

12.      Marfrig – 12

13.      Randon – 10

14.      Totvs – 10

15.      Eletrobrás – 10

16.      Tigre – 9

17.      Localiza – 9

18.      Natura – 9

19.      JBS – Friboi – 7

20.      Marcopolo – 7.

(Exame, Melhores e Maiores 2010, p. 183).

 

Empresas como a Cutrale (suco de laranja) e a Gerdau investem forte nos EUA para contornar as altas taxas impostas aos bens nacionais.

Em 2004 o investimento brasileiro no exterior deve atingiu segundo dados do Banco Central US$ 93,243 bilhões. Cerca de US$ 70,691 bilhões referem-se a investimentos diretos, ou seja, trata-se de participação acionária em empresas instaladas em outros países e US$ 8,201 bilhões estão em aplicações financeiras. O total representa 15,7% do PIB. ( F S P 21.06.2005, p. B-1 ) .  Com isso o Brasil deve assumir a quarta colocação entre os países em desenvolvimento que mais investem no exterior, atrás da China, Hong Kong, Cingapura e Taiwan.  Uma estratégia crescentemente utilizada pelas empresas brasileiras é a realização de “alianças estratégicas” com empresas estrangeiras, facilitando o acesso aos mercados e canais de distribuição.

Em 2007 o total de investimentos diretos chegou a US$ 98,89 bilhões. De 2002 a 2008 , segundo a consultoria Deloitte , as empresas brasileiras investiram US$ 8 bilhões na Argentina, país que em 2007 captou apenas 5,4% dos investimentos da América Latina. (F S P, 4.8.2008, p.B-5).

 

Em Cingapura a proporção entre os investimentos no exterior e o PIB é de 98,4%%. No Reino Unido a relação é de 62,7%%. No Japão é de apenas 7,8% do PIB, mas por ser uma das maiores economias mundiais o valor japonês aplicado no exterior US$ 335 bilhões, é maior do que a soma dos PIBs da Argentina, Chile e Cingapura.

Porém, dos US$ 70,691 bilhões, somente cerca de US$ 54,027 bilhões se referem a casos em que empresas sediadas no Brasil possuem pelo menos 10% das ações de outras empresas instaladas no exterior, ou seja, tem uma participação acionária significativa em uma companhia estrangeira.

 

Investimento Brasileiro no Exterior 2003 - 2004. Por tipo de investimento.

Invest. Direto

Ações ou título

Depósitos

Outros

Total

2003

2004

2003

2004

2003

2004

2003

2004

2003

2004

54.892

69.196

5.946

8.224

16.412

10.418

5442

5.405

82.692

93.243

 

E 89% deste total, cerca de US$ 54,027 bilhões se concentram em apenas dois setores. Um é o denominado “serviços prestados principalmente a empresas” e diz respeito ás chamadas” holdings”, que são companhias criadas apenas para administrar outras subsidiárias e o outro setor é o financeiro.

 

Estoque de investimentos brasileiros no exterior em 2003/2004 por destino

País

2003

2004

País

2003

2004

Ilhas Cayman

40,5

34,0

Ilhas Virgens

9,6

8,5

Bahamas

9,9

10,7

Dinamarca

0,1

8,1

EUA

13,6

10,0

Outros

23,3

28,8

Fonte: Banco Central. In FSP 4.11.2005, p. B-4.

Porém poucas empresas tem algum tipo de representação comercial ou industrial lá fora. Das empresas brasileiras duas já podem ser chamadas de multinacionais, pois o seu foco de atuação já é o mercado global, a AmBev e a Embraer.

Empresas brasileiras no Exterior

Empresa

Número de afiliadas

N. países onde está

Petrobrás

14

6

Odebrecht

14

14

Vale do Rio Doce

6

4

Companhia Sider. Nac.

2

2

Gerdau

2

2

Embraer

1

1

 

 

A repatriação de lucros já mostra alguma evolução neste setor. Em 2004 saíram do Brasil US$ 4,8 bilhões em remessas de filiais brasileiras de múltis para o exterior, mas entraram US$ 760 milhões pelo mesmo motivo.  

Para driblar as dificuldades em colocar seus produtos no mercado argentino, submetido a controle de importações, a indústria brasileira está investindo no país. A Penalty anunciou em junho investimento de R$ 10,6 milhões para produzir 400 ml pares no país por ano. A Aniger, fabricante da Nike fará um aporte de R$ 3,9 milhões para instalar fábrica do fornecedor na Argentina e substituir R$ 15 milhões em importações por ano. A Vulcabrás, fabricante das marcas Reebok e Olympikus, amplia desde maio a capacidade de produção na Argentina, para passar de 10 para 21 mil pares/dia. A Alpargatas, após comprar a Alpargatas Argentina em 2007, investe R$ 22 milhões para relançar a Topper no país, dando caráter regional à marca. O grupo Dass/Dilly, outro provedor da Nike abriu fábrica na Argentina, onde produz 4.000 pares/dia. Mais 250 funcionários estão sendo contratados em 2009. A Paquetá, principal fabricante da Adidas na Argentina, inaugurou fábrica no país em 2007, deve ampliar até 2011 com investimento total de R$ 40 milhões. (F S P, 20.06.2009, p. B-12). 

Pesquisa “Ranking Transnacionais Brasileiras 2009, da Fundação Dom Cabral mostra que as 20 empresas brasileiras mais internacionalizadas já tem quase 30% de seus ativos e funcionários no exterior e as receitas provenientes de outros países respondem por mais de 25% do total do faturamento, e os três indicadores – receitas, ativos e funcionários – vem crescendo ano a ano, desde 2006. As mais internacionalizadas em 2008 por índice de transnacionalidade são: Gerdau (0,570), Sabó (0,408), Marfrig (0,407), Vale (0,385), Metalfrio (0,378). (F S P, 5.8.2009, p. B-12).

 

2009.

 

Em 2006 foram investidos US$ 28 bilhões no exterior, melhor resultado da história. Em 2008 foram US$ 20 bilhões. Para 2009, o BC projeta um retorno de S$ 5 bilhões para o país, por conta da entrada de lucros, sem que haja reinvestimento. Para 2010, está previsto um investimento de US$ 5 bilhões, maior que os lucros remetidos. ( F S P , 25.09.2009 , p. B-10) .

Em 2009 consolidou-se a tendência da formação de grandes organizações brasileiras, capazes de competir no exterior, através da fusão de empresas nacionais que ganharam escala. A VCP se uniu com a Aracruz, formando a Fíbria, a maior empresa do mundo em papel e celulose. A Sadia e a Perdigão se fundiram na Brasil Foods, a maior empresa do mundo de carne de frango processada. A JBS se uniu com o Bertin, formando a JBS Friboi, líder mundial em proteína animal e a Itaú se uniu ao Unibanco, formando o Itaú-Unibanco, o maior banco brasileiro e um dos maiores do mundo.

Levantamento feito pela Fundação Dom Cabral em relação a 2009, mensurando receitas, ativos e funcionários no exterior elaborou um índice de internacionalização das companhias brasileiras, sendo a mais internacionalizada a JBS Friboi – 0,616; 2° Gerdau – 0,495; 3° Ibope 0,456; 4° Metalfrio – 0,437; 5° Odebrecht – 0,379; 6° Marfrig – 0,366; 7° Vale – 0,342; 8° Sabó – 0,288; 9° Tigre – 0,286; 10° Suzano Papel e Celulose – 0,276.

Segundo o levantamento, 83% do faturamento da JBS-Friboi vem do exterior, embora apenas 37% dos ativos estejam fora do país, e 64% dos funcionários trabalham em alguns dos sete países em que está presente.

No caso da Gerdau, segunda colocada, 48,2% do faturamento vem das vendas no mercado internacional e 54,4% dos ativos estão fora do país e 46% dos empregados, com operações em 14 países, enquanto a JBF Friboi atua em sete. (F S P, 10.06.2010, p. B-5).

Segundo ranking da Sobeet, a construtora Odebrecht é a empresa mais internacionalizada no Brasil em 2009. Cerca de 70,9% da receita líquida da empresa veio de fora do Brasil e 60% dos funcionários e 70% dos ativos estavam no exterior, resultando em um índice de nacionalização de 66,9%.

Seguem-se 2. JBS; 3. Gerdau; 4. Metalfrio, 5. Andrade Gutierrez, 6. Ibope , 7. Coteminas , 8. AmBev, 9. Magnesita , 10. Marfrig, 13. Vale, 30. Petrobrás, 32. Itaú Unibanco, 37 Brasil Foods 44. Banco do Brasil. (F S P, 1.10.2010, p. B-4).

 

ALCICLA

 

Empresa mineira associou-se à venezuelana Metalnet numa fábrica de reciclagem de alumínio, com investimento de US$ 25 milhões, dividido entre os dois sócios. (F S P, 26.06.2008, p. B-14).

 

ALPARGATAS.       

 

A Alpargatas tem unidades na Colômbia, Venezuela, República Dominicana e Porto Rico. As sandálias Havaianas têm 60% do mercado de chinelos de borracha na Colômbia e na Venezuela. As lonas para caminhões correspondem a 95% dos mercados de Porto Rico e da República Dominicana.

 

AMBEV

 

O fundo 3G, formado pelos brasileiros Jorge Paulo Lehmann, Beto Sicupira e Marcell Telles e que, uniram a Brahma e a Antártica em 1999 criando a Ambev. Usando a imagem de futebol foi como se os três tivessem conseguido fundir o Corinthians e o Palmeiras.

Compraram 37% do capital da cervejaria Quilmes da Argentina, controlando 70% do mercado argentino, 47% do uruguaio, com as marcas Norteña e Patrícia e vice-líder na Venezuela, atuando ainda na Bolívia, Chile, Equador, Guatemala, Paraguai e Peru.  . 

Em 03 de março de 2004 a Ambev anunciou um acordo com a belga Interbrew, para formar a Interbrev/Ambev. A Interbrew comprou 52,8% do capital votante da Ambev, que pertencia à Braco, holding dos empresários Jorge Paulo Lehmann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles que em troca terão 25% do capital votante da nova empresa, contra 50% das três famílias belgas. Será feita oferta aos acionistas minoritários que se aderirem permitirão o controle de 84,9% da Ambev, sendo o restante das ações ordinárias mantido sob o controle da Fundação Antonio e Helena Zerrenner, que controlava a Antártica. Segundo Carlos Brito, presidente da Ambev apesar da composição acionária, o contrato firmado entre as partes estabelece que o controle da nova empresa será meio a meio. (F S P, 4.3.2004, p. B1).

Em 14 de julho de 2008 a Inbev comprou a cervejaria americana Anheuser-Busch, tornando-se a maior cervejaria do mundo e a terceira maior empresa de bens de consumo, com patrimônio de US$ 114,15 bilhões, ficando atrás apenas da Procter& Gamble e da Nestlé. A produção de cerveja será de 46 bilhões de litros por ano e receitas de US$ 36,4 bilhões por ano.

A Inbev pagará pela Anheuser-Busch, à vista, em dinheiro, US$ 52 bilhões, ou US$ 70 por ação, 27% acima do maior valor já alcançado pelo papel em 2002. Para levantar esse montante a Inbev tomará US$ 45 bilhões em empréstimos em grandes bancos e vai se desfazer de alguns ativos no valor de US$ 7 bilhões. (F S P, 15.07.2008, p. B-1).

Com isso a empresa passará a deter 35% do mercado mundial; 70% do mercado brasileiro, 50% do mercado americano, 20% do mercado chinês e do russo e 10% do mercado alemão.

Em 2010 o fundo 3G, comprou a rede Burger King em 2010, principal concorrente do McDonald’s e vendeu 29% da rede para a britânica Justice Holdings por US$ 1,4 bilhão em abril de 2012.

O fundo associou-se em fevereiro de 2013, ao bilionário Warren Buffet e comprou à empresa de ketchup Heinz, o maior fabricante de ketchup do mundo, outro ícone americano. (F S P, 16.02.2013, p. B-7).

 

 

ANDRADE GUTIERREZ

 

A Andrade Gutierrez no ramo de construção civil adquiriu empresas em Portugal, Argentina, Panamá, República Dominicana, Venezuela, Angola e Libéria.

Na Venezuela assinou contrato com a PDVSA Naval para a construção de um grande estaleiro na Península de Araya. As obras começam em outubro de 2008 e gerarão 3.000 empregos diretos. A empresa está em negociação com o projeto de uma siderúrgica em Ciudade Piar em Bolívar, orçada inicialmente em US$ 4,2 bilhões e que deve gerar 8.000 empregos diretos. (F S P, 1.9.2008, p. B-4).

 

ARTECOLA

 

Fabricante de adesivos possui uma unidade industrial na Argentina.

 

B M F & BOVESPA

 

A BMF & Bovespa anunciou em 12 de fevereiro investimentos de US$ 630 milhões para elevar de 1,8% para 5% sua participação na Bolsa de Chicago, que tem 98% do mercado americano de commodities e de derivativos. Aceitou ainda pagar US$ 175 milhões, nos próximos dez anos, apenas em royalties e direitos de propriedade intelectuais para virar “sócia” da plataforma de negociações da Bolsa americana. Com o negócio a Bovespa praticamente “compra” um assento no conselho da Bolsa de Chicago, a maior do mundo em valor de mercado e passa a influir na estratégia da principal rede de negociações de ativos de alcance mundial. ( F S P , 13.02.2010 , p´. B-1) .

 

BR FOOD’S

 

A BR Food’s no ramo de alimentos tem escritórios comerciais e centros de distribuição nos EUA e Argentina e mais nove países e inaugurou em dezembro de 2007 a primeira unidade de processamento de aves em Kaliningrado, um enclave russo entre o território polonês e a Lituânia, às margens do mar Báltico e é o único porto russo que não congela no inverno, uma joint venture com a russa Miratorg, unidade batizada de Concórdia, com investimentos de US$ 93 milhões e produção anual de 53 mil toneladas de embutidos, empanados e outros produtos com as marcas Sadia e Myasnaya Guildia. Kaliningrado isenta as empresas do imposto de importação de matérias primas desde que um mínimo de 30% do valor do produto seja fabricado no país. Na construção da fábrica foram encontradas 82 bombas não detonadas, retiradas pelo Exército Russo. (F S P, 3.12.2007, p. B-4).

Entretanto os problemas de operar na Rússia começaram desde a construção da fábrica. Sucessivos problemas para obter a autorização de uso de energia elétrica no local fizeram com que a construção fosse iniciada sem luz. Com equipamentos movidos por geradores, os operários usaram capacetes com lanternas, para enfrentar a escuridão durante meses, até que a situação se normalizasse. Devido á lentidão do governo, apenas as linhas de produção de hambúrgueres e de nuggets estão em operação. As outras duas, de massas congeladas e de embutidos aguardam autorização do governo local e devem ser iniciadas no segundo semestre de 2008.

A joint venture com os irmãos gêmeos Alexander e Viktor Linnik, donos do grupo Miratorg e de 49% da nova fábrica foi à alternativa encontrada pela empresa para facilitar a penetração no mercado russo. O grupo Miratorg começou nos anos 1990 trazendo frango da Sadia para o mercado russo. O grupo cresceu e cria gado na Rússia e na Lituânia, com faturamento de US$ 800 milhões por ano. Os Linnik sugeriram a contratação de um “especialista” para tentar minimizar os efeitos perversos da interferência do governo e foi contratado Alexey Zernov, afegão recrutado em uma empresa estatal em Moscou e que possui um cartão com sua foto e as inscrições de passe livre pelos prédios do governo. Zernov conseguiu colocar a Sadia na lista de empresas estabelecidas em Kaliningrado que tem prioridade no fornecimento de energia em caso de racionamento, algo comum no inverno, quando a temperatura média cai para 7 graus negativos. 

A Sadia também contratou Sergey Karpa, ex-funcionário da KGB como chefe de investigação. Sua função é proteger a empresa da ação do crime organizado russo, que costuma criar sofisticados esquemas de desvio de dinheiro dentro das companhias.

Em termos de meritocracia, como os russos, em geral, se motivam mais para evitar uma penalidade do que para ganhar um bônus, Sadia e Metalfrio estipularam além do bônus por bons resultados, um desconto na remuneração, caso as metas não se cumpram. O idioma é uma barreira quase intransponível, com o alfabeto cirílico e por isso, as reuniões entre executivos russos e brasileiros são conduzidas em inglês e acompanhadas por um dos três intérpretes contratados pela empresa. (Exame, 13.08.2008, p. 91 – 94).

Anunciou em novembro de 2007 uma segunda fábrica a ser instalada nos Emirados Árabes Unidos A empresa produz apenas no Brasil, mas 45 % de seu faturamento vêm do exterior, vendendo de US $ 400 a 500 milhões por ano para 50 países, possuindo parceiros de distribuição em várias regiões.

A empresa vai lançar em 2007 um inédito programa de trainees internacional e recrutar jovens recém-formados na Rússia, Europa e Oriente Médio. Seu objetivo é dobrar a até o fim de 2008 a produção de carne bovina, atingindo em 2009 uma média de 4.000 cabeças abatidas por dia.

 

 

 

BRADESCO

 

O Bradesco elevou em abril de 2009 sua participação no BES – Banco Espírito Santo em Portugal de 3,1 para 6,05%%. O banco português tem também 4,1% do banco brasileiro. ( F S P, 21.04.2009, p. B-5) .

O Banco do Brasil e o Bradesco compraram parte das operações do português BES (Banco Espírito Santo), antigo parceiro do Bradesco e que está presente em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Líbia, Marrocos e Argélia. Os três bancos constituirão uma holding financeira, que controlará a rede de agências de varejo na África e dará suporte ao comercio exterior e aos negócios de empresas brasileiras na região. ( F S P , 10.08.2010, p. B-5) .

 

 

BRASKEN

 

Investirá US$ 1,755 bilhões na Venezuela para a construção de um moderno polo petroquímico, em conjunto com a estatal Pequiven. O maior projeto, o Poliamerica, envolve US$ 3,2 bilhões para produzir polietileno e eteno entrando em produção em 2.014. O segundo projeto, o Propilsur, orçado em US$ 900 milhões produzirá propileno, devendo entrar em operação em 2.012.

A Braskem anunciou em um de fevereiro a compra da produtora de polipropileno Sunoco Chemicals por US$ 350 milhões, a quarta maior produtora de polipropileno dos EUA, com capacidade produtiva de 950 mil toneladas de resina por ano em suas três fábricas no Texas, Pensilvânia e Virgínia Ocidental, detendo cerca de 13% do mercado norte-americano, o maior consumidor do produto no mundo. (F S P, 2.2.2010, p. B-7).

A Braskem vai investir US$ 2,5 bilhões em um projeto petroquímico integrado com a empresa Idesa no México. O projeto criará 3.000 empregos diretos e, durante obra serão contratadas de 6 a 8 mil pessoas. O investimento envolve o fornecimento de gás natural por 20 anos, a ser utilizado como matéria-prima em um equipamento com capacidade para um milhão de toneladas de eteno, integrado a três unidades de polimerização para produção de três tipos de polietileno: 450 mil toneladas/ ano de Pead (polietileno de alta densidade), 350 mil toneladas/ano de PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) e 200 mil toneladas/ano de PEBD (polietileno de baixa densidade, com início de operações em 2015, no Complexo Petroquímico de Coatzacoalcos, no Estado mexicano de Vera Cruz, para suprimento do mercado mexicano que é importador de polietileno). (F S P, 20.02.2010, p. B-4).

A Braskem anunciou a compra do negócio de polipropileno (resina usada na produção de plásticos) da Dow Chemical por US$ 323 milhões, compreendendo quatro fábricas com capacidade de produção total de um milhão de toneladas de polipropileno, sendo duas nos EUA e duas na Alemanha.

A empresa com a Sunoco Chemicals e passa a ter capacidade de produção nos EUA de 1,425 milhão de toneladas / ano e 75 milhões no total, à frente de gigantes como Exxon Móbil, Total e LyondellBasell. (F S P, 28.07.2011, p. B-7).

 

CAMARGO CORREA

 

Adquiriu em abril de 2005 a cimenteira Loma Negra, que detém 48% do mercado argentino com 16 fábricas e seis centros de produção de concreto, por US$ 1 bilhão. Com isso a empresa tornou-se o terceiro maior produtor de cimento da América Latina. Em 2008 a empresa vai investir US$ 100 milhões .

Vai investir em 2008, US$ 120 milhões nas obras da usina hidrelétrica de Anori, a 140 km de Medellín.

A empresa reconstruiu uma represa que ruiu em 1.999 em Ciudad El Guapo, na Venezuela ao custo de US$ 105 milhões. (F S P, 1.9.2008, p. B-4).

A Camargo Correa comprou 22,17% da cimenteira portuguesa CIMPOR, correspondente à totalidade das ações do grupo português Teixeira Duarte, uma semana depois de a Votorantim ter fechado a compra de 17,3% da CIMPOR. (F S P, 11.02.2010, p. B-3)

Em 15 de fevereiro a Camargo Correa comprou mais 2,5% das ações remanescentes da CIMPOR e com mais 6.45% da Bipadosa, passou a ter 31,17% do capital da empresa, tornando-se a maior acionista individual da corporação que passou a ser uma empresa de capital brasileiro com o controle de 31,17% dos papéis com direito a voto. ( F S P , 16.02.2010 , p. B-3) .

Em 18 de fevereiro a Votorantim adquiriu mais 4,1% da Cimpor, elevando para 21,2% sua participação, ou 31% do direito a voto, com a Caixa Geral de Depósitos. Pagou 154,45 milhões de euros, ou 5,84 euros por ação, valor inferior aos 6,50 euros pagos pela Camargo. (F S P, 18.02.2010, p. B-7).

A Camargo Correia cimentos ainda vai investir US$ 400 milhões em uma fábrica em Angola (Lobito, com 1,6 milhão de toneladas por ano, início em 2013) e outros US$ 100 milhões em uma unidade de produção no Paraguai, próxima à capital Assunção, com capacidade de produzir 400 mil toneladas por ano e início em 2012(F s P, 31.07.2010, p. B-7). . 

 

CITROSUCO

 

A Citrosuco e a Cutrale com a suíça Tetrapak e a soviética Gosagropom, produz na URSS suco de maça para os EUA.

A Citrosuco comprou duas esmagadoras na Flórida para driblar protecionismo e reduzir custos fiscais.

 

COFAP

 

A Cofap tem fábricas em Portugal - Cantanhede e nos EUA - Tenessee. A Iochpe-Maxion tem fábricas em Ohio e em Wisconsin nos EUA e a Varga tem fábrica de freios a disco na Virgínia nos EUA. 

 

 

COPERSUCAR

 

A Copersucar anunciou em cinco de novembro de 2012, a compra da norte-americana Eco Energy, que também atua na venda e na distribuição de biocombustíveis. A Eco Energy é a terceira maior comercializadora do produto nos EUA, com fatia de 9% do mercado. A aquisição torna a Copersucar líder mundial em operação de etanol, respondendo por 12% da participação do mercado. As duas empresas somam uma capacidade de oferta de biocombustível de 10 bilhões de litros. ( F S P , 6.11.2012, p. B-3) .

 

 

COTEMINAS

 

A Coteminas, a maior indústria têxtil do Brasil, em outubro de 2005 fundiu-se com a Springs, a maior empresa americana no setor de cama e banho, criando a Springs Global, com sede no Brasil e faturamento de US 2,4 bilhões. O negócio de US$ 620 milhões abriu para a empresa a possibilidade de acesso a mercados protegidos por barreiras tarifárias.

 

 

DURATEX

 

Duratex associou-se com a Groteloh em Hannover na Alemanha.

 

EMBRACO

 

A Embraco tem fábricas na China, Itália e Eslováquia. As unidades estrangeiras responderam por 29% de seu faturamento em 2003. A Embraco associou-se em 1976 ao grupo Brasmotor e hoje é controlada pela americana Whirpool.

A empresa em 2009 tem três linhas de produção operando a 100% da capacidade que é de sete milhões de compressores por ano. A empresa foi beneficiada pelo pacote do governo para incentivar o consumo de bens como geladeiras pelos camponeses. (Exame, 6.5.2009, p. 96).

 

EMBRAER

 

A Embraer em 1994 estava á beira da falência. Foi privatizada e em 2007 tornou-se a terceira maior fabricante de jatos do mundo, apenas atrás da Boeing e da Airbus. É também uma das mais globalizadas empresas do país. Cerca de 85% dos componentes de seus aviões vem do exterior.

A Embraer tem escritórios de venda e pós venda e depósitos na China, Cingapura, EUA e França. Tem fábricas em Harbin (China) e iniciou negociações para a instalação de uma unidade em Jacksonville. O mercado exterior responde por 95,5% de seu faturamento. A empresa detém 40% do mercado mundial de aeronaves de 30 a 120 lugares e contribuiu para um saldo líquido de US$ 5,9 bilhões para a balança comercial brasileira de 1995 a junho de 2004.

A Embraer em 2004 divulgou sua associação à americana Lockeheed Martin, em uma concorrência que prevê o fornecimento de até 58 aviões de reconhecimento para as Forças Armadas dos EUA, podendo chegar a até US$ 1,5 bilhão. A Lockeheed é a maior fornecedora do mercado bélico dos EUA. (Veja, 11.8.2004, p. 101). 

A Embraer possui desde 2003 uma unidade na China, em parceria com uma estatal chinesa do setor aéreo, que produz o modelo ERJ-145, voltado para a aviação comercial regional.

A Embraer desde 2006 não registra vendas do ERJ-145 para a China. Por isso, a empresa decidiu oferecer ao governo chinês a montagem no país dos jatos da família 190, os maiores produzidos pela empresa com capacidade para até 122 pessoas. (F s P, 31.10.2009, p. B-7).

A Embraer vai investir US$ 50 milhões na construção de uma fábrica nos EUA dedicada à montagem final de seus jatos executivos Phenom 100 e Phenom 300. A nova unidade será erguida em uma área de 14 mil metros quadrados no aeroporto de Melbourne, na Flórida. (F S. P. 14.05.2008, p. B-6). 

A Embraer vendeu em fevereiro, 20 aviões Super Tucano para a Força Aérea dos EUA, contrato de US$ 427 milhões, que serão montados na fábrica de jatos executivos da empresa na Flórida. A empresa assegurou um contrato com a maior força aérea do planeta e o primeiro de sua história com os EUA. A força aérea americana não tem praticamente nenhum avião desenvolvido fora do país o que demonstra a excelente qualidade do Tucano.

A empresa tem 172 unidades entregues, que estão em operação em nove países, entre eles: Colômbia, Indonésia e Burkina Fasso.

Desde a privatização em 1994 a empresa especializou-se no desenvolvimento de jatos civis para a aviação regional e em 2013, já são quase mil aeronaves em operação em 61 companhias aéreas. A empresa enfrentou crise em 2009, devido á crise financeira internacional de 2008, mas um contrato com a FAB para o desenvolvimento do avião cargueiro KC-390, permitiu a retomada da produção a níveis anteriores e o faturamento que havia caído de R$ 6,3 bilhões em 2008, para US$ 5,5 bilhões em 2009 e US$ 5,3 bilhões em 2010, voltou a crescer, chegando a US$ 5,8 bilhões em 2011 e deve ficar entre US$ 5,8 e 6,2 bilhões em 2012. (F S P, 1.3.2012, p. B-10).

 

 

 

FISHER

 

A rede Fischer América de publicidade tem agências na Argentina, Venezuela, Colômbia e México.

 

JBS

 

A J&F controladora do Grupo Friboi, comprou em maio de 2007 por US$ 1,4 bilhão a Swift & Co e tornou-se a maior empresa de abate de bovinos do mundo com 47,1 mil cabeças por dia. A Swift é a terceira maior empresa processadora de carne suína dos Estados Unidos, com vendas líquidas totais de US$ 9,6 bilhões em 2006. As duas empresas terão 40 unidades industriais espalhadas por Argentina, EUA, Brasil e Austrália. (F S P 30.05.2007, p. B-1). Com a compra da Swift a empresa brasileira escapou das restrições comerciais e sanitárias de países como o Japão, o México e o Canadá, passando a ter acesso a 100% do mercado mundial .

Em fevereiro de 2008 a empresa adquiriu a National Beef, por US$ 970 milhões e a Smith-Field Foods, que tem quatro unidades de abate e os confinamentos Five Rivers, com capacidade para 811 mil cabeças, por US$ 565 milhões. Com isso a empresa passa a ter o domínio de três das cinco principais indústrias de carne bovina dos EUA, e 32% do mercado americano, sendo a Tysson e a Cargill as outras duas. O Departamento de Justiça americano deverá aprovar a aquisição.

A JBS comprou também o grupo australiano Tasman, com seis unidades de abate, mas confinamento para bois e ovinos. Com as aquisições as vendas da empresa irão crescer para US$ 21,55 bilhões por ano. ( F S P , 6.3.2008 , p. B-11) .  

Com essas aquisições tornou-se a maior empresa do mundo, com capacidade de abate de 47.100 cabeças por dia.

Em 16 de setembro o grupo JBS-Friboi anunciou a incorporação da Bertin S A e a compra da Pilgrim’s Pride, uma das líderes no mercado de aves nos EUA. Com as aquisições a empresa já líder no ranking do comércio mundial de carne, passou à liderança global em proteína animal – incluindo frangos e suínos e processamento de 90,4 mil bovinos, 48,5 mil suínos, 7,2 milhões de aves, 19,5 mil animais de pequeno porte (ovinos e caprinos), 148 mil m2 de couro e 1.266 toneladas de lácteos com faturamento de US$ 28,725 bilhões em 2008, e em segundo lugar vem a Tyson Foods dos EUA, com US$ 28,130 bilhões.

. A nova JBS S.A. será controlada por uma holding onde cerca de 60% das ações serão das famílias Batista e Bertin e desse bloco, 60% dos papéis ficarão com os Batista e 40% com os Bertin. Os demais 40% continuarão pertencendo ao mercado, sendo 22,4% do BNDES.  (F S P, 17.09.2009, p. B-5).

 

 

FUNDO 3 G CAPITAL

 

O fundo 3G capital, formado por investidores brasileiros assumiu no controle da rede de fast-food americana Burger-King, a segunda maior dos EUA, por US$ 4 bilhões. O fundo é sediado em Nova York, mas entre seus principais investidores estão os brasileiros Jorge Paulo Lehmann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sucupira, também acionistas da cervejaria Anheuser-Busch Inbev e das Lojas Americanas. ( F S P , 3.9.010, p. B-1) . 

 

GERDAU

 

A Gerdau incorporou em 1999 à americana AmeriSteel e tem usinas de aço no Uruguai, Argentina, Chile Canadá, Índia, República Dominicana e Venezuela. Em agosto de 2002 comprou a canadense Co-Steel por US$ 510 milhões, formando a Gerdau AmeriSteel Corporation com 11 usinas no Canadá e EUA e produção de 6,9 milhões de toneladas de aço. (F S P 14.08.02, p. B-2). As unidades estrangeiras já responderam por 45% do faturamento em 2003.

Em setembro de 2004 a Gerdau AmeriSteel US Inc. comprou oito unidades nos EUA por US$ 266 milhões. Foram adquiridos os ativos fixos e do capital de giro de quatro usinas produtoras de aços longos em St. Paul ( Minnesota) , Wilson ( Iowa) , Calvert City ( Kentucky) e Beaumont ( Texas) ; três unidades de processamento de fio-máquina em Beaumont ( Texas ), Carrollton ( Texas) e Memphis ( Tennessee) e uma unidade produtora de corpos moles de aço  para a indústria de mineração em Duluth ( Minnesota) . (F S P 11.09.2004, p. B-4).  

Com essa aquisição a Gerdau entra no seleto grupo de multinacionais que têm capacidade de produção no exterior maior do que no próprio país de origem. As usinas do grupo no exterior terão condições de produzir 8,9 milhões de toneladas de aço por ano, 17% a mais do que as localizadas no Brasil. Nos EUA a Gerdau já é o maior produtor de aços longos, usados na construção civil. A Gerdau em 2007 já gera metade de sua receita em operações nos EUA.

No ranking global a Gerdau já é a 16ª maior. No Brasil está em terceiro lugar, atrás do grupo Usiminas/Cosipa e Arcelor que controla a Acesita/CST/Belgo.

Em abril de 2006 a Gerdau AmeriSteel comprou a Sheffield Steel por US$ 170 milhões. (F S P 6.4.06, p. B-11). Em junho de 2007 a Gerdau comprou a Sizuca Siderúrgica Zuliana C A da Venezuela.

Em julho de 2007 o grupo Gerdau comprou a americana Chaparral Steel, segunda maior produtora de aço dos EUA de aço estrutural pesado, utilizado na construção de pontes e prédios comerciais sofisticados pagando US$ 4,2 bilhões valor considerado elevado por muitos especialistas e a maior aquisição na história da companhia. (F S P 12.07.2007, p. B-8). A Chaparral fatura US$ 1,5 bilhão por ano e tem 1,400 funcionários. Depois comprou a americana Mcsteel por US$ 1,4 bilhão.

Em julho de 2007 comprou a terceira maior produtora de aço da Venezuela, a siderúrgica Sizuca, por US$ 92,5milhões. (F S P, 26.06.2008, p. B-14).

Em agosto de 2007 anunciou a compra de 49% da participação na mexicana Aceros Corsa, por US$ 100 milhões.

O grupo em 2007 tem 16 usinas nos EUA e apenas 11 no Brasil.(Colômbia 5, Espanha 5, Canadá 3, Chile 2, Argentina, Índia, México, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela uma em cada, totalizando 49 usinas em 13 países e 59% de sua produção está no exterior.

Até 2009 a empresa vai investir US$ 500 milhões na Colômbia, expandindo a siderúrgica da cidade de Diaco.

A empresa é a maior produtora mundial de aços longos especiais, utilizados na indústria automobilística.

Em 11 de setembro de 2008 a empresa anunciou investimentos de US$ 524 milhões, na construção de uma nova fábrica para produzir aço de sucata, com capacidade de produção de 1,1 milhão de toneladas anuais em 2016 na Argentina, produção destinada 85% ao mercado interno e 15% para exportação. A Gerdau já tem investimentos de US$ 110 milhões na Argentina, realizados em 1998 com a compra da siderúrgica Sipar que produz 260 mil toneladas de produtos terminados em aço, com matéria prima importada do Brasil. (F S P, 12.09.2008, p. B-8).

Em junho de 2009, em função da crise econômica, a empresa fechou a fábrica de laminação de Perth Amboy e suspendeu a produção da usina siderúrgica Sayreville, ambas localizadas em Nova Jersey e negocia com o United Steel Worker, o sindicato americano dos trabalhadores do setor do aço, o fechamento da usina localizada em Sand Springs, no estado do Oklahoma. (Exame, 1.7.2009. 62).

Em 15 de setembro de 2010 o grupo Gerdau anunciou a compra de todas as ações da “mini-mill”, norte-americana Tamco, uma das maiores produtoras de vergalhões nos EUA, por US$ 165 milhões. (F s P, 16.09.2010, p. B-9).

 

GRAN SAPORE

 

Segunda maior empresa de refeições coletivas do Brasil opera no México desde 2006, na Colômbia e em Honduras. Em maio de 2008 foi escolhida para cuidar dos três restaurantes corporativos da Motorola no México. Em 2007 as operações internacionais responderam por 4,8% dos R$ 750 milhões que a empresa faturou. Em 2008 este percentual deve dobrar. (Exame, 2.7.2008, p. 88).

 

HERING

 

A Hering tem empresas na Argentina, Chile e Uruguai. É líder no mercado uruguaio e das 70.000 peças que exporta por ano, 51% vão para a Argentina e 18% para o Chile.

 

IOCHPE - MAXXION

 

A empresa comprou a unidade de fabricação de rodas da empresa Arvin Meritor por cerca de US$ 180 milhões, que inclui fábricas nos EUA, no México e no Brasil. (F S P, 5.8.2009, p.B-12).

 

ITAÚ

 

Comprou em maio de 2006 o BankBoston, que havia sido comprado pelo Bank of America, que decidiu se desfazer de seus ativos na América do Sul, com suas carteiras no Brasil, Chile e Uruguai. Com isso incorporou 360 mil clientes e 205 agências.

 

KLABIN

 

A Klabin tem duas joint-ventures, uma com a norte-americana Kimberly Clark, na área de itens descartáveis (como lenços de papel) e outra com a norueguesa Norkse Skog, comprou em 1999 a Lakekla, fabricante para empresas de toalhas de papel e papel higiênico e a Bacraft produtora de papéis absorventes e sanitários. Cerca de 30% das vendas do grupo são para o exterior. 

 

MAGGI

 

Em julho de 2009 o Grupo André Maggi, um dos maiores exportadores de grãos do mundo tornou-se sócio majoritário da Denofa S A, empresa norueguesa de esmagamento de soja, com 51% das ações tendo comprado 11% das ações da Norgrain e 40% da Agrenco. (F S P, 14.07.2009, p. B-10).

 

MARCOPOLO

 

Trata-se de uma empresa global, ás vésperas de conseguir o investment grade.

A Marcopolo exporta em 2007 para mais de 100 países e até o final de 2008 vai contar com pelo menos dez fábricas em oito países: Brasil, Argentina, México, África do Sul, Colômbia Portugal, Índia e Rússia. E associada está presente na China, com a CBC e a italiana Iveco. As vendas fora do Brasil já representam mais de 40% do faturamento da empresa de R$ 2 bilhões em 2007.

A empresa já começou a construir na cidade de Dharwad na Índia, a maior fábrica de ônibus do mundo com capacidade para produzir até 25.000 veículos por ano, enquanto a fábrica de Caxias produz 8.000 unidades anuais. O investimento está sendo feito com a indiana Tata Motors, líder do setor. Cerca de 4000 funcionários serão deslocados para a nova unidade. A fábrica deve funcionar em setembro de 2008 com faturamento de US$ 400 milhões anuais, com 100% de peças e componentes locais.

Na Rússia a empresa se associou com a Ruspromauto, maior montadora de veículos local. Em fevereiro de 2006 teve início à produção na fábrica em Golitsino e em setembro de 2007, em Pavlovo, em um total de 450 funcionários.

Na Rússia a empresa produz 500 ônibus por ano e pretende chegar a 2.000 unidades até 2.013. Devido á dificuldade com o alfabeto cirílico a empresa realiza as reuniões com tradução simultânea, com cada participante falando em seu idioma nativo. Em janeiro de 2008, cerca de 20 brasileiros tiveram de deixar às pressas a operação na fábrica russa para um recadastramento inesperado. 

A empresa cresceu por que ampliou o seu leque de produtos básicos, desenvolvendo todo tipo de ônibus e depois na produção sob medida, já tendo feito até ônibus com teto removível para atender aos fiéis que fazem peregrinação a MECA e não podem ter nada entre a cabeça e Deus. (Exame, 31.12.2007, p. 70-72).

Em 25 de junho de 2008 a Marcopolo constituiu uma joint venture com a GB Auto SAE, e criaram a GB Buses SAE, que terá operação em Suez no Egito e atuará no Egito e nos mercados do Oriente Médio, África e Europa.

A empresa deverá iniciar sua produção em julho de 2009, com estimativa de fabricação de 1.500 unidades, podendo atingir a 5.000 unidades por ano, no quinto ano. O investimento será de US$ 50 milhões, aplicados em até três anos e a Marcopolo terá 49% da nova empresa.

Falta para a empresa entrar no mercado chinês. Em 2009, com a crise econômica , a empresa decidiu fechar a fábrica na Rússia e continuar a investir em uma linha de produção na Índia onde serão produzidos 20.000 unidades por ano , sendo que em 2009 , apenas para atender o governo indiano , a empresa vai fabricar 8.000 ônibus . A fábrica no Egito também está mantida (Exame, 1.7.2009, p. 64).

 

MARFRIG

 

Adquiriu em 2007 a argentina Quickfood, com oito fábricas, maior frigorífico exportador da Argentina.

Em 23 de junho de 2008 anunciou a compra por US$ 680 milhões de 15 fábricas do grupo OSI no Brasil e na Europa.

Em julho de 2008 anunciou a compra da marca Pemmican, por meio da subsidiária Mirab USA, além de equipamentos para produção de “beef jerky”, da ConAgra Foods, por US$ 25 milhões. (F s p, 14.08.2008, p. B-9).

A Marfrig comprou em junho de 2010, a americana Keystone Foods por US$ 1,26 bilhão, que opera 54 unidades de produção e centros de distribuição, atendendo a mais de 28 mil restaurantes em 13 países, inclusive McDonald’s, Subway, Campbell’s. A empresa em 2009 teve receita de US$ 6,4 bilhões, enquanto a Marfrig teve receitas de US$ 6,7 bilhões. A Marfrig para pagar a Keystone, vai emitir US$ 1,3 bilhão em debêntures conversíveis em ações. (F S P, 16.06.2010, p. B-10).

 

 

MEDLEY

 

A Medley também fabricante de medicamentos genéricos possui um parceiro em Portugal que irá distribuir seus produtos sob licença.

 

METALFRIO

 

De 2006 a2010 a empresa comprou quatro fabricantes de refrigeradores com linhas de produção no México, na Rússia e na Turquia, com investimentos de R$ 100 milhões e subiu do 12° para o quinto lugar entre as empresas brasileiras mais internacionalizadas, no ranking da Fundação Dom Cabral. O faturamento passou de R$ 295 para 643 milhões de reais, 42% vindos do exterior.

A empresa abriu em janeiro de 2008 uma unidade em Kaliningrado, com 400 funcionários, onde está produzindo em 2008, 375 freezers por dia, numa base de exportação para países vizinhos, como Lituânia e Cazaquistão, e outros países da Europa. (Exame, 13.08.2008, p. 94).

 

Na Sibéria, a Metalfrio vende geladeiras que em vez de gelar, aquecem o produto, para manter latas e garrafas nas condições ideais, em um lugar em que a temperatura ambiente chega a 30 graus negativos.

A Metalfrio foi vendida para a Continental em 1994 e em 2001 passou para o controle da BSH e em 2004 passou à gestora de recursos Artesia, controlada por Marcelo Faria de Lima e Márcio Camargo, ex-sócios do Banco Garantia. (Exame, 19.05.2010, p. 69-70).

 

 

METAL LEVE

 

O Metal Leve montou fábrica em Orangeburg na Carolina do Sul nos EUA com produção vendida para a Caterpillar e Cummins. No Brasil produz um milhão de pistões por ano.

 

 

MPX

 

A MPX, empresa de geração de energia de Eike Batista anunciou que vai investir R$ 3,4 bilhões para produzir carvão na Colômbia e criar um sistema de ferrovia e porto para escoar o minério para o Brasil. Pelo projeto a empresa vai explorar minas com potencial estimado em 1,7 milhão de toneladas, das quais 144 milhões são certificadas. Mais de 1,6 bilhão de toneladas de carvão estão em reservas subterrâneas e 39 milhões a céu aberto, mais fáceis de explorar. A idéia produzir 20 milhões de toneladas por ano, 11,6 milhões a serem consumidos pelas térmicas a carvão que vem sendo construídos pela empresa no Brasil e no Chile. A MPX vai construir um porto na Colômbia até 2015. Depois  , com o aumento esperado na produção , será criada uma ferrovia e o porto ampliado . (F S P, 17.03.2010, p. B-10).

 

 

NATURA

 

A Natura tem fábricas na Argentina, Chile e Peru. As unidades estrangeiras responderam por 2,6% de seu faturamento em 2003.

 

NORBERTO ODEBRECHT

 

Norberto Odebrecht comprou por US$ 20 milhões a J Bento Pedroso, empresa especializada em obras públicas. A empresa atua no exterior desde 1978 e tem escritórios nos Estados Unidos, em Angola e em Portugal. Em 2003, cerca de 80% de seu faturamento de R$ 4,6 bilhões veio do exterior em obras realizadas em 13 países, como o novo terminal de passageiros do aeroporto de Miami, a Ponte Vasco da Gama sobre o rio Tejo em Lisboa e um terminal portuário em Djibuti na África.

Em 2008, dos US$ 5 bilhões de faturamento, 75% vem do exterior, a maior parte da América Latina.

Presente na Venezuela há mais de 15 anos, pretende em 2008 continuar suas atividades e ampliar a participação em novas obras públicas.

Em Ciudad Ojeda, região de Zulia, está finalizando o Projeto agrário socialista Planície de Maracaibo, com a construção de um duto principal de 48 km e a construção de centenas de casas. Em Caiacara, região de Bolívar, está construindo a terceira ponte do rio Orinoco com quase 5 km, que será rodoferroviária. Em Tocoma, região de Bolívia, constrói a Central Hidrelétrica de Tocoma, com capacidade instalada de 2.160 MW, que ficará pronta em 2014. Em Caracas a empresa está construindo simultaneamente duas linhas de metrô e deve iniciar uma terceira. Ainda em Caracas constrói o Metrocable, sistema de teleférico de 1,7 km que ligará a favela de San Augustin, no centro de Caracas, ao metrô a um custo de US$ 100 milhões. (F S P, 1.9.2008, p. B-4).

No Equador a empresa executou sete obras, sendo quatro ainda em construção em 2008. A hidrelétrica Toachi-Pilatón, o aeroporto internacional de Tena, o complexo hidrelétrico e a de irrigação Baba e a barragem Carrizal-Chone. Projetos somados representam contratos de cerca de US$ 700 milhões.

A empresa construiu a usina São Francisco, em parceria com a francesa Alstom e a austríaca VA Tech, responsável por 12% da energia do país. Inaugurada em junho de 2007, em julho de 2008 a usina foi interditada para reparos devido a rachaduras em oito pontos do sistema de dutos em um trecho de oito quilômetros e o desgaste maior do que o normal do rotor de uma das turbinas. Com isso iniciou-se seria crise entre a empresa e o presidente Rafael Correa sobre a responsabilidade do problema. O presidente exige que a empresa assuma os custos dos reparos e pague indenização pelo tempo em que a usina ficou parada. (Exame, 8.10.2008, p. 148-152). 

 

PÃO DE QUEIJO

 

A Pão de Queijo em 2001 inaugurou uma fábrica em Barcelona na Espanha e tem cinco lojas próprias em Portugal, tendo instalado em 2003 uma franquia em Lisboa.

 

PETROBRÁS

 

A Petrobrás comprou em julho de 2002 a Perez Companc e em agosto de 2002 a Santa Fé, empresas petrolíferas da Argentina. (F S P 14.08.2002, p. B-2). O negócio multiplicou por quatro a produção internacional da estatal, de 58 mil para 246 mil barris diários. A empresa tem 658 postos na Argentina e atividades de redes de dutos , petroquímica , energia elétrica , comercialização e distribuição de derivados. Lidera ainda os mercados de fertilizantes e transporte de gás. 

É líder na produção de óleo e gás na Bolívia e detém 98% do refino. 

No Paraguai tem atividades de distribuição de combustíveis e GLP, com 163 postos.

No Uruguai distribuição de gás encanado e de combustíveis com 89 postos.

No Equador exploração e produção de petróleo e oleoduto.

No México exploração e produção por meio de contratos de serviços em dois blocos terrestres de propriedade da estatal Pemex.

Tem fábricas ainda em Angola, Colômbia, EUA, Nigéria, Equador, Peru e Venezuela. As unidades estrangeiras foram responsáveis por 19% do faturamento total em 2003.

A Petrobrás Energia, subsidiária da Petrobrás na Argentina vai investir US$ 2,4 bilhões no país até 2012. De 2003 a 2007 já havia investido US$ 1,8 bilhão. Em 2010 a empresa deve começar a explorar o poço Enarsa 1, na costa do mar Del Plata, em conjunto com a Repsol YPF e a Petrouruguay. (F S P, 5.4.2008, p. B-16).

Na Venezuela, a Petrobrás paralisou seus investimentos em 2008. Tem participação minoritária em 4 empresas mistas , controladas pela estatal PDVSA .

Na Colômbia tem 66 postos.

Em oito de agosto de 2008 a Petrobrás anunciou a compra dos ativos de distribuição da companhia norte-americana Exxon Móbil no Chile por US$ 400 milhões. A estatal brasileira passará a administrar 230 postos de serviço no Chile. A Esso ocupa a terceira posição no ranking das maiores distribuidoras, com 16% do segmento de vendas ao consumidor e 14% no ramo industrial. Os postos no Chile trocarão de bandeiras e todos em dois ou três anos terão a marca da Petrobrás. Com a rede de postos, a Petrobrás levou ainda 22% de uma empresa de dutos de transporte de derivados e 33% de uma companhia de distribuição de combustíveis em aeroportos, uma sociedade com a britânica Airt BP e a chilena Copex, que tem 52% do mercado total de derivados do país. (F S P, 9.8.2008, p. B-6).  

REFINARIA PASADENA REFINING SYSTEMA INC.

 

A Pasadena Refining Systema Inc. refinaria em Pasadena no estado americano do Texas estava desativada quando foi comprada por US$ 42,5 milhões pela Astra Oil em janeiro de 2005. Era antiquada e pequena para os padrões americanos (capacidade para 100.000 barris por dia), e não estava preparada para processar petróleo brasileiro, o óleo pesado produzido na Bacia de Campos.

Mesmo assim, o brasileiro Alberto Feilhaber, que trabalhou por duas décadas na Petrobrás e era executivo da Astra nos EUA conseguiu , em janeiro de 2006, vender 50% da Pasadena para a Petrobrás, por US$ 360 milhões, uma valorização de 1.500%. A Petrobrás ainda concordou em dividir em 50%%, o US$ 1,5 bilhão necessário para adaptar a refinaria e processar o óleo produzido no Brasil. Em caso de divergência a estatal se obrigava a comprar a parte da sócia e a Petrobrás também garantiu à trading belga uma remuneração de 6,9% ao ano, mesmo em um cenário de prejuízo.

Os belgas decidiram sair da sociedade, e a Petrobrás se recusou a pagar US$ 700 milhões que se comprometera a pagar.

Os belgas foram à Justiça exigir as garantias contratuais Foi convocada uma arbitragem que condenou a Petrobrás a pagar US$ 600 milhões pelos 50% restantes.

A Petrobrás não aceitou e entrou na Justiça americana e quatro anos depois do rompimento, os belgas ganharam na Justiça e, após um acordo, embolsaram mais US$ 839 milhões pagos pela Petrobrás.

A Petrobrás enterrou US$ 1,199 bilhão em uma refinaria velha e defasada. Há seis meses decidiu livrar-se dela, pondo-a a venda. A única oferta que recebeu foi da multinacional americana Valero, de cerca de US$ 180 milhões.  Como um negócio tão desastrado foi feito é o que o Tribunal de Contas da União está investigando, pois não é apenas um erro de cálculo, ou um mau passo de gestão.  Segundo o procurador do TCU Marinus Marsico: “Tudo indica que a Petrobrás fez concessões atípicas á Astra. Isso aconteceu em pleno ano eleitoral”.

O presidente da Petrobrás à época do negócio, Sergio Gabrielli, fez circular a versão de que o acordo havia sido negociado pelo homem à frente da área internacional, Nestor Cerveró, sem o conhecimento de mais ninguém da cúpula, nem dele próprio. Como uma decisão de tal dimensão foi tomada apenas por uma pessoa em uma diretoria colegiada e à revelia do presidente da empresa é assunto que merece investigação. Segundo Veja, Nestor Cerveró continua na Petrobrás, como diretor financeiro da BR Distribuidora. (Revista Veja 19.12.2012, p. 84-86).

A Petrobrás tenta vender a refinaria, mas não tem encontrado comprador. (F S P, 14.2.2013, p. B-6).

O procurador do Ministério Público no TCU, Marinus Marsico, pediu ao TCU que investigue a compra da refinaria em Pasadena, EUA, pela Petrobrás após considerar que as explicações sobre a venda da refinaria foram insuficientes para eliminar os indícios de prejuízo. Ele disse que a estatal já gastou mais de US$ 1,1 bilhão com a refinaria, sem que ela tenha cumprido a sua função. ”Não foi só um mau negócio, o que pode acontecer em qualquer empresa. Era algo completamente evitável e por isso pedimos que se apurem as responsabilidades de quem fez esse negócio e eles sejam condenados por gestão temerária”.( F S P , 28.02.2013, p. B-3) .

 

 

REFINARIA NANSEI SEKIYU KABUSHIKI KAISHA – JAPÃO

 

Localizada em Okinawa, Com capacidade para processar 100 mil barris de petróleo por dia e terminal de tancagem para 9,6 milhões de barris foi comprada em 2008, por US$ 50 milhões por 87,5% das ações, e era considerada estratégica para levar à frente o projeto de exportar etanol para a Ásia, o que acabou não ocorrendo.

A Petrobrás está tentando vender a refinaria, mas ainda não conseguiu. (F S P, 14.2.2013, p. B-6).

 

 

 

ROMI

 

A Romi, fabricante de máquinas ferramenta, de Santa Bárbara d’Oeste, investe em média 8% do faturamento em atualização e tem cerca de 30% de seu faturamento em exportações.

 

SABÓ

 

A Sabó, empresa brasileira de autopeças, uma das três maiores fabricantes mundiais de retentores - anéis de vedação que evitam vazamentos de óleo ou água nos veículos têm cinco fábricas na Europa (Talheim, Kirchardt, Heilbronn na Alemanha, Saint Michel na Áustria e Enese na Hungria), Argentina, Japão e EUA. Cerca de 33% dos retentores vendidos pela companhia são exportados.

Em novembro de 2007, a reunião do Conselho de Administração da empresa foi realizada nos EUA.

 

SANTANA

 

Empresa têxtil, a empresa instalou em maio de 2008 a sua primeira fábrica no norte da Argentina. (F S P, 4.8.2008, p. B-5)

 

SEM

 

A SEM fabricante de medicamentos genéricos abriu uma divisão em Portugal, a Germed Ltda. e começou a distribuir seus produtos no mercado português em setembro de 2004.

 

SINERGY

 

De German Efromovich comprou a companhia aérea Avianca e em 2008 a companhia de aviação Helicol da Colômbia por US$ 24,6 milhões,

 

STAROUP

 

Staroup inaugurou em 90 joint venture com o grupo Álvaro Pontes. No mercado soviético licenciou a Odema.  

 

STEFANINI IT SOLUTIONS

 

Fundada há 23 anos em São Paulo, atua em 19 países com faturamento global de R$ 674 milhões em 2009, prestando serviços de desenvolvimento, manutenção e implementação de sistemas e suporte técnico em tecnologia. (F s P, 9.8.2010, p. B-4).

 

SUZANO

 

A Suzano Papel e Celulose fechou a compra da Futuragene PLC, empresa de pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia inglesa, direcionada para os mercados de culturas florestais e biocombustíveis (F S P, 23.06.2010, p. B-6).

 

 

TIGRE

 

A Tigre com quatro unidades no Brasil possui uma fábrica no Chile e comprou outras três pequenas companhias chilenas, detendo 45 % do mercado daquele país. Na Argentina comprou o grupo Santorelli e domina 23% do mercado. Tem 70% do mercado boliviano e 80% do mercado paraguaio de tubos de PVC. Tem fábricas ainda nos EUA e no Equador e no Peru.  

Em 2008 deve investir US$50 milhões, com a compra de uma fábrica no Peru e em novas aquisições na Colômbia, México e EUA.

 

TOGA

 

A Toga associou-se à Bryce Corporation do Tenessee, na indústria de embalagens.

 

TOTALCOM

 

Grupo de publicidade comprou a maior empresa de marketing promocional argentina em junho de 2008 (F S P, 4.8.2008, p.B-5).

 

ULTRA

 

Comprou uma pequena fábrica de produtos químicos na Venezuela em 2008 por US$ 14 milhões. (F S P, 26.06.2008, p. B-14).

 

VALE

 

A Vale tem joint venture com parceiro canadense, cinco fábricas no exterior e escritórios nos EUA, Bruxelas, Tóquio e Xangai. Joint Venture com empresa chilena para explorar cobre no Peru.

De 2001 a2007 a Vale fez 18 aquisições internacionais, entre elas a canadense Caniço Resource por US$ 675 milhões e a australiana AMCI por US$ 660 milhões.

Em outubro de 2006 a Vale comprou a canadense Inco, tornando-se a segunda maior mineradora do planeta, atrás apenas da australiana BHP Billington. A aquisição importou em US$ 18,7 bilhões a maior já feita por uma empresa nacional. A Vale é um bom exemplo de privatização. Desde que passou às mãos da iniciativa privada teve seu lucro multiplicado por 13, as vendas por 2,5 e o valor de mercado por mais de oito entre 1997 e 2006. A empresa está presente em 18 países em 2006.

Tornou-se a segunda mineradora do planeta, atrás apenas da BHP Billiton, com um valor de mercado de US$ 180 bilhões. Desde a sua privatização em 1997, incorporou 19 concorrentes. As vendas chegaram no primeiro semestre de 2007 a R$ 35 bilhões contra R$ 18 bilhões no mesmo período de 2006 e o lucro chegou a R$ 11 bilhões contra R$ 6 bilhões em 2006. Com a descoberta da maior mina de ferro do mundo em Minas Gerais, analistas projetam que a Vale será a maior mineradora do mundo em 2010.  No Canadá a empresa deve abrir uma nova mina até 2009 e dobrar a extração de níquel na centenária mina de Creighton, com investimentos de US$ 370 milhões.

Enquanto no Brasil a empresa luta contra a imprevisibilidade de índios e sem terra que invadem suas instalações e prejudicam o transporte de minério, no exterior, muitas vezes a maior dificuldade está justamente na rigidez das regras.

Investirá US$ 6 bilhões a partir de 2008 na Colômbia na exploração de minérios e construção de uma hidrelétrica.

Em maio de 2008 a Vale assinou um acordo para a construção de uma fábrica de pelotas de minério de ferro no norte de Omã, em Sohar, a 250 km da capital Mascate, com investimento de US$ 1 bilhão e início de funcionamento em 2010. Sohar é o terceiro maior porto de Omã e área de investimentos em projetos de alumínio, metanol e fertilizantes, além de uma refinaria. (F S P, 19.05.2008, p. B-6).

Em 30 de janeiro de 2009 a Vale anunciou a compra de minas de potássio da Rio Tinto na Argentina e no Canadá por US$ 850 milhões. (F s P, 31.01.2009, p. B-5).

A Vale anunciou em 30 de abril o seu primeiro investimento em minério fora do Brasil, com a aquisição, por US$ 2,5 bilhões, de depósitos na Guine, com a compra de 51% da BSG Resources, detentora de concessões e licenças de exploração de minério de ferro nas regiões de Simandou Sul e Simandou Norte, próximas ao litoral do país africano. A Vale pretende colocar em operação em 2012, a mina de Zogota, em Simandou Sul, com uma extração inicial de 10 milhões de toneladas/ano e minério. Entre 2014 e 2015 o objetivo é chegar a 50 milhões de toneladas / ano, tornando a mina a segunda maior da empresa, atrás apenas de Carajás. ( F s P , 1.5.2010 , p. B-9) .

A Vale pretende expandir em mais de 50% a produção da mina de fosfato Bayóvar, na Província de Sechura, no Peru. Com isso a capacidade instalada passará de 3,9 para 5,9 milhões de toneladas, com investimentos de US$ 300 milhões que se somam aos US$ 566 milhões já investidos. (F s P, 6.8.2010, p. B-7).

 

VOTORANTIM

 

A Votorantim Cimentos montou escritórios para operações internacionais na Ásia, Europa e EUA. Em 2001 a empresa deu o primeiro passo no exterior, comprando a canadense St Marys Cement Inc. Neste fabrica a empresa teve sérios problemas de resistência do sindicato local que foi obrigada a adiar as metas de mudança por dois anos.

Em 2003 já possuía fábricas de cimento no Canadá, Bolívia e EUA. As unidades estrangeiras responderam por 23% do faturamento em 2003. .

A empresa criou um manual de gestão, em três línguas, português, inglês e espanhol, para padronizar seus processos em todos os cinco países em que atua. As operações de cimento no exterior geraram em 2007 US$ 230 milhões , o equivalente a 10% das vendas da Votorantim Cimentos em 2006 . A proporção deve aumentar para 50% até 2010

A Votorantim comprou em janeiro de 2008 o terminal marítimo da Westerlund, no porto de Antuérpia. Com a aquisição o grupo vai criar um centro de distribuição na Europa, podendo movimentar 2,2 milhões de toneladas ano. O terminal possui três armazéns cobertos, de 24 mil m2, e um cais próprio de 11 mil m2. (F S P, 17.01.2008, p. B-8).

A Votorantim Metais comprou em 20.11.2007 a U.S.Zinc, subsidiária do grupo americano Aleris International, por US$ 295 milhões. Com a aquisição a empresa torna-se a terceira maior produtora de zinco do mundo, atrás da NYStar e da Korea Zinc, e a maior em óxido de zinco. Além disso, entra nos maiores mercados do mundo: Estados Unidos e China.  A U.S. Zinc é recicladora de resíduos industriais, produtora de zinco metálico e tem um braço de trading. Tem cinco fábricas nos EUA e uma em construção na China e capacidade de produção de 130 mil toneladas por ano, tendo fabricado em 2006, 110 mil toneladas a partir de reciclagem. A empresa tem produção integrada, extraindo 50% de sua produção e está investindo US$ 500 milhões na expansão da produção peruana e pretende trazer para o Brasil as técnicas de reciclagem da US Zinc, mais avançadas que a operação nacional. (F S P, 21.11.2007, p. B-3). 

Em fevereiro de 2010 a empresa comprou 17,3% do capital da cimenteira portuguesa CIMPOR, que pertenciam ao grupo francês Lafarge e com um acordo feito com a CGD e os bancos, passou a deter 27% do capital da empresa, o que os torna os maiores acionistas. (F s P, 4.2.2010, p. B-6).

A Votorantim Metais anunciou em três de agosto de 2010, que assumiu o controle da mineradora peruana Milpo, por US$ 420 milhões, através de oferta pública de compra de ações, que a deixou com mais de 50% das ações em circulação. Com a aquisição, a empresa agrega ao seu portfólio cobre chumbo e prata, ao alumínio, zinco e níquel que já produz. (F s P, 4.8.2010, p. B-6).

 

VOLKSWAGEM

 

A Volkswagen do Brasil tem unidades no México, Equador, Uruguai e Argentina. O Gol é líder de importados no México, no Equador, no Uruguai e na Argentina.

 

VULCABRÁS

 

A Vulcabrás tem unidades em Judiai em São Paulo, Parobé no Rio Grande do Sul e Coronel Suárez na Argentina. Em junho de 2007 comprou a argentina Gatic por US$ 609 milhões e em julho de 2007 a Azaléia por R$ 350 milhões. Tornou-se a maior fábrica de calçados do Brasil com faturamento de R$ 1,8 bilhões em 2007. (Exame, 19.12.2007, p. 73).

 

WEG

 

A catarinense Weg, uma das dez maiores fábricas de motores elétricos do mundo, tem 11 filiais espalhadas pelo mundo, que geram exportações anuais de US$ 160 milhões. A empresa, com sede em Jaraguá do Sul, comprou em comprou por US$ 30 milhões a Morbe sua primeira fábrica na Argentina, fabricante de motores para lavadoras de roupa. As unidades estrangeiras foram responsáveis por 39% de seu faturamento em 2003.

A Weg abriu uma unidade no México, para ter acesso aos benefícios do Nafta.

A WEG anunciou em maio de 2010 a compra da empresa sul-africana Zest Group, além do aumento na participação na mexicana Voltran de 30% para 60%%. (F S P, 26.05.2010, p. B-3).

 

Na mundialização empresas de consumo são obrigadas e alterar sua linha de produção para atender ás peculiaridades locais. Por exemplo, nos países islâmicos os cortes de carnes são diferentes. Na Argentina as garrafas de cerveja comuns são de 1 litro e não de 600 ml. 

 

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