Varejo sem loja

Daniella Silva,
VAREJO SEM LOJA

O objetivo deste trabalho é estudar o varejo sem loja, ou seja, varejo virtual ou marketing on line(e-commerce).
O varejo integra funções clássicas de operação comercial: procura e seleção de produtos, aquisição, distribuição, comercialização e entrega.
As transformações que estão acontecendo no varejo mundial, ocorridas com o surgimento da internet, mudanças essas, que acontecem num período de tempo muito pequeno comparando com o tempo de ocorrência de transformações significativas no mercado mundial, exigindo das empresas uma capacidade elevada de adaptação e reposta às mudanças.
O Brasil vem se caracterizando por possuir um número crescente de empresas varejistas na relação das maiores empresas do país. A partir do crescente avanço tecnológico, estas empresas começaram a adotar novas tecnologias de informação e de gestão, que, por sua vez, desempenham um papel cada vez mais importante na modernização do sistema de distribuição e da economia brasileira.
O varejo eletrônico está afetando o tráfego nas lojas, com mais da metade dos entrevistados afirmando que visitam menos lojas por causa das compras eletrônicas.
Segundo McCuner (2000), em função desta facilidade, surgem guerras de preço que muitas vezes são mais acirradas no ambiente virtual que no comércio varejista tradicional. Neste ambiente os consumidores possuem ao seu dispor uma gama de ferramentas de busca e sites de comparação de preços, que lhes proporcionam mais autonomia para efetuarem compras.

De acordo com a pesquisa Webshoppers (evolução do comércio eletrônico brasileiro 2000-2003) o perfil do internauta brasileiro é:
Idade: 27% entre 25 e 34 anos e 42% entre 35 e 49 anos
Renda: 56% entre R$1.000 e R$5.000
Sexo: 40% mulheres e 60% homens

O perfil demográfico do comprador on-line começa a se assemelhar ao das lojas tradicionais, com os homens dominando os mercados fora dos EUA. O fator que mais desencoraja as compras on-line ainda é o custo do frete.

Surge então, o varejo sem loja. O varejo sem loja não conta com pontos fixos para a operação de varejo, e sim atuação em venda e exibição de produtos pela internet. O mecanismo de compra, venda de bens e serviços via internet. É fazer negócios eletronicamente – em todos os aspectos. Engloba todo o processo de negócio: desde propaganda e marketing até vendas, pedidos, manufatura, distribuição, serviço ao cliente, suporte pós-venda e reposição de estoques engloba o gerenciamento de todos os ciclos de vida dos clientes e dos produtos, essa gestão é chamado de e-commerce. Existem várias vantagens de comercializar produtos via web como obter acesso a produtos antes difíceis de serem encontrados e a comodidade de adquiri-los sem sair de casa, não é necessário de espaço físico e funcionários, o que leva a uma diminuição de custos.
As lojas virtuais comparando com a loja física também é um canal de ponto de vendas e que exige cuidados especiais devendo ser trabalhadas diversas ferramentas promocionais para conseguir significantes vantagens competitivas.
No varejo sem loja, todos os produtos tornam-se commodities precisando agregar mais valor para o serviço para se diferenciar dos concorrentes, tendo facilidade de mudar preços em tempo real de acordo com os ajustes do mercado.

Diferenças do varejo sem loja x varejo tradicional:

Varejo tradicional:
-Decoração externa e interna, fachada.
-O cliente percorre os corredores da loja procurando os produtos em
estantes, cabides, etc
-A loja está em um ponto local, funcionando com horário para
abrir e fechar.
-Facilidade nas vias de acesso favorece o deslocamento físico do cliente para a loja.

Varejo sem loja:
-Layout gráfico das páginas.
-O cliente navega pelas páginas do site vasculhando informações e visualizando os produtos.
-O cliente está em qualquer lugar acessando o site 24 horas por dia.
-Existência de links em outros sites favorece o aumento do tráfego de
visitantes para o site.


Bibliografia:


SEYBOLD, Patrícia B. Clientes.com: como criar uma estratégia empresarial para a internet que proporcione lucros reais. São Paulo: Makron Books, 1999.

MCCUNE, Jenny. Yin e Yang. Rev. HSM Management, nº19, ano 4, pp. 106-112, março-abril 2000.




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Tags: ecommerce internet varejo vendas