Como acontece no mundo, no Brasil o segmento do luxo movimenta um grande volume de negócios, posicionando o país entre os dez maiores mercados de luxo do mundo.
Nos últimos sete anos, o consumo de bens de luxo, no Brasil, cresceu 35% movimentando 2,5 bilhões de dólares anuais, sendo responsável por 70% do consumo de luxo da América Latina.
O mercado brasileiro de luxo, hoje, responde por 3% do PIB e, acordo com dados da revista Cosmetics & Toiletries (2008), há alguns anos o mercado vem crescendo a taxas bem mais elevadas que o PIB, e as empresas seguem investindo na abertura de novas lojas e importação de produtos.
O setor de bens de luxo é composto por 35 sub-setores: acessórios de moda; bagagem/artigos de couro; calçados; cosmética; vestuário; relojoaria; perfumaria; automóveis; aviões particulares; iates; champagne; vinhos; cristais; ourivesaria; porcelana e faiança; mobiliário; outros têxteis da casa; luminárias; têxteis de mobiliário; distribuição alimentar; hotelaria; restauração; instrumentos de música; foto, som e vídeo; artigos de papelaria; edição; impressão; tabacaria; horicultura e cuidados corporais.
N o entanto, é preciso diferenciar os objetos de luxo daqueles considerados como premium de marcas convencionais, pois estes produtos são versões mais sofisticadas de objetos comuns.
O consumidor desse privilegiado segmento tende a adorar marcas, pelas quais se dispõe a pagar preços premium, em troca dos valores nelas percebidos, como satisfação, aumento da auto-estima, além do status sócio-econômico, real ou aspirado.
Um estudo apresentado pelo Boston Consulting Group, em 2003, aponta que a valorização pessoal do dia-a-dia e a necessidade de quebra na rotina estão entre os principais fatores que levam as pessoas à compra de artigos de luxo.
Ferreirinha, consultor de marcas de luxo afirma que o número não é tecnicamente comprovado, mas estima-se que existem cerca de 550 mil clientes ativos no segmento de bens de luxo.
O consumidor freqüente de bens de luxo tem uma renda mensal de aproximadamente R$ 25 mil e, a cidade de São Paulo representa 75% do mercado de luxo no país.
Segundo o Diário do Comércio (2007) - periódico da Associação Comercial de São Paulo - o número de milionários no Brasil em 2005 aumentou em 11,3%, comparado a 2004. Segundo dados do 10º Relatório sobre a Riqueza Global, o número de investidores que têm mais de US$ 1 milhão passou de 98 mil para 109 mil no período.
Uma pesquisa realizada pela CFC Consultoria & Conhecimento em parceria com o instituto GFK Indicator (2007), sobre o consumidor de luxo no Brasil apontam que:
- 56% são mulheres com idade média de 41 – variando entre 26 e 50 anos;
- Realizam compras duas vezes ao mês;
- O tíquete médio de consumo mensal é de 5080 reais;
- Maior concentração no setor da moda, seguido por alimentos e bebidas, depois cosméticos, jóias e relógios;
Os meios de comunicação mais utilizado são a Internet, tv por assinatura, seguida pelas revistas.
O consumidor de bens de luxo apresenta padrões de comportamento bastante curiosos. Entre o grupo das mulheres solteiras, executivas entre 25 e 35 anos, moram com os pais e usam seu salário para efetuar a compra de produtos: sociais, lazer e viagens. Estas compras estão ligadas ao consumo de objetos que reforcem sua posição profissional - óculos, pastas, perfumes.
Entre o grupo dos homens solteiros, entre 29 e 39 anos, moram com os pais e consomem roupas, entretenimento e boa comida em restaurantes caros. Já na categoria dos divorciados sem filhos, homens e mulheres de 35 a 49 anos cujos hábitos de consumo variam entre jóias e sapatos (mulheres) a relógios, produtos de cozinha e eletrônicos (homens). No grupo que compõe casais que trabalham com filhos adultos, entre 45 e 65 anos temos, então, uma outra classe: indivíduos com estabilidade na carreira que gastam em viagens, produtos eletrônicos, carros e na casa.
Segundo o Publisher da Revista A, Cláudio Ferreira o mercado de anúncios de luxo é pobre e afirma que o luxo é o nicho do momento, portanto, o mercado deve acomodar naturalmente um maior numero de publicações nesse segmento.
Dentre os meios de comunicação mais procurados pelos consumidores de alta renda estão a Internet, a TV paga e as revistas especializadas.