A extensão da liberdade num refil de refrigerante

A limitação da comercialização do refil de refrigerante é mais uma solução que, a exemplo da restrição de mecanismos de libertação econômica como os aplicativos de carona e hospedagem, revela a falta de visão econômica de nossa burocracia aparelhada por grupos políticos dos mais variados espectros.

A extensão do desenvolvimento de uma nação passa pela liberdade de seus concidadãos em pensarem, expressarem suas ideias e exercitarem o seu empreendedorismo. Em outras palavras, quanto mais livre somos e mais perceptível é essa liberdade, menos difícil será o caminho para o crescimento da economia combinado com justiça social.

Em mais um episódio envolvendo a nossa realidade local, quando pensamos que o peso do Estado sobre a vida produtiva do país atingiu o seu ápice, eis que o aparato estatal se supera. Nesse caso, trata-se da restrição da livre iniciativa como mecanismo de controle da obesidade.

Ao longo da última semana, ganhou destaque na mídia a intenção do governo em restringir a comercialização de refrigerantes no sistema de refil em estabelecimentos alimentícios. Para justificar tal medida, foi levado em conta os malefícios do consumo excessivo de refrigerantes no controle de peso das pessoas.

Apesar de parecer uma medida altruísta, o controle da comercialização de refrigerantes em sistema de refil limita a liberdade econômica de quem consome e de quem oferece esse produto, compromete o faturamento dos estabelecimentos comerciais que pautam suas estratégias de vendas na oferta do refil e se mostra pouco eficaz no combate de um problema cuja causa principal não está relacionada à comercialização de refrigerantes em refil, e sim na falta de conscientização e engajamento da população acerca da importância de uma alimentação saudável.

A limitação da comercialização do refil de refrigerante é mais uma solução que, a exemplo da restrição de mecanismos de libertação econômica como os aplicativos de carona e hospedagem, revela a falta de visão econômica de nossa burocracia aparelhada por grupos políticos dos mais variados espectros e reforça a percepção de que, se depender desses grupos políticos que vêm se revezando há décadas à frente do aparelho estatal, estaremos fadados a um nível de atraso econômico que nos remeterá ao Brasil de cinco séculos atrás. Só nos resta saber se, a exemplo do que ocorreu há cinco séculos, haverá alguém que nos descubra novamente e nos coloque num caminho de desenvolvimento pautado pela livre iniciativa, pela livre concorrência e pela promoção da justiça social.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

#EuapoioaLavaJato

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Tags: Administração Brasil economia política saúde

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